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Jovens palmeirenses: mãos à obra

O globoesporte.com publicou neste sábado matéria a respeito de uma
pesquisa do Datafolha feita com crianças, perguntando para qual time
esses jovens torciam. Foram 852 crianças em 80 cidades brasileiras.

Procurei pelos resultados dessa pesquisa no site do Datafolha e não encontrei. O endereço é www.datafolha.com.br
e a última pesquisa publicada pelo instituto sobre torcidas é de
janeiro de 2008 (veja no final desse post reprodução do texto).

Na matéria, que não diz qual a idade das crianças entrevistadas,
foi publicado que o Flamengo ficou em primeiro na preferência das
crianças com 23%; São Paulo em segundo com 11%, Corinthians em terceiro
com 10%, Palmeiras e Vasco a seguir com 5% cada.

A seleção brasileira (??) viria a seguir com 4%.

Antes de fazer minha crítica, um esclarecimento: a Direkt Marketing,
empresa que paga meu salário, faz Pesquisa de Mercado ad-hoc, quali e
quanti. Tem grandes clientes como Visanet, HP e grupo RBS. Então eu sou um defensor de pesquisa de mercado para, dentre outras coisas, entender as tendências de mercado.

Feito o esclarecimento, analisando superficialmente a pesquisa, faço duas observações:

i. pesquisas com crianças têm valor relativo.
Digo isso porque a opinião de uma criança – não sei qual a idade
pesquisada – pode mudar. O desempenho do time no momento da pesquisa
pode influenciar (e muito) a resposta. Por exemplo, se essa pesquisa
foi feita em março e abril desse ano, o Palmeiras não era ainda o
campeão Paulista e o Corinthians representava a Série B do futebol
brasileiro. Outro exemplo: note na cópia que fiz do texto do globo.com
que o Fluminense nem é citado…

ii. independentemente do valor prático da pesquisa no curto, médio ou longo prazo, uma coisa é certa: os anos de escuridão que o ex-Presidente Mustafá Contursi nos colocou (2001 a 2005) em que não ganhamos títulos,
tiveram influência negativa para o crescimento de nossa torcida. Mas
mais do que isso, a visão tacanha das gestões anteriores, onde
Marketing devia ser um palavrão nas alamedas da Turiaçu, fez com que perdêssemos a chance de fazer torcida exatamento num dos períodos mais vitoriosos
– 1993-2000. Nesse período o Palmeiras não soube valer-se de seus
resultados para atrair mais torcedores. E começa com o jovem, que
escolhe seu time entre os 5 e os 10 anos, mas pode mudar até os 12 ou
14.

De qualquer maneira, uma coisa é uma coisa, outra coisa é
outra coisa, já dizia o filósofo. Não é porque ficamos nos anos de
escuridão que nossa torcida está se apequenando. As últimas pesquisas mostraram que nossa torcida vem se mantendo entre 6% e 8% da população (leia pesquisa abaixo). Como sempre temos uma margem de erro, podemos ter até mais do que isso.

Mas
não é a primeira vez que ouço ou leio esse tipo de notícia. O São Paulo
FC, através de seus dirigentes, sabem aproveitar um determinado fato e
transformá-lo em algo maior do que é. Já ouvi (e critiquei aqui) uma
entrevista do Vice-Presidente de marketing deles onde diziam que em 10
anos teriam uma torcida maior que a do Flamengo (releia o post O Senhor é um Fanfarrão ZERODOIS).

Então sugiro o seguinte às Diretorias de Futebol, Marketing e Planejamento do Palmeiras:

a) Bancar uma pesquisa semelhante quando o Palmeiras chegar,
no final do Campeonato Brasileiro 2008, com o título de Campeão Brasileiro;
b) Investir na marca, alavancando sobre a sua história vitoriosa na formação de torcedores;
c) Usar nossa legião de ídolos,
dentre eles Marcos, Valdívia, Pierre, Alex Mineiro, Kléber, Diego
Souza, Lenny, Denilson, e atrair jovens garotos e garotas como
torcedores;
d) Desenvolver mecanismos que transformem o seu torcedor em clientes,
e estes sejam reconhecidos através de um programa de relacionamento que
aproxime o clube ao seu principal ativo (o torcedor, claro); que tal
sepultar o Onda Verde e começar algo novo?

O Brasil tem 35 milhões de garotos entre 0 e 9 anos (de acordo com o Target de 2006); o Estado de São Paulo tem 7 milhões. Os anos que vêm pela frente nos dá toda a tranquilidade para afirmar que nós podemos converter esse jovens a taxas muito maiores do que as atuais.

Então mãos à obra!

Saudações Alviverdes…

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ANEXOS:

Leia a matéria do Globo.com clicando aqui.

Pesquisa entre crianças mostra crescimento de Fla e São Paulo

Segundo o Datafolha, tendência é de que o Tricolor passe o Corinthians

GLOBOESPORTE.COM No Rio de Janeiro

Pesquisa
entre crianças feita pelo Instituto Datafolha e publicada no jornal
“Folha de São Paulo” apontou que o futuro do Flamengo é de crescimento
e que o São Paulo pode ultrapassar o rival Corinthians nos próximos
anos. O instituto entrevistou 852 crianças em 80 cidades brasileiras.
Nada menos do que 23% das crianças disseram torcer para o Rubro-Negro
carioca. O Tricolor paulista ficou em segundo lugar, com 11%, à frente
do rival Corinthians, com 10%.

A pesquisa revelou ainda fortes
presenças de Vasco (5%) e Palmeiras (5%). Em seguida vieram Cruzeiro
(3%), Botafogo (2%) e Santos (2%). A seleção brasileira foi apontado
como time de 4% das crianças entrevistadas.

O Flamengo só
não apareceu como líder na região Sul, onde o Grêmio ficou na frente,
seguido por Internacional e Corinthians. Nas regiões norte e
centro-oeste, o São Paulo foi o segundo, com Vasco e Paysandy dividindo
a terceira posição. No Nordeste deu Flamengo em primeiro, São Paulo em
segundo e seleção brasileira em terceiro.

———————-

Pesquisa sobre torcidas publicada pelo Datafolha em 14 de janeiro de 2008

Flamengo e Corinthians seguem no topo de ranking de torcidas
14/01/2008
http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=538

Pesquisa
realizada pelo Datafolha entre os dias 26 e 29 de novembro mostra
estabilidade quanto às torcidas dos clubes de futebol brasileiros.
Flamengo, time de preferência de 17%, e Corinthians, o preferido de
12%, seguem sendo os times com mais simpatizantes entre os brasileiros
com idade a partir dos 16 anos. A pesquisa foi realizada dias antes do
fim do campeonato brasileiro deste ano, em que o Corinthians foi
rebaixado para a série B, e o São Paulo, time preferido de 8% dos
brasileiros, conquistou o título pela quinta vez.

Em relação à
pesquisa anterior sobre o tema, realizada em agosto, os percentuais
obtidos por esses três times permaneceram idênticos.

O
percentual dos que torcem para o Palmeiras sofreu uma variação
negativa, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais,
para mais ou para menos, tendo passado de 8% para 6%, taxa que é hoje a
mesma da que se refere aos torcedores do Vasco (eram 5% no levantamento
anterior).

Citam o Grêmio como time de preferência 4%; Cruzeiro
e Internacional (RS) atingem 3% das menções, cada. Santos, Atlético
(MG) e Botafogo (RJ) são citados por 2%, cada, e Fluminense, Sport,
Bahia e Vitória ficam com 1% das preferências, cada.

Foram
ouvidos 11786 brasileiros em 390 municípios do país, a partir dos 16
anos de idade, e a margem de erro máxima, para os resultados que se
referem ao total de entrevistados, é de dois pontos percentuais, para
mais ou para menos.

O Corinthians continua sendo o time com maior torcida em São Paulo, tanto no Estado como um todo quanto na capital.

Comparando-se
os dados da pesquisa atual com os de levantamento realizado em março,
observa-se que entre os moradores do Estado de São Paulo o percentual
dos que declaram o Corinthians como time de preferência oscilou dois
pontos para baixo, de 31% para 29%, enquanto a taxa dos que torcem para
o São Paulo oscilou dois pontos para cima (de 19% para 21%). Assim, o
tricolor paulista obtém a maior taxa desde 2000. Palmeiras e Santos
também oscilaram positivamente: o time alviverde variou de 12% para 13%
e a equipe do litoral passou de 6% para 7% das preferências.

Entre
os que moram na capital paulista, a oscilação no percentual de
torcedores do Corinthians, nesse caso em relação a levantamento
realizado em agosto, foi de um ponto para baixo (de 31% para 30%), e a
taxa dos que declaram torcer para o São Paulo se manteve idêntica à
registrada anteriormente (21%). Oscilaram um ponto para baixo Palmeiras
(de 14% para 13%) e Santos (de 6% para 5%).

No Estado do Rio de
Janeiro, o Flamengo é o primeiro colocado com quase três vezes o
percentual obtido pelo segundo colocado. São 46% que declaram torcer
para o rubro-negro, ante 16% que torcem para o Vasco. Botafogo e
Fluminense atingem 9%, cada. Na capital os resultados são parecidos:
Flamengo é o time preferido de 43%, afirmam torcer para o Vasco 18%,
citam o Fluminense como time do coração 11% e declaram torcer para o
Botafogo 9%.

Em Minas Gerais, o Cruzeiro é o primeiro colocado
no Estado, mas empata com o Atlético na capital. Quando se leva em
consideração o total de entrevistados em Minas, a equipe celeste atinge
29% das preferências, nove pontos a mais do que o percentual obtido por
seu maior rival, que fica com 18%. Entre os que moram em Belo
Horizonte, porém, a diferença fica dentro da margem de erro da pesquisa
para a cidade, que é de cinco pontos, para mais ou para menos: Cruzeiro
tem 38% e o Atlético fica com 34%.

Algo parecido acontece entre
os gaúchos. No Estado do Rio Grande do Sul o Grêmio é líder isolado,
com 48%; o Internacional conta com 36% das preferências. Em Porto
Alegre, o tricolor gaúcho atinge 48%, apenas cinco pontos percentuais a
mais do que o rival colorado, que obtém 43%, e ocorre um empate, em
razão da margem de erro, de exatamente cinco pontos, para mais ou para
menos.

Nos demais Estados que permitem uma análise dos
resultados em separado (Paraná, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e
Ceará) os times locais enfrentam forte concorrência de forasteiros,
principalmente do Flamengo. Com exceção de Pernambuco, os locais
assumem a liderança apenas quando se leva em consideração os
entrevistados que moram nas capitais.

No Paraná, times paulistas
se destacam: entre os que moram no Estado, 15% declaram torcer para o
Corinthians e 10% para o Palmeiras. O Atlético fica com 7%, percentual
idêntico ao obtido pelo São Paulo, o Coritiba com 6%, mesmo percentual
registrado pelo Flamengo e pelo Santos e o Paraná conta com 3% das
preferências, a exemplo do que ocorre com o Grêmio. Já entre os que
moram em Curitiba, Atlético atinge 22%, Coritiba fica com 17% e Paraná
com 10%. Corinthians e Palmeiras atingem, na capital, percentuais que
representam um terço do que conquistam no Estado como um todo: 5% no
caso do time alvinegro e 3% no que se refere à equipe alviverde, que
tem percentual idêntico ao obtido por Flamengo e Grêmio. O São Paulo
obtém 4% na capital paranaense.

Entre os moradores de Santa
Catarina, Flamengo (16%) e Grêmio (13%) dividem a liderança.
Corinthians e o Internacional de Porto Alegre atingem 8%, cada. Avaí e
Figueirense atingem 2%, cada, e Criciúma é citado por 1%. Em
Florianópolis, Figueirense vai a 16%, Flamengo obtém 12% e Avaí fica
com 8%, mesmo percentual obtido pelo tricolor gaúcho. O Criciúma é
citado, mas não chega a atingir 1% na capital catarinense.

O
Bahia é o líder isolado entre os moradores de Salvador, com 40% das
preferências, 18 pontos à frente do Vitória, que atinge 22%. No Estado
como um todo, porém, o Bahia fica com 16%, disputando a preferência com
o Flamengo, que chega a 21%. O Vitória é o time declarado de 8% dos
baianos, que também torcem para, entre outros times, o Corinthians
(7%), o Vasco (6%), o São Paulo e o Palmeiras (5%, cada).

Entre
os moradores do Ceará, o Flamengo atinge 17% das menções. Fortaleza e
Ceará atingem 8%, cada, percentual idêntico ao dos que citam o
Corinthians como time do coração e próximo ao dos que citam São Paulo e
a seleção brasileira (7%). Na capital cearense, os locais Fortaleza
(18%) e Ceará (14%) disputam a preferência com o rubro-negro carioca
(13%).

Já o Sport lidera entre os moradores de Pernambuco, com
21%, e no Recife, com 34% das preferências. No Estado como um todo, vêm
a seguir, entre outros, Corinthians (8%), Santa Cruz, Flamengo (7%,
cada), São Paulo, Palmeiras (5%, cada) e Náutico (4%). Na capital
pernambucana Santa Cruz atinge 15% e Náutico fica com 11%, enquanto
Palmeiras obtém 3% e Flamengo, Corinthians e São Paulo ficam com 2%,
cada.

No Distrito Federal, o Flamengo atinge 31% das
preferências, percentual que é menor apenas do que o que obtém em seu
próprio Estado. O Gama atinge apenas 1%, atrás de, entre outros, Vasco
(11%), São Paulo (7%), Corinthians (6%) e Palmeiras (5%).