Categorias
Notícias

O replay decidindo mais uma vez

Naquilo que nos interessa, a série A, a rodada começou mal. A vitória
do São Paulo até era mais provável mas eu acreditava numa surpresa do
Goiás. E tudo ia bem (1×1) até o intervalo quando começou novamente a pressão no Morumbi.

No segundo tempo o juiz apitou pro time da casa – quem disse isso foi Hélio dos Anjos, técnico do Goiás – e o São Paulo venceu com um gol de falta bastante contestada.

Parênteses:
o Morumbi é assim e todo mundo sabe, imprensa, comissão de arbitragem,
e mesmo dirigentes e alguns torcedores. Juiz lá sofre pressão. Quando é
“amigo” é recebido com tapete vermelho. Quando é neutro – coisa que
todo árbitro deve ser – é sempre recebido por conselheiros truculentos,
ilustres desconhecidos, que usam palavras como: “vê lá hein? não vá
errar contra o time da casa hein?”. Fecha parênteses.

Outra
coisa que já está acabando com a paciência é o uso do tal replay para
pressionar o juiz. Foi assim conosco contra o Goiás. O próprio Goiás ontem sofreu do mesmo veneno.

O árbitro FRANCISCO DE ASSIS ALMEIDA FILHO, do Ceará, que apitou São Paulo e Goiás, fazia a sua SEGUNDA PARTIDA
no Brasileirão. Antes tinha apitado apenas o “clássico nacional”
Coritiba 1×0 Ipatinga. Apitou 25 faltas do Coritiba, 15 do Ipatinga, 3
amarelos de cada lado. Neste sábado aparentemente sucumbiu diante da
pressão e da falta de “kilometragem”.

A hipocrisia dos que
cuidam da arbitragem brasileira ( e da imprensa cor-de-rosa) vai
argumentar que não é nada disso, juiz bom não se intimida, que
palmeirense é neurótico, que a mídia palestrina alimenta a síndrome
persecutória.

Não tenho mais paciência com isso. Todos sabem mas
não admitem que – salvo uma ou outra exceção – não existem juízes bons
no Campeonato Brasileiro. Ou são tecnicamente fracos ou têm “rabo
preso”.

Então um simples recurso da televisão, prá dar mais
qualidade ao serviço prestado ao cliente, é usado por dirigentes
anti-éticos e jogadores “mandadores de recado” para pressioar a
arbitragem. Então pergunto: de que vale não termos telões para a
torcida assistir aos replays do jogo? O juiz pode ser pressionado pelos
jogadores de um dos times na volta do intervalo se esse disser que o
“Arnaldo falô” que ele errou?

Temos duas soluções: a burra e a
inteligente. Geralmente nesses casos adota-se a burra. Que seria acabar
com o replay do jogo (na prática impossível e comercialmente um
absurdo).

A inteligente: monitora-se todo tipo de pressão no
árbitro dentro de campo (isso é possível com a televisão) e pune-se
exemplarmente o juiz que NÃO EXPULSAR O JOGADOR QUE FOI LÁ FALAR SOBRE
O REPLAY DA TV. E juiz que não fizer isso pegará suspensão igualmente
exemplar.

Claro que no Brasil dos sergios correas, capitães marinhos e dos arnaldos, não vai se adotar nem uma solução e nem a outra.

EM TEMPO

Ainda prá azedar minha véspera de dia dos pais o Grêmio meteu 4×0 no Atlético.
Enterrou mais um pouco o Galo mineiro do meu amigo Frederico e vai ser
um adversário mais chato do que eu esperava. Vamos ver os dois próximos
jogos dos gaúchos.

Hoje temos que ganhar. E vamos!

Saudações!