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O “Mesmo” a “Mesmice” e a “Oportunidade”

Por Marcio D’Andrea

A
política e os interesses pessoais têm o poder de cegar as pessoas, bem
como de esvaziar as mentes humanas providas, desde que provem o
contrário, da capacidade de discernimento entre o certo e o errado.

É
claro que em algumas situações o certo para alguns pode ser o errado
para outros, porém em outras situações o certo é o óbvio e o errado é o
absurdo.

Penso, repenso, penso novamente e não consigo entender
como alguém em sã consciência pode ser contra um projeto que à parte do
retorno financeiro direto e indireto, colocará o clube ao qual faz
parte do conselho, como o primeiro de fato no Brasil a ter uma Arena,
que aténde os requerimentos da entidade máxima do futebol, a FIFA.

Claro,
como todo ser humano, tive uma pequena falta de discernimento e não me
recordei que o líder destes que votam contra é o “mesmo” que um dia
disse que agora seria a fase do bom e barato. O resultado deste
formidável projeto foi a honra de termos sido campeões da segunda
divisão.

O “mesmo” que vendeu o nosso melhor jogador por uma
miséria quando éramos lideres do campeonato brasileiro de 2004. O
resultado desta competente ação, foi que suamos muito para chegar na
quarta posição do mesmo campeonato, que um dia fomos líderes.

O
“mesmo” que no dia em que o clube o qual era presidente disputava um
importante jogo de disputa de titulo, estava em um açougue comprando
carne para churrasco.

O “mesmo” que era membro da diretoria
quando montamos o maior time de nossa história para disputar a Taca de
Prata em 1981. Para quem não se lembra ou nem era nascido o time era
composto pelos seguintes “craques” – João Marcos; Benazzi, Marquinhos,
Darinta e Jaime Boni; Vitor Hugo, Sena e Célio; Osni, Paulinho e Romeu.

O
“mesmo” que mudou o estatuto do clube para se perpetuar no poder e só
não esta lá até agora por um momento de lucidez na cabeça do atual
presidente. Mais uma prova de que Deus existe e tem certa tendência
para o verde.

O “mesmo” que um dia implementou uma chamada lista
negra impedindo verdadeiros palmeirenses de se tornarem sócios por não
concordarem com suas arcaicas idéias de gestão.

Na minha modesta
opinião de um simples mortal torcedor é inaceitável que membros do
conselho se ausentem de votar no projeto da Arena por um simples
comando do “mesmo”. Como vivemos em uma democracia os seguidores do
“mesmo” têm todo direito de votarem pelo “sim” ou pelo “não”, mas se
ausentarem é inaceitável, principalmente por um dos vice-presidentes,
que deveria ser deposto imediatamente por sua isenção.

Uma vez
fui obrigado a escutar aos gritos de um dos seus seguidores na época e
membro da atual diretoria se gostaria de gritar “Parmalat” nas
arquibancadas. Calmamente respondi que somente gostaria de gritar
Campeão, e que com este pensamento igual do “mesmo” ficamos 17 anos na
fila. Esta é a “mesmice”, que possui o mesmo estilo arcaico de gestão
do “mesmo”. Somente tem uma significativa diferença: entende que nossa
razão de existir, o futebol, deve prevalecer em relação às outras

A
ala competente da atual gestão lançou alguns projetos como Cesta de
Atletas, Títulos Remidos, Onda Verde que também foram criticados pelos
seguidores do “mesmo” e alguns deles não atingiram o resultado
esperado, pois não receberam o apoio adequado da “mesmice”

É aqui que aparece a oportunidade. Porém esta tem que agir com estratégia e sabedoria.

A
estratégia deve estar baseada em coordenação política suportada por
líderes reconhecidos por sua capacidade de convencimento e também pela
capacidade de aceitar certas imposições em determinados momentos para
poder cobrar em dobro ou até em triplo no futuro.

A sabedoria
deve estar atrelada à capacidade de aglutinar pessoas com potencial
profissional, liderando-os com harmonia para que as metas e objetivos
sejam atingidas em tempo hábil e com qualidade. Gerar falsa esperança e
ignorar auxílio pode criar a imagem de pretensiosidade, desmotivando
seus aliados e gerando oposicionistas de peso para o futuro ao invés de
colaboradores competentes.

A falta de tempo é um problema de
todos nós, principalmente devido às nossa atividades profissionais,
familiares e pessoais. A chance de colaborar deve ser dada pela
capacidade de agregar valor e não pelo poder aquisitivo ou pelo nome
histórico.

Normalmente os que estão embasados em sua competência
possuem maior poder de contribuição, pois por não deverem nada a
ninguém, podem agir com total independência.

Afinal de contas o
“mesmo” continua sendo um adversário político de respeito, pois com um
simples comando e sem recursos de mídia eletrônica, consegue manter um
grande contingente de seguidores calados e até mesmo em casa em um dos
dias mais importantes da vida do clube. A “mesmice” com o tempo perdera
força, pois não possui competência de gestão e liderança competente.

Dentro
das minhas limitações políticas, ainda vou entender o que passa na
cabeça dos que apóiam o “mesmo” e a “mesmice”, a não ser interesses
pessoais e quem sabe até outros que seria melhor não citar. Por outro
lado a oportunidade deve avaliar os riscos de não ser tornar a
“mesmice”, pois “o mesmo”, se Deus quiser, NUNCA MAIS!

Saudações Alviverdes,

Marcio D’Andrea