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Resenha dos Jogos

Brasileirão 2008 – Análise da Arbitragem – Rodada 23

*Por Danilo Cersosimo

Primeiramente gostaria de parabenizar o Palmeiras e todos os Palmeirenses pela presença maciça na votação do último sábado e pelo SIM à Arena.

O Palmeiras com isso traça seu caminho para um futuro promissor, cria bases sólidas para postular a hegemonia do futebol sulamericano e desenha o cenário de um clube auto-sustentável. E tudo isso conquistado através da democracia e do voto do associado!

Parabéns Palmeiras! Parabéns Diretoria! Parabéns Palmeirense!

***

Sábado estive no clube para votar e acabei encontrando o grande amigo Mariano Barrella. Entramos juntos e votamos em cabines vizinhas. Melhor sinal de que votar ao lado desse grande Palmeirense não há. Tive certeza que venceríamos.

***

O JOGO

E o tabu caiu. Tabu construído pela mediocridade dos que hoje criticam o progresso do clube…

É verdade, porém, que o árbitro e os bandeiras fizeram de tudo para que o Palmeiras saísse de lá sem os 3 pontos, mas o time se superou e venceu também esse obstáculo – coisa de time campeão.

Pelas informações postadas no Pré-Jogo era de se esperar um árbitro caseiro e Sandro Meira Ricca (DF) confirmou a temerária expectativa. Também
confundiu as orientações da Comissão de Arbitragem sobre deixar o jogo
correr e não assinalar qualquer contato físico. O que vimos foram
inúmeras faltas assinaladas contra o Palestra (25) e apenas 16 para o
adversário.

Ele também aplicou 4 cartões amarelos para os palmeirenses e 3 contra os atleticanos, porém penso que o cartão ao Kléber foi dado apenas porque era o Kléber.

MAS O PIOR ESTAVA POR VIR…

Aos 45 minutos do 1º tempo Jefferson sairia na cara do gol e provavelmente mataria o jogo… Mas o bandeira Cesar Vaz teve a cara de pau de marcar impedimento! Nosso jogador estava 2,05 metros atrás do defensor do Atlético E NO CAMPO DE DEFESA DO PALMEIRAS! É no mínimo muita incompetência! Erro grosseiro!

No
2º tempo o trio de arbitragem continuou se esforçando para ganhar o
prêmio Armando Castanheira da Rosa Marques de lambanças no apito…

Aos
10 minutos Alex Mineiro corta o zagueiro atleticano em jogada que
ficaria livre e em ótimas condições de gol, mas o árbitro Sandro Ricci
assinalou falta, incorretamente em minha opinião.

Alguns minutos depois, a bola bate no braço de Jumar e o juiz não hesita: pênalti! Foi um lance claro de bola na mão e não de mão na bola!

Não bastasse isso, o árbitro permitiu a paradinha do Alan Bahia,
o que gerou protestos de Marcos (que foi punido com cartão amarelo) e
do restante do time. A revolta se explica porque uma semana antes o
árbitro Cléber Abade informou a Alex Mineiro de que a paradinha não
seria permitida durante o jogo com a Lusa.

Segundo o presidente
da Comissão de Arbitragem a “paradinha” é permitida, conforme
declaração ao “Redação SporTV”. Para acessar a notícia integralmente e
ver trecho do programa clique no link do Globoesporte.com,

Por
fim, a omissão do árbitro em relação a Alan Bahia, que agrediu Diego
Souza com um safanão na boca. O árbitro nada fez. Não importa se os
jogadores já vinham se provocando, o árbitro viu e tem que punir.

OS COMENTARISTAS DE ARBITRAGEM

Estou
pra ver algo mais inútil do que comentaristas de arbitragem na TV –
especialmente os da Globo. O Godói na Band pelo menos releva alguns
erros, dado que o árbitro não tem o recurso do replay e os critica
duramente quando cometem erros grosseiros. Mesmo assim tenho minhas
dúvidas sobre a real necessidade dessas figuras durante a transmissão,
especialmente pela pouca neutralidade que apresentam…

No
pós-jogo, nas mesas-redondas, até entendo a existência dessas figuras,
mas durante o jogo só servem para os “auxiliares-técnicos que ficam nas
numeradas de celular” inflamarem os técnicos no intervalo do jogo…

Na
verdade a transmissão de futebol no Brasil está chata e irritante.
Tenho amigos que assistem ao jogo ouvindo ópera. No último domingo o
José Roberto Wright me irritou tanto que ouvi parte do jogo ao som de
John Coltrane…

O Luis Filipe Fabiani definiu bem o cenário nos comentários do Pós-Jogo:

Luis Filipe Fabiani disse…
Esses comentaristas de arbitragem são muito corporativistas….
defendem a classe até o fim.

Na verdade são muito inúteis, geralmente os comentários inúteis são assim:
1-falta dura no jogador.
2-Narrador: “Falta dura, não é Wright?”
3-“era falta pra cartão”

Repararam que no rádio não tem comentarista de arbitragem??? TV tem que encher lingüiça.

Concordo com o Fabiani. Além disso, no caso específico do último jogo, o Wright teve a cara de pau de dizer que no lance do Jefferson o bandeira tinha acertado! Só voltou atrás porque o Cléber Machado sutilmente chamou sua atenção e porque não dá para lutar contra o óbvio ululante!

***

Queria deixar um parabéns especial ao Vicente e a todos que fazem parte do 3VV pelo expressivo número de 1500 posts
atingidos na última segunda-feira. Tenho o maior prazer de fazer parte
desse time e contribuir um pouquinho toda semana, especialmente porque
antes de escrever aqui eu era leitor assíduo deste blog.

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*Danilo Cersosimo escreve todas
as 4as feiras nesse espaço falando
sobre a arbitragem da rodada