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O Derby do Paulinho e do Sergio Pipa: 4×0

Crédito da foto: http://palestrinos.sites.uol.com.br/

POR JOTA CHRISTIANINI

Compareço
à magnífica festa de 70 anos de meu amigo Sergio “Pipa” Pacini.
Organizada pelos filhos e netos cantamos, bebemos e comemoramos até o
dia amanhecer.
Lembramos velhas histórias.

Pena que os irmãos
dele, Haroldo e o Oswaldo, já não estejam por aqui. As risadas teriam
sido maiores, pois a melhor quem contava era o Haroldo, palestrino de
vir de Americana a Sampa, 130 km, todo domingo, para ver o Palmeiras
jogar.

Campeonato paulista de 1958, euforia da torcida era grande pela conquista brasileira do primeiro mundial na Suécia.

Pipa,
palmeirense fanático, não se conformava com a vinda de Paulinho, ex
Flamengo, para o lugar do ídolo Mazzola, contratado pelo Milan.

Paulinho
podia fazer o que conseguisse, na verdade andava conseguindo fazer
pouco, que o Pipa cornetava com vigor. “Não serve, deviam ter trazido
outro, é fraco” enfim sobravam críticas ao artilheiro carioca.

Pesava
ainda uma incomoda rotina. O Palmeiras ganhava do Corinthians em tudo
quanto era campeonato, Rio-SP, Copa S. Paulo, Taça do Município, mas no
Paulistão amargava sete anos de invencibilidade negativa. No máximo
empatava.

Era semana do Derby. O Palmeiras capengava no campeonato e o Corinthians, líder e invicto, era favorito absoluto.

Sergio
Pipa passou a semana inteira dizendo que não iria ao jogo, que não
adiantava, que com o Paulinho a coisa não andava, isso e aquilo.

Dia
do jogo, Julinho Botelho jogou como nunca, driblava Oreco, recém
campeão do mundo na reserva de Nilton Santos, de tudo quanto era jeito,
cruzava e Paulinho conferia. 4×0 para alegria dos palmeirenses e
tristeza de Gilmar, então goleiro do alvinegro.

Três gols de Paulinho,

Uma
festa para ninguém botar defeito. A torcida invadiu o campo, o que era
incomum naqueles tempos, para saudar os jogadores. Todos saíram
carregados de campo.

Dia seguinte, a foto ocupava metade da pagina da Gazeta Esportiva. Paulinho sendo carregado por um grupo de torcedores.

Preciso escrever que o mais entusiasta daqueles que carregavam o centro avante era o hoje advogado Sergio “Pipa” Pacini?