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A entrevista de JH para Benja

J. Hawilla foi entrevistado por Benjamin Bach na TV Lance! (clique aqui para assistir).

O Luis Cavaleri assistiu, indicou o link e perguntou minha opinião de maneira geral. Há tempos queria falar algo a respeito.

Dentre
outras coisas gostei muito de ouvir a história de vida de JH. Não o
conheço então não preciso nem puxar o saco e nem criticar. Mas a
história dele é interessante. As pessoas tendem a julgar as outras pelo
seu momento atual. Mas não vê o tempo e principalmente as dificuldades
que cada um passou.

Por isso eu também desconfio quando um determinado jornalista ataca tanto o dono da Traffic.

Outro
tema interessante foi a explicação de JH do porque trazer tanta gente
de outros esportes para ser gerente de futebol (caso de J. Roberto
Guimarães na época da HMTF).

Sobre as questões da entrevista ligadas ao futebol, vamos à visão deste humilde blogueiro:

Gostei e concordo com os seguinte comentários de JH:

  • A
    imprensa não aceita o sucesso de empresários no esporte (como eu já
    disse aqui, a imprensa paulista de maneira geral e com raras e honrosas
    exceções é amargurada);
  • Também é consenso que os gestores do
    futebol em sua grande maioria são amadores. Interessante o comentário:
    eram torcedores; se tornaram conselheiros; depois diretores; depois
    Presidente;
  • De acordo com JH um gestor profissional (ou uma
    parceria) faz mais bem pro clube que mal; aqui concordo em parte. Daqui
    a pouco digo porque;
  • JH deixou claro que no Palmeiras o modelo
    é diferente dos outros clubes. O fundo trará qualquer jogador que for
    solicitado desde que tenha o perfil que o fundo deseja; deu o exemplo
    do zagueiro Jéci, que (eu não sabia) é investimento do Palmeiras e não
    da parceria.

O que acho que é controverso: um gestor
profissional sempre será bom para o clube porque em tese ele é do ramo
(como gestor) e saberá explorar o potencial do clube. Também deixou
claro que como empresa parceira, ela valoriza seus ativos se o time
vencer.

O que ele não abordou e eu tendo a discordar é que a
parceria pode exigir a saída do jogador independente do tempo que o
atleta pode ficar no time. O caso do Henrique é bem claro. O jovem
zagueiro fez menos de 30 partidas pelo Verdão. Ficou 6 meses. Poderia
ficar 2 ou 3 anos, ser campeão brasileiro e da Libertadores e virar um
efetivo ídolo palmeirense.

Um time de futebol vive de vitórias e
ídolos. Com ídolos pode-se alavancar receitas de licenciamento,
explorar a imagem do clube no exterior, e atrair torcedores.

Para
um clube como o Palmeiras, dada a circunstância técnica e financeira do
final de 2007, a vinda do jogador para ser Campeão Paulista e depois
ser vendido e ainda render alguns milhões de reais pro clube foi um
excelente negócio.

Mas esse não deve ser o modelo planejado para
o futuro. O modelo do futuro é forjar campeões nas categorias de base.
Atrair jovens talentos nas categorias juniores. E ter capacidade
financeira para trazer craques prontos para o time principal.

E tudo isso mantendo o jogador a tempo de se transformar em ídolo e rentabilizar sua passagem pelo clube.

Hoje é impensável. Daqui a alguns anos, quem sabe.

Concorda?

Saudações Alviverdes!