Categorias
Notícias

Pré Jogo Palmeiras x Náutico: “prás cabeças”

O ADVERSÁRIO

O
Náutico está em 4º lugar no Brasileirão 2008. Tem 14 pontos, com 4
vitórias, 10 gols a favor e 5 contra. Jogando como visitante o Náutico
ganhou uma partida (contra o time reserva do Fluminense, 2×0, na R2),
empatou uma (contra o Ipatinga, 0x0) e perdeu uma (Grêmio 0x2).

Ao
contrário do Palmeiras, fez 4 jogos em casa e 3 como visitante. Essa é
a 4ª partida que faz no campo do adversário e – sem nenhuma modéstia –
é a segunda vez que pega um adversário de respeito; na vez anterior
apanhou do Grêmio.

Não podemos subestimar o alvirrubro pernambucano.

Errata:
falei que o técnico era Roberto Fernandes mas este foi para o Atlético
PR. Quem é o técnico hoje é Leandro Machado. Obrigado Fabricio Goni
pela correção.

Mas o time não tem lá grandes indicadores em seus fundamentos.

São 14 finalizações em média por partida, com um índice de acerto baixo (32%). Tem um dos piores índices de acerto de passe – 86% – e é um dos mais faltosos do campeonato (com 26 faltas por jogo fica atrás apenas do Grêmio e junto do Sport.

FIQUE DE OLHO

Geraldo,
o meio-campo do Náutico, é quem coordena as jogadas nesse setor. É o
sétimo jogador do torneio (nessa posição) com maior número de passes (faz em média 29 passes por partida) e tem um índice de acerto de 86%. No meio campo é com ele que o Palmeiras terá que se preocupar.

Mas ainda assim está atrás do Palmeirense Martinez. Até a rodada 7 Martinez é o maior passador dentre os jogadores de meio campo. Faz em média 41 passes por partida e acerta nada menos que 93,5% dos passes. Uma enormidade!

O PALMEIRAS

O
Verdão vem prá esse jogo com chance de finalmente entrar no G4. O time
treinou bem durante a semana, com a formação que venceu o importante
jogo contra o Vasco. Mas terá o desfalque de Henrique, em negociação
com o Ajax. Gladstone joga.

Até o momento o destaque do
Palmeiras vem sendo o número de passes por partida. São 371, com 92% de
acerto. É o time que mais trabalha a bola (acima do 2º, o São Paulo,
com 357 passes) e com melhor índice de passes certos que Flamengo e
Cruzeiro.

Veja no campo do jogo do 3VV onde o Palmeiras mais
trocou bola contra o Vasco. Como diz o Skank, “o meio-campo é o lugar
dos craques que vai levando o time todo pro ataque”.

Na faixa do meio campo o time fez 50,4% dos passes.
Esse é o Palmeiras de Pierre, Martinez (ou Léo Lima), Diego Souza, e
Valdívia. Com alas muito participativos e um meio campo muito técnico,
o Palmeiras aparenta ter um estilo do enxadrista que sabe que dominar o
centro é fundamental para preparar o xeque-mate.

O provável time
é: Marcos; Elder Granja, Gladstone, Gustavo e Leandro (que não treinou
na 5a feira por causa de uma forte gripe); Pierre, Martinez, Diego
Souza e Valdívia; Kléber e Alex Mineiro.

HISTÓRICO DE CONFRONTOS

É
covardia! De acordo com a análise do 3VV, são 32 confrontos que
Palmeiras e Náutico fazem desde a década de 50. E o Palmeiras tem ampla
vantagem:

  • 20 vitórias (63%)
  • 5 empates (16%)
  • 7 derrotas (22%)
  • 59 gols pró
  • 29 gols contra

O resultado mais comum é 3×1 Palmeiras (5 vezes) seguido de 1×0 (4 vezes).
Jogando
no Palestra Itália, em 8 jogos, o Palmeiras venceu 7 partidas e empatou
apenas uma. Fez 16 gols e tomos 4. Nunca perdeu! Os resultados mais
freqüentes no Palestra são 1×0 e 2×0 (2 vezes cada).

Outra
curiosidade: a maior goleada sofrida pelo Náutico em campeonatos
brasileiros foi para o Palmeiras em 23 de abril de 1983, 6×0 Palmeiras
no Morumbi.

NO ANO PASSADO…


Palmeiras e Náutico jogaram pela R29 no Palestra Itália. Faltando 10
rodadas para terminar o Campeonato o Verdão buscava a classificação
para a Libertadores (na prática não tinha mais chances de ser campeão).
O Palmeiras estava em 5º (o Náutico em 13º) e venceu por 2×1 (num jogo
muito emocionante) mas terminou a rodada ainda em 5º.

EU ME LEMBRO

Não
guardo grandes recordações desse adversário. Mas eu lembro de um fato
muito agradável: no dia 3 de novembro de 1977, uma quinta-feira depois
do feriado, o Palmeiras jogou no Pacaembu contra o Náutico, pelo Brasileirão da época e ganhou por 3×2, comandado pelos Jorges (Vieira no banco e Mendonça com a camisa 8).

Três dias depois o Palmeiras voltou ao Pacaembu: dessa vez contra o São Paulo FC numa ensolarada tarde de domingo. 2×0, com um gol antológico de Jorge Mendonça, driblando Valdir Peres (outro frangueiro que passou por lá) e deixando o carequinha com a bunda no chão antes de fazer o segundo gol.

Que delícia foi aquele novembro…

Saudações, “vamos prás cabeças”!