Análise da R11: critério não há

Por Claudio Baptista Jr.

A
rodada do jogo contra o SPFW. E desta vez não vem muito recheada.
Talvez pelo fato da vitória ter ficado com o outro lado e vocês sabem,
quando fica com a gente começam a pipocar imagens de agressões,
invocações ao STJD, chororôs descabidos, gás com a mão amarela (quem já
foi criança sabe o que estou falando) e por aí vai. Até o antes vetado
pelo adversário, o árbitro Sr. Carlos Eugênio Simon, não foi alvo de
reclamações leonores.

Em relação às demais partidas, confesso
que não acompanhei de perto e farei apenas um singelo comentário sobre
o jogo entre Santos x Botafogo.

O nosso jogo:

Conforme
já mencionado, contamos com a ilustre arbitragem de Carlos Eugênio
Simon (Fifa-RS) junto aos assistentes Émerson Augusto de Carvalho
(Fifa-SP) Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP).

Apenas um
parêntese para logo voltarmos ao jogo em questão. Devemos ficar sempre
atentos não apenas ao árbitro do jogo, mas também aos assistentes.
Muitos jogos são decididos em lances rápidos (ex: impedimentos) onde o
árbitro simplesmente acompanha a decisão do seu assistente.

Voltando
ao jogo. Antes da partida o Vicente já havia feito uma observação ao
estilo “caseiro” do árbitro, bem alinhada ao que eu já havia colocado
quando jogamos recentemente contra o Vasco da Gama em São Januário.

E
desta vez o árbitro conduziu a partida de forma tranqüila, sem
justificar muito o seu rótulo (não imposto e sim criado por ele mesmo).
Disse “sem justificar MUITO”, pois ao final da partida, lá no último
lance, aconteceu algo no mínimo passível de discussão e análises.

Antes
deste lance, tivemos aplicação de cartões seguindo critérios iguais às
duas equipes e ao contrário do que alguns amigos viram, não notei o
árbitro segurando o Palmeiras e deixando o jogo solto para o
adversário. Houve até um lance onde os jogadores adversários reclamaram
de um pênalti sobre o Dagoberto que caiu na área como um aqualouco que
cai de nádegas na piscina para delírio das crianças. Mais um parêntese.
Detalhe, imaginem se o jogo termina empatado, o que não aconteceria na
mídia? Replays insistentes, reclamações no pós jogo, novo veto ao
árbitro, dirigentes do adversário sendo entrevistados nos programas
esportivos indignados com o lance e com o cotovelo do Kleber (de
novo???). Atenção! Este é o comportamento adversário para pressionar
arbitragens visando reequilibrar e até desequilibrar a balança a seu
favor nas rodadas seguintes.

E até que chegamos ao último lance
do jogo anteriormente citado. O jogo se encontrava em 2 x 1 contra nós
quando uma bola que teria como destino um cruzamento vai de encontro ao
braço de um jogador adversário dentro da área. Pênalti para o Palmeiras?

Depende.

Depende
se naquele momento, naquele instante, foi acionado o subconsciente do
árbitro que já foi alvo da metralhadora giratória tricolor ecoada na
mídia, lembrando-se da geladeira, do lance ser contra a equipe mandante
e dona da casa, do fato de ter sido imparcial em lance anterior e já
citado do Dagoberto ou se houve algum critério técnico.

O que tenho certeza é o seguinte. Critério técnico não há. Se houvesse, a marcação deveria ter sido a mesma dos lances de Palmeiras x Cruzeiro (pênalti marcado contra o Palmeiras cometido pelo zagueiro Henrique) e Fluminense x Vitória (nesta mesma rodada o Fluminense foi beneficiado pela marcação de um pênalti em lance similar).

Se
vocês lembrarem de mais alguns que resultaram em marcação de pênalti ou
não, nos relembrem nos comentários. Isso talvez nos ajude a identificar
melhor quais critérios são adotados, se existe algum técnico ou são
outros.

Ah, até o momento não observei nenhum programa esportivo
inserindo este lance nas telas sob forma repetitiva, pelo contrário, vi
tapete vermelho sendo estendido o árbitro do jogo.

O que
esperava, no mínimo, era a discussão do lance, a comparação com outros
e o questionamento ao árbitro. E isso a mídia esportiva “profissional”
não fez.

Para finalizar a análise desse jogo, foram 41 faltas no
total. Número alto sendo 41% delas cometidas pelo Palmeiras e 59%
cometidas pelo adversário. Coincidentemente número praticamente igual,
mas inversamente proporcional à posse de bola (58,4% Palmeiras x 41,7%
SPFW). Mas não vejo por esse lado e sim pelo fato do adversário ter
características de marcação mais evidentes que o Palmeiras.

Apesar do número excessivo de faltas, ao meu ver foi um jogo leal entre os jogadores.

Amigos,
o Palmeiras sabe perder. O histórico esportivo do Campeão do Século nos
fez amadurecer. Não temos o perfil do “dono da bola”. “Tenho que jogar
e ganhar, senão levo a bola para casa, viu?!?!”

Outro(s) jogo(s):

Santos x Botafogo.

O
Santos fez o gol da igualdade de forma irregular, o jogador Kleber
Pereira estava impedido. O gol se deu nos minutos finais da partida e o
Santos saiu do jogo com sensação de vitória, pois estava perdendo de 2
x 0 enquanto que o Botafogo saiu de campo com sensação contrária.

O árbitro, influenciado pelo seu auxiliar, decidiu assim.

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