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Encontro de gênios

Da Assessoria de Imprensa

A Academia de Futebol do Palmeiras foi o palco do encontro de dois gênios no início da tarde desta segunda-feira: o ex-jogador Ademir da Guia e o médico e cientista Miguel Nicolelis, apontado também como um dos 20 mais importantes pesquisadores em atividade no mundo.

Miguel Nicolelis, 47 anos, é palmeirense fanático e tinha um desejo de infância: conhecer o seu maior ídolo, Ademir da Guia. O encontro foi promovido nesta segunda-feira, com o apoio do programa Globo Repórter [o programa será exibido nesta sexta-feira, dia 31].

“O Ademir é como se fosse um membro da família, tamanha a admiração que eu tenho por ele. Quando era adolescente, acompanhava o Palmeiras pelos quatro cantos, viajava para ver o time. Era um palmeirense doente”, disse ele, revelando que seus três filhos são palmeirenses.

“Meu primeiro jogo no estádio foi em 1969, numa partida contra o Santos. O Pacaembu estava lotado e foi uma bonita festa. Mas o jogo que mais me marcou foi em 1971, contra a Portuguesa. O Ademir fez um gol que parecia impossível.”

Nicolelis se emocionou ainda mais quando recebeu das mãos de Ademir da Guia uma camisa 10 com seu nome estampado. “Isso é uma alegria que não tem preço, não estava esperando por toda essa surpresa. Ver o meu maior ídolo de perto e receber todo esse carinho é emocionante.”

Ademir da Guia agradeceu o encontro e elogiou a transparência de seu fã.

“Me admira ver a sinceridade de um cidadão que é respeitado em todo o mundo por ter feito coisas tão bonitas em prol da sociedade. Ele é um exemplo para todos nós”, comentou. Nicolelis ainda revelou que leva o nome do Palmeiras e de Ademir da Guia por onde viaja. “Para onde eu vou, levo várias filmagens que contam a história do clube e do Ademir. Os europeus ficam encantados. Estive na Suiça recentemente e
distribuí os Dvd’s’, contou.

História

Natural de São Paulo e nascido em 7 de março de 1961, Miguel Angelo Laporta Nicolelis é formado em Medicina na Universidade de São Paulo (USP), e há 20 anos fez pós-doutorado na Universidade de Hahnemann, na Filadélfia.

Durante a década de 90, seguiu para a Universidade Duke, em Durham, Estados Unidos, onde atualmente lidera um grupo de pesquisadores da área de Neurociência, que estuda as tentativas de integrar o cérebro humano com as máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro-máquina).

O objetivo das pesquisas é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal.

A técnica, que ficou famosa mundialmente, visa concretizar a força do pensamento, fazendo com que estímulos cerebrais de um macaco, por exemplo, movimentem um braço mecânico.

Atuando na área de fisiologia de órgãos e sistemas, Nicolelis é responsável pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais. O trabalho está na lista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sobre as tecnologias que vão mudar o mundo.

Miguel Nicolelis é fundador e integra um amplo projeto no Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte, e esteve cotado no início deste mês para ser indicado ao Prêmio Nobel de Medicina, em votação ocorrida na Suécia.