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Até onde vai esse absurdo?!

Por Emerson Prebianchi

Passou
da hora da Diretoria alviverde tomar alguma medida em relação ao Dr.
Paulo Schimitt, Procurador Geral do STJD, que, ao que parece, está se
julgando mais importante do que o próprio Campeonato Brasileiro.

É
inaceitável alguém tirar tantas conclusões em desacordo com a
arbitragem. E não é só contra o Palmeiras não, é contra tudo e contra
todo.

Na última partida do Palmeiras, Kléber acertou com o cotovelo o zagueiro do Figueirense, durante uma disputa de bola presenciada pelo árbitro da partida que interpretou o lance como faltoso e aplicou cartão amarelo. Segundo o árbitro o atleta palmeirense utilizou-se de força desnecessária no lance.

Vale o registro de que o próprio zagueiro afirmou após a partida que o ocorrido foi involuntário e que “não houve nada demais no lance”, inclusive abraçando Kleber após encerrado o jogo.

E o que aconteceu?

O Procurador Paulo Schimitt posteriormente afirmou à Rádio Globo: “O
lance é passível de enquadramento. O árbitro olhou de forma equivocada
o lance. Vamos aguardar as imagens para ver se é possível enquadrar o
jogador por jogada violenta.”

Lembram do post falando que a autoridade dos árbitros está acabando e que dessa forma, todo jogo vai continuar após encerrada a partida para ser decidido no STJD?
Pois é, parece que a coisa esta se tornando real e muito antes do que
imaginávamos… o próximo passo é a anulação de um gol ou a validação
de um gol anulado pela arbitragem e daí pra diante. O caminho parece
ser sem volta!

Na mesma partida Kléber foi atingido em uma
dividida na entrada da área, o que nos renderia uma penalidade máxima
caso o árbitro tivesse interpretado com os critérios utilizados no
lance que aplicou a falta e o amarelo ao atacante. Mas nada foi
assinalado! Nem por isso entendo que o zagueiro deva ser punido, ou
pior, que o lance deveria ser revisto pelo STJD para que as equipes
voltem a campo para a cobrança da penalidade.

Reforçando: o juiz da partida viu o lance e deu sua interpretação. Certa ou errada foi dada a interpretação e ela deve ser respeitada sob pena de acabarmos com a autoridade de arbitragem.

Mas
há um outro tema que precisa ser colocado na mesa. Me incomoda uma
aparente passividade da Diretoria da SE Palmeiras – seja por não querer
se indispor com a CBF, seja pelo excesso de elegância. Sei que a reação
exagerada e impensada pode gerar mais prejuízos, mas não reagir a
certos abusos parece deixar o campo livre para que o procurador ou
qualquer outro que tenha esse tipo de autoridade seja o quarto poder do
futebol.

Alguém poderia perguntar: o que a Diretoria pode fazer quanto a isso? Vou me ater a três exemplos recentes.

Primeiro
o caso do suposto gás no vestiário. Questiono se a Diretoria
palmeirense não deveria ter ido à FIFA ou à Corte Internacional de
Arbitragem e através de formas legais dentro do esporte tentar anular o
absurdo da condenação – que sequer tem relatório pericial que indique
qualquer indicio de culpa da SE Palmeiras, mas que para o STJD tem
configurada a culpa do mandante.

Segundo, sobre aceitar
aparentemente de forma muito passiva que alguns órgãos de imprensa como
o jornal Folha de São Paulo – para citar um exemplo mais recente –
publiquem inverdades e informações distorcidas e mentirosas. Não é uma
questão de defender a censura a certos veículos. Longe disso! Mas a Lei
de imprensa prevê responsabilidade por publicação de informação errada
ou mentirosa, e poderia render na pior das hipóteses o direito de
utilizar-se do mesmo espaço para corrigir as distorcidas informações.

E
agora, por fim, aceita passivamente essas absurdas denúncias sem
protestar de forma veemente e defender seus interesses numa fase muito
importante do campeonato. E mais ainda: sem dar qualquer tipo de
esclarecimentos ao seu maior patrimônio que é o torcedor.

O
exemplo é péssimo mas cabe nesse post: quando Eurico Miranda dirigia o
Vasco, muitas vezes utilizando-se de meios questionáveis para garantir
seus interesses, quase sempre teve resultado positivo para o Vasco da
Gama. E mesmo sendo considerado “persona nom grata” na CBF e no STJD
ninguém lhe afrontava ou prejudicava deliberadamente o clube que
representava.

O fato é que o Palmeiras não pode mais ficar passivo frente a esses absurdos.

Em
tempo, voltando ao tema do gás, quer ver um exemplo prático dedisso? Se
o STJD usar do mesmo critério no caso das cadeiras quebradas no
Engenhão – no jogo Botafogo e Fluminense – o culpado seria o Botafogo
que não fixou as cadeiras corretamente e não o Fluminense cujos
torcedores foram responsáveis pela depredação.

Saudações Alviverdes!

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Emerson Prebianchi escreve todas as
segundas-feiras sobre as coisas legais e
não tão legais assim do futebol