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A experiência do camarote Suvinil

Nos últimos anos vem crescendo o uso de camarotes em arenas de entretenimento para relacionamento em negócios.
O que no início era mais um agradinho para os colaboradores da empresa
quando essa investia em patrocínio, hoje é um importante instrumento de
marketing e vendas.

Felizmente as empresas que estão investindo
no futebol estão percebendo que não é apenas a exposição na mídia que
traz os (grandes) retornos sobre o investimento. Ações com clientes e
parceiros através de promoções (leia-se, experiência de assistir ao
jogo em camarotes) estão sendo mais usadas para se maximizar o retorno
sobre os valores investidos.

Não é por acaso que o Brasil vem
passando por esse processo, com a maquiagem que alguns estádios vêm
recebendo para oferecerem áreas de relacionamento aos seus
patrocinadores. Excetuando-se a Arena da Baixada, que tem todo um
jeitão de Arena e foi construída também com esse objetivo (são 76 camarotes) os outros estádios foram se adaptando às condições exigidas pelo mercado.

O Morumbi, sempre badalado por parte da imprensa, foi alvo de uma matéria recentemente pelo Jornal O Estado de São Paulo. De acordo com a matéria, assinada por Daniel Akstein Batista, o Morumbi tem 35 camarotes para comercialização e cobra no mínimo R$ 250 mil por um camatore de 25 lugares [nb: R$ 10 mil por lugar? duvido…]. A matéria só não falou que os 35 camarotes foram construídos em “parceria” com a BWA, que investiu na reforma e tinha uma participação na receita de bilheteria [nb2: esse tipo de parceria ninguém na mídia critica].

O Santos FC também desenvolveu seu projeto de camarotes corporativos. Foi no ano de 2004 (se não me engano). Na época cobrava cerca de R$ 50 mil para um camarote de 20 lugares por dois anos de uso (veja desenho do camarote ao lado).

O
Palestra Itália durante anos ficou à parte nesse processo. A Pirelli,
patrocinadora oficial durante o período 2001 a 2007, tinha o seu
camarote, mais simples, voltado para assistir ao jogo.

Mas com a vinda da Fiat e da Suvinil as coisas começaram a mudar.

OS CAMAROTES DOS PATROCINADORES

Fiat
e Suvinil usaram o espaço para seus camarotes no lado direito das
numeradas cobertas, naquele espaço mais novo no Palestra (veja imagem
ao lado).

O camarote da Fiat tem 50 lugares sentados, mas cabe mais umas 20 ou 30 pessoas na parte da trás, nas mesinhas ou mesmo em pé, assistindo ao jogo atrás das cadeiras.

O da Suvinil tem espaço para 30 pessoas sentadas
(veja primeira imagem, no início do POST). E é muito bem estruturado
para experimentar o jogo e para se relacionar com o cliente.

A EXPERIÊNCIA DO CAMAROTE

Como reportei na semana passada, assisti ao jogo Palmeiras 3×1 Cruzeiro no camarote da Suvinil. Fui convidado pela Off Field, agência que cuida das contas da Fiat e da Suvinil no tema Marketing Esportivo, onde um dos sócios é Eduardo Morato.

Alguns convidados têm disponível uma van, para buscá-los em um local pré-determinado. O transporte os coloca dentro do clube, entrando pela portaria principal da Turiaçu.
No meu caso entrei a pé, deixando o carro no bom e velho estacionamento
“terceirizado” no posto de gasolina (com a arena a tendência é esse meu
sofrimento acabar).

Caminhei com a “patroa” – era dia dos namorados, lembra? levei a “eterna namorada”, senão nada feito! – e cheguei no portão principal do Palestra. [nb3:
o Renan, o filho mais novo, ambém foi mas decidiu ir na boa e velha
arquibancada, no meio da Mancha Verde. Encarou fila, não conseguiu
ingresso para estudante, aquela coisa toda, também entrou atrasado mas
teve sorte: comemorou o gol de Diego Sousa quase que abraçado a ele…].

O
pessoal da agência fez o “receptivo”, identificou os convidados na
lista e nos acompanhou até o camarote. Cheguei atrasado, o jogo já
havia começado, mas de cara me impressionei. Uma promotora da Suvinil recepcionava os convidados e oferecia um brinde para cada um (uma camiseta da Suvinil e um boné). Além disso pedia o palpite do jogo para um bolão: chutei 3×1 (Ivanise mandou 2×1) [nb4: ninguém acertou o bolão].

O
bar ficava à esquerda. O camarote, como eu disse acima, tinha
capacidade para 30 pessoas sentadas mas imagino que havia umas 40. Como
cheguei tarde fiquei atrás, na mesa, bebendo algo (refrigerante). Se
baixasse a Moóca em mim comeria as panquecas disponíveis, a cara estava
apetitosa, mas estava sem fome.

Fiquei nos salgadinhos… e com
um olho no jogo e outro no camarote ao lado (diz a lenda que havia
vinho no camarote da Fiat, mas eu nego; veja foto lá embaixo!).

A
visão do jogo nessa área do estádio não é das mais privilegiadas.
Pode-se assistir muito bem ao jogo quando o ataque acontece no gol das
piscinas. Mas quando vai pro outro lado, perde-se bastante a qualidade
da visão. Esse quesito também será resolvido com a nova arena que terá
camarotes em toda a sua circunferência (serão 200 ao todo, com 12
lugares cada).

Para resolver esse problema as telas de plasma transmitem o jogo (com um certo delay) mas se você bobear fica nela e não no campo.

Mas os serviços oferecidos compensam a visão menos privilegiada. O conforto, a experiência do local, os garçons bens reinados, bem como o pessoal da Off Field, fazem o diferencial.

Percebe-se
que enquanto os convidados ficam sentados assistindo ao jogo, o pessoal
do comercial e marketing da Suvinil fica no “back”, alguns até torcendo
mas outros ficam mais atentos para qualquer questão com o cliente ou o
convidado.

No intervalo é hora de todos se levantarem, fumarem,
darem o seu “tempinho”. E é hora da conversa e do relacionamento.
Talvez não prá fazer negócios, mas para “preparar negócios”.

Cabe uma outra observação: futebol não é como golfe. É possível – dizem, não jogo golfe – que em uma partida dois executivos possam tomar decisões ou até mesmo fechar negócios.

Assistir
a uma partida de futebol não permite esse tipo de coisa. Quando muito,
troca-se uma ou duas frases sobre um tema de interesse, e amarra-se uma conversa para um futuro breve. E está bom demais. Quer dizer, pelo menos eu não consigo discutir negócios durante uma partida do Palmeiras…

Então
o que se faz? No intervalo aproveita-se o tempo e conversa-se com os
ídolos. É comum o convite a ex-jogadores (caso do Divino) ou mesmo
jogadores do elenco atual para irem ao camarote (caso de Diego
Cavalieri, conversando na foto com Marco Carboni, Diretor Comercial da
Suvinil). Isso aumenta a atratividade do local para os convidados.

Um
detalhe interessante: o nível de satisfação da Suvinil com o parceiro
Palmeiras. Percebe-se que a empresa está obtendo os retornos não só em
exposição mas no uso da parceria como ferramenta de marketing.

No
final, vitória de 5×2, e ninguém ganhou o bolão. O vencedor levava uma
bola oficial. Que foi sorteada, na foto abaixo (a primeira da
sequência) com o Diretor de Futebol Savério Orlandi, Marco Carboni e
Ademir da Guia.

Não ganhei a bola, mas a experiência foi legal!

A seguir algumas fotos para ilustrar. Na ordem:

1. Savério Orlandi realiza o sorteio no final do jogo;
2. Mesa decorada com logo Suvinil;
3. A partir do camarote da Suvinil, visão do camarote da Fiat, no intervalo do jogo;
4. Só para sacanear: visão do campo de jogo do camarote do Presidente do Barcelona no Camp Nou;
5.
Bar do camarote do Presidente do Barcelona no Camp Nou: notem o granito
e a champagne disponível; não era dia de jogo, apenas visitação.

3 respostas em “A experiência do camarote Suvinil”

Vicente,
show de bola esse post! mais uma vez… tá ficando chato isso… hehehe…

bem…… no final, não vi as fotos… tenho que fazer algo para visualizá-las?

grande abraço verde.

Grande cobertura, só assim mesma pra quem mora longe ter uma idéia de como funcionam as coisas no Paléstra.
Não sei se ocorreu algum problema mas as fotos do final não apareceram
Abraço

Vicente,

Antes de mais nada, parabéns pelo trabalho que vc realiza sobre o verdão’, é de longe o melhor em cobertura sobre assuntos de interesse do Palestra.

No dia do jogo contra o Atlético do Paraná, antes do jogo estive no Shopping Eldorado para almoçar. Estava no restaurante Viena. Em um restaurante ao lado, havia uma mesa enorme com pessoas vestindo a camisa do Palmeiras. Umas 25 pessoas no mínimo. Depois de almoçar fui até lá e falei com algumas pessoas e me explicaram que era um evento da FIAT, acredito que após o almoço todos iriam ao Palestra, assim como eu. Achei interessante a FIAT usar ações deste tipo para fidelizar seu público e desenvolver ações envolvendo o Palmeiras. Um abraço. Paulo

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