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33 anos da conquista

Ontem, sábado, 22 de dezembro, fiquei fora de casa praticamente o dia inteiro. Esqueci da data mágica: 33 anos da conquista do Campeonato Paulista de 1974 [ estou ficando velho… digitei errado 1972… mil perdões mais uma vez ] . Minhas humildes desculpas aos deuses palmeirenses do futebol. E também ao meu colunista preferido, JOTA. Ontem ele soltou um email na internet com um texto como sempre excelente. Estou postando só agora… Acho que estou trabalhando muito…

Segue abaixo. Apreciem sem moderação! Saudações…




POR JOTA CHRISTIANINI

22 de Dezembro de 1974, o Mestre Brandão, conhecedor das coisas do ludopédio,
sentenciou:
— Falaram demais, que vão acabar com os 20 anos de fila, mas na hora que a bola rolar, vai dar verdão, de novo.

Metade do segundo tempo o Mestre mandou Fedato aquecer. Os atacantes entreolharam-se e resolveram aumentar o ritmo.

Jair Gonçalves, médio volante que espertamente o Mestre Brandão mandou entrar na lateral no lugar do Eurico, cruzou, Leivinha arrumou de cabeça e Ronaldo Pé de Coelho mandou a bomba. O argentino Buttice, goleiro deles, tentou, só tentou, defender.

GOL DO PALMEIRAS

Fedato nem esperou a ordem, voltou ao banco.

O dominio palmeirense foi brutal, 1×0 foi uma injustiça sem tamanho. Além de um gol anulado no final o Palmeiras mandou no jogo inteiro, mas sobram algumas
situações que a história desse derby, o mais importante clássico do futebol
paulista e brasileiro, não esquecerá.

O tapinha de Luís Pereira avisando a Rivelino que aquela derrota significa que o mundo desabaria na cabeça dele; ou então a falta que o corintiano chutou na cabeça de Dudu que desmaiou.

Atendido fora de campo, volta no exato instante que outra falta, perto da área ia ser batida. Dudu corre e coloca-se na barreira como desafiando Rivelino; que prefere cruzar ao invés de tentar novo chute.

Foi um Derby, e como a história mostra, Derby, na hora que precisa, o Verdão vence.

Ao final demos a volta olimpica e o adversário amargou mais um ano de fila.

O coro dos palmeirenses é lembrado até hoje: zum, zum, zum é vinte, 21…

PALMEIRAS CAMPEÃO PAULISTA DE 1974.

JOTA CHRISTIANINI