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Classificação R36: uma canelada

Por Vicente Criscio 

Chegamos
a duas rodadas do final do Brasileiro. Matematicamente o Palmeiras não
pode mais ganhar o penta (nas contas da CBF) ou o nono título
brasileiro (nas nossas contas).

Outro dia em uma roda de
palmeirenses discutíamos do ponto de vista do desempenho do campeonato
onde perdemos. Na minha opinião faltou força (ou instituto assassino
como diz o Carmine Paciello em sua coluna semanal; ou concentração; ou
foco) no momento que assumimos a ponta.

Senão vejamos: na R25 –
ou seja, faltando 13 rodadas para o fim do campeonato – o Palmeiras
esboçou a arrancada vencendo o Cruzeiro (1×0) no Mineirão. Assumiu a 2ª
colocação e ainda diminuiu de 6 para 3 pontos a diferença para o Grêmio.

Em
seguida jogou contra o Vasco em casa e ganhou (2×0). Manteve a 2ª
colocação e se aproximou do Grêmio (ficou a 1 ponto de diferença).

Na
partida seguinte (R27) jogou contra o Náutico em Recife. O Náutico
estava no meio da tabela e sem pressão pelo rebaixamento. Empatou!
Nesse jogo Martinez perdeu um gol incrível no início do jogo e Alex
Mineiro perdeu outro no 2º tempo (ainda acho que aquela lance foi
pênalti…).

Mas um ponto foi suficiente para o Palmeiras chegar
à liderança em número de vitórias (o Grêmio havia perdido na rodada e
ficou empatado em pontos ganhos).

Jogo seguinte (R28), vitória
contra o Atlético MG e manutenção da liderança pelo critério de número
de vitórias. Dizíamos na época: quem disse que ia ser fácil?

E
na R29, momento de mostrar quem era o virtual campeão Brasileiro, fomos
jogar em Florianópolis e empatamos em um jogo sonolento. Perdemos a
liderança!

Esse era o jogo!

Em
seguida (R30) jogamos contra o São Paulo (2×2). O Palmeiras foi
prejudicado pelo árbitro mas mesmo assim podia ter matado o jogo no
primeiro tempo, enquanto ainda estava 0x1. Bola na trave, Kléber
perdendo gol, Alex Mineiro chutando baixo contra o goleiro de hóquei,
até Léo Lima fazer a sua lambança e entregar o 2o gol. O empate no
final das contas nos deixou no lucro.

E na R31, quando ganhar do
Fluminense era obrigação para se manter à frente do São Paulo e apenas
a 1 ponto de distância do Grêmio, veio o desastre do Maracanã: 0x3
Fluminense. Em 5 jogos (15 pontos disputados) fizemos 6 pontos. O Carmine, em sua coluna Lega Calcio já tinha alertado sobre isso.

Nessas mesmas rodadas o Grêmio fez 9 pontos. O São Paulo 13.
E se puxarmos bem pela memória foi mais ou menos nessa época que nossos
jogadores e o técnico começaram com a conversa de favoritismo. O resto
é história.

Então discordo que as derrotas para Sport ou mesmo o
empate para o Figueirense no primeiro turno tenham atrapalhado. Perder
pontos “bobos” no caminho é normal. Todos perderam… o que não é
normal é técnico e alguns jogadores que ganham salários milionários e
vestem a camisa de um time 8 vezes campeão brasileiro darem tamanha
bobeira.

Agora vamos atrás da Libertadores, que não é prêmio de consolação: é obrigação.

E me desculpem a canelada e voltar a um tema batido: Luxemburgo alegou estar triste (depois desmentiu).

Tristeza para sentar do banco de reservas do Palestra Itália e comandar uma marca com 15 milhões de fãs? Dá licença hein…

– triste está a torcida palmeirense;
– triste está meu filho…
– triste deve estar o técnico do Ipatinga, ilustre desconhecido que não deve ganhar no ano o que Luxemburgo ganha por semana;
– triste é
ver um elenco desse porte – continuo questionando qual elenco é melhor
que o nosso no Brasil – que não apresenta uma jogada de ataque.

Não sou favorável a trocas de técnico a cada derrota. O técnico deve ficar e cumprir o contrato. O técnico tem que não só cumprir o contrato mas honrar o maior salário que um técnico de futebol ganha no país.

E o treinador tem que saber que o “tal” profissionalismo que ele prega e que nós pregamos é regrado por coisas básicas: treino, trabalho, respeito pelos ídolos, respeito pelo que os diretores do clube falam na imprensa e principalmente respeito pela instituição e sua torcida. Aliás, torcida que tem que aprender a protestar sem violência.

Torço muito para que ainda esse ano e no ano que vem o atual técnico vença muito no Palmeiras e me faça engolir minhas palavras.

Tenho dito! Saudações Alviverdes!