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Hora de alterar as regras do jogo?

Por Emerson Prebianchi*

Passou da hora de serem alteradas algumas premissas do futebol brasileiro.

A
Constituição Federal prevê a liberdade da CBF, órgão máximo do futebol
brasileiro, promover as regras das competições sempre respeitando a
Legislação vigente.

Por outro lado a Lei Pelé, que está em
vigor, preocupou-se menos com os clubes e mais com os atletas, dando a
estes total poder para gerir sua carreira e impondo limites aos clubes
para preservarem seus investimentos.

Peguemos como exemplo a tal janela de transferência.
O Campeonato Brasileiro, após praticamente metade das rodadas, verá
seus principais jogadores saírem para atuarem na Europa. E quem perde com isso é o torcedor e a qualidade do
espetáculo. Os clubes ganham algum dinheiro para pagarem suas contas e
os empresários ganham muito dinheiro e não perdem “nada” porque a eles
não é cobrado títulos.

E o clube ganha, quando ganha – porque às
vezes o jogador está todo fatiado entre empresários – se o atleta for
minimamente responsável e jogar até o último dia do seu vínculo com o
clube com o coração na chuteira.

Recentemente vimos o caso do
tal Imperador que não quis fazer a última partida pelo seu time e jogou
até o fim do Paulistão – dentro do contrato estava previsto jogar até
junho.

Agora mesmo alguns questionam se Valdívia está com a cabeça na Europa ou no Brasil.

Não
estamos justificando a postura de alguns atletas, nem estamos dizendo
que El Mago está agindo premeditadamente dessa forma (até porque o
atleta é funcionário do clube, está recebendo salários e portanto deve
jogar o máximo que pode). Mas seguramente os principais times terão perdas importantes para o futebol europeu na dita “janela de transferência”: Palmeiras,
Cruzeiro, Fluminense e São Paulo irão perder seus principais jogadores;
talvez Internacional, Santos, e Flamengo também percam.

E isso é ruim!

Não que discordemos do direito do atleta (dentro do contexto da lei vigente e sob as premissas contratuais em que ele estiver inserido)
de querer se transferir para o futebol internacional. Contudo
entendemos que deveriam ter sido criados mecanismos mínimos de garantia
para os clubes planejarem seus elencos para um torneio tão importante
quanto esse. E aqui temos um dos inúmeros pontos que precisam ser questionados: a adequação do calendário nacional ao calendário europeu.

Eu
particularmente sempre fui a favor da continuidade do calendário
brasileiro em detrimento ao calendário internacional baseado nas datas
européias. Contudo hoje sou obrigado a rever meus conceitos pois é
imperiosa a mudança do calendário nacional para que os times
brasileiros não fiquem reféns da vontade de seua atletas e do desejo de
realizar lucros de empresários e investidores.

Por isso que essa
bola passa agora à CBF, pois é ela quem regula (ainda que
indiretamente) as transferências, uma vez que a entidade é responsável
pela definição do calendário nacional.

A contra-partida é ter um campeonato nacional começando em agosto e terminando em junho. E em paralelo a esse campeonato, um campeonato regional, uma Libertadores, uma Sul-Americana e uma Copa do Brasil.

Dá prá se ajeitar tudo? A se pensar…

E você, o que acha? Deixe seu comentário…

Saudações alviverdes!

*Emerson Prebianchi escreve às segundas-feiras
sobre Tribunais de Justiça Desportiva e outras coisas legais

Uma resposta em “Hora de alterar as regras do jogo?”

aqui vai uma sugestão: q a libertadores e a sul-americana comecem juntas como ocorre na europa

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