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Quando o assunto é gol olimpico, o Palmeiras faz em dobro

Por JOTA Christianini

Por quê gol Olímpico?

O
Uruguai acabara de ganhar a medalha de outo no futebol das Olimpíadas
de Paris ,em 1924, época em que não havia o Mundial de futebol.
Portanto quem vencesse as Olimpíadas era considerado Campeão Mundial.

Na
volta os uruguaios foram convidados para jogar contra os argentinos em
Buenos Aires. Convite aceito marcaram a data e curiosamente no dia
anterior chegou um comunicado da FIFA passando a considerar válido o
gol obtido na cobrança do escanteio.

Os argentinos exibiram o comunicado e os uruguaios concordaram em fazer valer a nova regra.

Jogo
equilibrado; Onzari, ponteiro argentino, bate um escanteio e o goleiro
uruguaio Mazali atrapalha-se com seus zagueiros e a bola o encobre,
indo diretamente ao gol. Vitória argentina por 2×1; quebravam a
invencibilidade uruguaia e batizavam o lance como “gol olímpico” pois
carimbava a medalha de ouro conquistada na França.

Passa o
tempo! Começo deste ano vou visitar meu tio, Zé Pirilo, no Hospital.
Dia de Derby ele arrisca um palpite, 2×0, errou! Ganhamos de 3×0 e a
conversa flui.

No fim da visita o médico agradeceria dizendo que
era preciso alguém falando do Palmeiras para animá-lo. A situação do
tio era grave, nos deixou dias depois da FIFA ter percebido aquilo que
todos nós, e o tio também, ja sabíamos desde 1951.

Mas no dia do
Derby contei que havíamos recebido uma carta da neta do Mantovani
pedindo detalhes para inscrevê-lo no Guiness pois havia marcado dois
gols olímpicos num jogo só.

Meu tio quase saltou do leito.


Claro que marcou, eu estava lá, foi num sábado a tarde, goleamos a
Briosa por 6×2, ele fez dois olímpicos e ainda chutou um outro córner
na trave; e digo mais: marcou um gol em cada tempo para não dizerem que
foi o vento que ajudou.

O tio Zé Pirilo ainda arrematou, de sem-pulo

– No “Parmera’ sempre foi assim, a coisa demora, mas quando sai é em dobro.