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Momento Histórico: Sejamos mais uma vez grandiosos!

Editorial: Por Vicente Criscio

Foram muitos os momentos históricos vividos pelo Palestra Itália/Palmeiras.
Desde sua fundação, discutida e retratada nas últimas semanas nas
linhas dos causos do Jota, foram inúmeros os fatos marcantes na
história do clube.

Dois deles o mesmo Jota descreveu nas últimas semanas: a compra do terreno do Parque Antarctica e a construção das arquibancadas.

Outros momentos foram importantes e vou citar alguns, mas com certeza não todos: um deles foi certamente a Arrancada Heróica, representada por um time de futebol que retratou a força de uma comunidade que lutou contra aqueles que queriam tomar seu patrimônio e sua história.

Outros ainda, como os títulos internacionais,
quando o futebol brasileiro era reconhecido apenas por sua seleção
brasileira, o Palmeiras junto com o Santos de Pelé representavam o
nosso país mundo afora.

O que falar do título Mundial de 51,
reconhecido e “desreconhecido” dias depois, num dos maiores vexames que
se tem notícias da FIFA (não do Palmeiras, como a imprensa sempre gosta
de noticiar).

A época da Parmalat foi um marco:
pela primeira vez na história do futebol brasileiro, um clube e uma
empresa faziam um contrato de co-gestão. Durou quase 10 anos e foi
extremamente vitorioso.

Mesmo nas crises o Palmeiras inovou. Quando
caiu prá segunda divisão – aliás por incompetência administrativa dos
principais adversários da atual gestão – também fez história. Foi pouco
alavancado pelos seus gestores na época e pouco valorizada pela
imprensa mas o Palmeiras (junto com o
Botafogo, justiça seja feita) foi o primeiro time grande que caiu no
campo e subiu no campo de futebol, diferente de outros clubes no passado
(afinal era a primeira vez que haveria rebaixamento na nova geração de
pontos corridos). Alguém pode imaginar o que teria acontecido se
naquele ano caíssem Flamengo e Vasco, por exemplo?

Mais ainda: o Palmeiras inventou a série B como um negócio para a TV,
por causa da força da sua marca e da presença de sua torcida. Hoje quem
diz que dá audiência prá série B é outro time. Coisas da vida esportiva
brasileira…

Agora, em pleno 2008, quase terminando a primeira década do novo milênio, o
Palmeiras vai inovar de novo: através de uma parceria com a construtora
WTorre o Palmeiras será o primeiro clube brasileiro a ter um estádio
dentro do padrão FIFA.

Só para se ter uma idéia do que
isso significa: o Brasil, sempre questionado pelo mundo sobre sua
capacidade de organizar eventos esportivos dessa magnitude, vai dar o
passo – através de Palmeiras/WTorre – inicial no sentido da Copa 2014
seis anos antes dela acontecer. Se o cronograma for cumprido – e será!
– o estádio do Palmeiras será inaugurado a pouco menos de 4 anos da
Copa do Mundo. Nenhum outro estádio brasileiro estará pronto nessa data. NENHUM!

Mais:
quem tem a oportunidade de viajar e conhecer campos europeus, sabe que
os atuais campos brasileiros – exceção feita aos citados acima – são
completos museus de concreto com grama no meio. Nenhum deles se compara
a uma arena européia – nem estou falando das alemãs reconstruídas para
a copa de 2006.

Só mais uma: esta parceria do Palmeiras ainda está sendo cobiçada pelos rivais clubes paulistas – leia-se São Paulo e Corinthians – que lutam desesperadamente para ter um investidor para viabilizarem seus estádios. E não o têm!
E se tivessem uma WTorre, além de aprovarem rapidamente seus dirigentes
estariam sendo enaltecidos pela mídia. Até vejo um certo diretor, com
altura limitada, semanalmente nos programas esportivos falando quão
maravilhoso seria o projeto.

Mas com o Palmeiras é diferente: além de fazer a coisa certa, faz sem alarde!

POR QUE DIGO TUDO ISSO?

Representantes
de alas oposicionistas à atual gestão fazem um jogo anti-palmeirense. A
última saiu essa semana: o candidato derrotado à Presidência do
Palmeiras em 2007, Roberto Frizzo, falou na mídia que ia pedir 60 dias para analisar o projeto.

Desculpem: para mim está agindo como mão-de-obra de Mustafá Contursi! Por quê? Porque aparentemente Frizzo, Mustafá e seus aliados liliputianos não querem registrar na história que os atuais gestores – de Affonso Della Mônica a todos que estão envolvidos diretamente no projeto – sejam reconhecidos por terem viabilizado esse grandioso projeto.

Pergunto: por que 60 dias agora?
Desde quando a WTorre está trabalhando nesse projeto? Quantas reuniões
foram realizadas com a Comissão de Obras presidida por Carlos Facchina
e com Mustafá Contursi no grupo? O próprio ex-Presidente Mustafá
Contursi, já esteve nos escritórios da WTorre discutindo sobre esse
projeto.

Pedir 60 dias para analisar é usar de uma estratégia comum no mundo corporativo que diz assim: não quer aprovar um projeto? Peça prorrogação e crie um comitê para analisá-lo.

Infelizmente
o candidato a Presidente do Palmeiras Roberto Frizzo mudou e agindo
assim está jogando contra o Palmeiras! Não por ser oposição – sempre
saudável – mas por não pensar na instituição Palmeiras.

E logo
ele que já foi Diretor Administrativo da gestão de Affonso Della
Mônica; que já assinou os cheques que hoje ele mesmo critica; que foi o
coordenador do dossiê da Copa de 51.

Frizzo transitou com toda a
intimidade do mundo entre caciques e não caciques da outrora oposição
palmeirense (veja a foto acima, Frizzo em terceiro da esquerda prá
direita, ao lado do Professor Belluzzo). Gosto dele como pessoa e como
Palmeirense. Mas sua atitude me constrange.

E me constrange como Palmeirense! Da
mesma forma que me constrange saber que o próprio Frizzo (assim como
recentemente fez Carlos Mira, e como usualmente faz os liliputianos
aliados de Contursi) usou e usa uma
rádio abertamente antipática ao clube, sua torcida e seus gestores para
mandarem mensagens que não constroem sobre o Palmeiras, apenas destroem.

Roberto
Frizzo não precisa de 60 dias para ler um contrato de 20 páginas. Ao
contrário do que alguns anunciam, o processo de comunicação do projeto
Arena Palestra é absolutamente transparente. O contrato está à
disposição dele. É só ir ao Palestra, ler o contrato e dar seu parecer.
Se quiser pode até levar um advogado de sua confiança. É direito dele,
já que é conselheiro. E Frizzo é diferente da média geral dos
conselheiros palmeirenses: é empresário (dono na cadeia Frevinho de
lanchonetes), e sabe reconhecer o certo do errado, o bom do ruim.


não pode constranger e preocupar a todos os palmeirenses que vêem nesse
projeto mais um dos tantos inovadores que a SE Palmeiras fez ao longo
de sua história.

Carlos Facchina em um de seus discursos aos conselheiros encerrando uma das reuniões de apresentação, disse: “Esse projeto não é dessa gestão; esse projeto é de todas as gestões que passaram pelo Palmeiras!”

Eu agrego um pouco mais Presidente: esse projeto representa a todos os palestrinos e palmeirenses que viveram e ainda vivem as cores do nosso clube.

Palmeirenses, políticos de plantão e conselheiros no geral: sejamos mais uma vez grandiosos!

Saudações Palmeirenses!

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*Na foto, da esquerda prá direita desculpe a falta de modéstia, mas só amigos palmeirenses da mais fina safra. Em pé: Belluzzo é o segundo (infelizmente não sei o nome do primeiro da esquerda); depois vem Roberto Frizzo, Barbosa, Leo Altafini, Jota Christianini, Luis Fronterotta, Wilson Gonçalves; agachados, esquerda prá direita: Camilo, Vicente Criscio, Mariano Barrella, Afonso Pinto.
Foto feita na máquina de Vicente Criscio em setembro de 2005, na festa
de casamento do leitor e colaborador do 3VV Luigi Fronterotta; muitos
desse grupo, para quem não sabe, fizeram oposição e resistência ao
ex-Presidente durante muitos anos.