Meninos eu Vi: Com Dacunto ou Sem Dacunto

POR JOTA CHRISTIANINI

Aconteceu há 63 anos, no dia de ontem.

Meses antes Pedro Caetano e Claudionor Cruz ao comporem a marchinha campeã do carnaval não imaginavam a importância que aqueles primeiros versos teriam na decisão do título paulista de futebol.

Os primeiros versos diziam:

“com pandeiro ou sem pandeiro; eu brinco”

Nesse mesmo 17 de Setembro daquele ano jogariam decidindo o título o Palmeiras e o SPFC. O pessoal da purpurina que tinha recebido nossa esmola em 1938 e um tapa na cara em 42, resolveram agir novamente.

Recuperaram a súmula de um jogo ocorrido meses antes, em que o argentino Dacunto tinha sido apenas advertido e obrigaram o tribunal esportivo a julgá-lo e condena-lo. Suspenso desfalcaria o Palmeiras na decisão!

Rebuliço geral, os palmeirenses protestaram, toda imprensa percebendo a manobra, também revoltou-se. Não adiantou nada, a elite mandante tinha o poder e sabiam onde enfiar a caneta.

Esqueceram-se do principal, aquelas camisas verdes estavam do outro lado e eles tremiam ao vê-las.

O Palmeiras não tinha Dacunto, mas tinha Valdemar Fiume que substituiu o jogador suspenso.

Resultado, Palmeiras 3×1, Palmeiras Campeão Paulista de 44!

Bastou Viladoniga fazer o terceiro gol palmeirense para um único som ser ouvido no Pacaembu.

Os versos da marchinha do Carnaval, que durante muitos anos serviriam para definir as vitórias do Palmeiras quando precedidas de prejuízos vindos dos tapetões com cores do arco íris:

“Com Dacunto

ou sem Dacunto

Eu ganho”

JOTA CHRISTIANINI

[ nota deste blogueiro: nota-se que a turma cor-de-rosa utiliza-se das mesmas práticas já há bastante tempo ]

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