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Resenha dos Jogos

Análise da Arbitragem – Rodada 36

Por Danilo Cersosimo*

E o sonho do nosso 9º título Brasileiro acabou. Não será em 2008.

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Palmeiras 2×0 Ipatinga:
sinceramente, o desânimo foi tanto que pouco me ative aos detalhes da
arbitragem – a patética reclamação dos mineiros em relação ao 2º gol do
Palmeiras, de que Pierre estaria impedido, só confirma o estado de
nocaute mental do Ipatinga, que já caiu e que não deve voltar tão cedo
– não vai fazer falta.

Ressalto também a falta violenta sofrida pelo Kléber, que gerou a expulsão mais do que correta de Leandro Sabino.

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Vasco Rebaixado 1×2 Elas:
E não é que em São Januário o Gaciba apitou direitinho? Esses árbitros
são impressionantes – quando querem, não cometem um deslize!

Penso
que em dado momento do jogo o arbitro travou demais o jogo, apitando
muitas faltas – o que acaba enervando a equipe mais desesperada pelo
resultado.

O pênalti reclamado pelo Vasco sob Vagner Diniz – na minha opinião – não ocorreu.

O
estado de letargia da torcida do Vasco nas arquibancadas chamou a
atenção: vai cair. Infelizmente, pois o Dinamite e a bela história do
Vasco da Gama (Eurico Miranda a parte) não mereciam.

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Cruzeiro 3×2 Flamengo: Clamoroso o pênalti no final do jogo sofrido por Diego Tardelli e não marcado pelo Simon!

Tal lance poderia definir o empate na partida – que a propósito seria muito bom pra nós.

A
grita do Flamengo é geral – até oficio mandaram pra FIFA. Obviamente
tal ofício não implicará em punição prática ao árbitro, mas vocês
conseguem ver o Simon errando contra o Flamengo antes da Copa-2010?

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Por falar em Simon:
o árbitro foi fritado e vetado pelo SPFC no campeonato brasileiro do
ano passado e voltou justamente no jogo contra o Botafogo em que elas
saíram vitoriosas com erro de arbitragem a favor – óbvio.

Concluo
que o abominável ato de pressionar a arbitragem faz diferença – num
campeonato tão concorrido uma vitória pode decidir o rumo das equipes
no torneio – será que se Sálvio Spinola não tivesse entrado tão
pressionado pelo Juvenal Juvencio no último clássico o Diego e o Borges
teriam sido expulsos?

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No final das contas:
erramos tanto ao longo do campeonato que sequer podemos reclamar da
arbitragem – que mais uma vez errou mais a favor do SPFC – segundo
matéria do Globoesporte.com reproduzida aqui há duas semanas.

Confabular
sobre essa tendência ao erro pró-SPFC é perigosa porque sem dúvida soa
como choro de mal perdedor. Fato é que o rival parece contar com um
certo temor dos árbitros quando se trata deles – na dúvida, geralmente,
tem sido pró-SPFC. Isso sem contar a complacência de parte da imprensa,
que (in)conscientemente blinda tal clube de quaisquer críticas mais
severas, mesmo quando eles incorrem na choradeira ou na pressão
pré-jogo.

Eu gostaria de entender o “encanto” do SPFC, embora reconheça a competência dos mesmos – especialmente de seu treinador.

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A sistemática perseguição
do STJD chamou atenção, mas comissão técnica e jogadores também
poderiam ser mais disciplinados ao evitarem cotoveladas, jogadas
ríspidas e cartões bobos – Pierre e Leandro por exemplo conseguiram
tomar o 3º amarelo contra o poderoso Ipatinga e não enfrentam o Vitória.

Num futebol tão nivelado a indisciplina acaba pesando contra.

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Outra
postura que precisa mudar radicalmente: treinador e jogadores não
reclamam de arbitragem, coronéis e/ou presidentes de comissões de
arbitragem. Eles não podem sofrer esse desgaste.

Se eventuais
reclamações se fizerem necessárias elas devem partir da diretoria – e
não pode ser reprovada pelo treinador no dia seguinte.

Acho que em 2009 a gente aprende. Espero.

Saudações Alviverdes!

Danilo Cersosimo escreve todas as
4as feiras sobre arbitragem