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Departamento Jurídico de Imagem?

Por Emerson Prebianchi*

Com
a interferência cada vez mais comum do STJD nas escalações dos times de
futebol, ignorando o poder da arbitragem e transformando lances
interpretados como legais durante a partida em lances passiveis de
punição, como ocorreu nessa semana com o Atleta Diego Souza da SE
Palmeiras, se mostra oportuno que cada clube mantenha em seu
departamento jurídico um profissional voltado apenas para buscar nos
vídeos das partidas lances que possam gerar uma queixa à Procuradoria
do STJD.

Já foi aqui exposto o perigo da interferência do STJD
nas decisões de interpretação da arbitragem da partida. Se no lance de
bola o árbitro entende ter ocorrido um lance normal e o STJD por meio
de seus procuradores interpreta de forma distinta optando pela denúncia
e punição do atleta, parece abrir o perigoso precedente para a anulação
de uma partida, pois muito bem se pode pleitear a anulação de um gol em
que o atleta estava em posição de impedimento e a arbitragem entendeu
estar em condição normal.

Também já foi falado por aqui sobre a
importância da imagem de vídeo para se verificar lances acontecidos
fora do alcance de visão da equipe de arbitragem de uma partida, como
por exemplo, uma agressão fora do lance de disputa de bola.

O
fato é que um clube como a SE Palmeiras não pode ficar refém da
interpretação dos procuradores do STJD, que ultimamente enxergam
potenciais denúncias contra seus atletas (não se percebe a mesma
volúpia de alguns auditores com atletas de outras equipes).

E
como dito no início parece oportuno que seja criado um departamento
exclusivo dentro de clubes do porte da SE Palmeiras para analisar os
vídeos das partidas do Campeonato Brasileiro buscando lances de seus
concorrentes diretos em que possa ser feita a mesma interpretação
utilizada pelos procuradores.

Esse profissional deveria ter
conhecimento profundo do CBJD e buscar as mínimas irregularidades para
promover a queixa e por conseqüência a denúncia do “atleta infrator”,
para utilizando-se da Lei buscar o máximo de benefício em prol da SE
Palmeiras até que se regulamente de forma prudente e lógica a
utilização das imagens de televisão para se levar um atleta a
julgamento no STJD. Afinal de contas, pau que bate em Chico também tem
que bater em Francisco.

***

Vale ressaltar que a denúncia
formulada contra Diego Souza, o enquadra como infrator do disposto no
artigo 255 do CBJD, que versa sobre a prática de ato de hostilidade
contra adversário, hostilidade essa não vista pelo árbitro que estava a
menos de dois metros do lance de disputa de bola e que interpretou o
lance como normal, sem sequer ter dado falta no lance.

Por
enquanto cabe a nós acreditar que os auditores do STJD vão respeitar a
interpretação do árbitro que não viu nenhuma irregularidade na disputa
de bola em que o atleta Diego Souza acertou acidentalmente o atleta
cruzeirense, e que na visão do Procurador Dr. Paulo Schimit é um ato
hostil contra o adversário.

O julgamento acontecerá nesta
terça-feira e nós estaremos atentos aos acontecimentos para informar
sobre a decisão que pode tirar o jogador de campo por até três partias,
sendo que a terceira partida seria contra o time do Jd. Leonor, que
teve o atleta Dagoberto absolvido pelo mesmo STJD quando pisou fora do
lance de bola em um adversário em partida contra a Portuguesa. E que
até o momento não teve qualquer denúncia feita contra Hernanes que
acertou com o joelho o pescoço do jogador Carlinhos Bala do Sport.

***

SOBRE A PERPETUAÇÃO DA PRESIDÊNCIA – O ESTATUTO PREVÊ ASSEMBLÉIA GERAL


está claro o posicionamento do 3VV em relação à pretensão do Presidente
do Palmeiras em mudar o Estatuto para possibilitar a reeleição.

Contudo,
temos notado a grande preocupação dos leitores em relação {a
possibilidade de isso vir a ser concretizado e cabe aqui lembrarmos ao
amigo palmeirense sobre a importância de ser associado do clube, pois
para que a pretensão possa se tornar realidade o Presidente vai
precisar muito mais do que alianças políticas dentro da SE Palmeiras já
que o Estatuto do clube prevê a votação do associado em Assembléia
Geral.

Ao que nos parece, o Presidente já conta com o numero de
assinaturas de conselheiros necessárias para levar o projeto a votação
e isso na realidade não deveria preocupar tanto aos palmeirenses pois o
fato de ser o projeto levado a votação não implica na sua aprovação
final.

Lembrem-se de que, como no caso da arena, é necessária
inicialmente a aprovação do Conselho Deliberativo para depois ser
convocada a Assembléia Geral de Associados para ratificar a aprovação e
é aí que nós torcedores podemos mostrar nossa força, pois a votação da
Assembléia Geral pode muito bem apontar para a não prorrogação do
mandato e por conseqüência toda essa faísca acabar apenas em fumaça.

Cada
vez mais o associado vem sendo valorizado e o Estatuto garante a sua
participação nas decisões relevantes do clube de modo que cada
palmeirense que se tornar associado do clube vai ter o poder de
decisão, porquanto àquele que não for associado caberá apenas aceitar
as decisões.

E você já é associado?!? Se for ótimo teremos mais um voto, se não for, já é hora e pensar nisso.

*Emerson Prebianchi escreve todas as segundas-feiras
sobre os temais legais (e não tão legais assim) que
afetam o Verdão dentro e fora de campo