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Isso é Marcos


O
Palmeirense José AVT (é assim que ele assina no email) postou um
comentário que ele retirou do blog do Lédio Carmona. Impressionante!

Eu
ainda não tinha manifestado minha opinião sobre o lance do Marcos. Acho
que ele exagerou. Talvez por sentimento de culpa no gol. Talvez porque
ele via um time apático. Talvez porque ele sabe que essa era a grande
(e talvez a última) chance dele ganhar esse Brasileiro. Só ele sabe o
que passou na cabeça dele. O que saiu hoje na imprensa, em
press-release enviado pela assessoria do Palmeiras, é discurso oficial.

O relato do corintiano abaixo acho que é o mais próximo da realidade. Saudações, obrigado ao José pelo comentário…

Amigos,
vi no blog do Lédio Carmona, um post sobre o nosso São Marcos e resolvi
dar uma olhada nos comentarios também.Um comentario me chamou muito a
atenção e coloco ele aqui agora para vocês analisarem tbm.

São Marcos

Por KADJ OMAN

Em 1999 e 2000, por duas vezes, o goleiro do Palmeiras deixou todos os corinthianos nervosos, tristes, decepcionados, putos.

Seu nome ainda era Marcos. Só Marcos.

Virou São Marcos.

E hoje, 8 anos depois, o mesmo goleiro deixou este corinthiano com lágrimas nos olhos.

Pelo
que fez a partir dos 30 minutos do segundo tempo do jogo em que seu
time ia sendo derrotado pelo Grêmio por 1 x 0 dentro de casa, jogo que
valia a vida no campeonato, a luta pelo título.

Ao
correr pra área adversária, primeiro numa falta, depois num escanteio,
depois com a bola rolando, São Marcos não desrespeitou apenas as ordens
de Luxemburgo.

Muito mais do que isso.

Ele foi contra o disciplinamento excessivo.

Contra o controle sem sentido.

Contra o jogar sem emoções.

São Marcos derrubou a barreira entre jogador e torcedor. Fez o que todos os 28 mil na arquibancada queriam ter feito.

Escutou
seu coração, lembrou o ditado, o colocou na ponta das chuteiras, e
disse: “isso é a minha vida, eu decido o que fazer com ela”.

Como disse um amigo, lembrou Garrincha.

E Pelé.

E Maradona.

Foi, simplesmente, genial.

A derrota de ontem deveria ser para o palmeirense talvez uma das mais orgulhosas dos últimos tempos.

Porque,
pra além do que ela significou em termos de campeonato, está seu
significado pro imaginário, pra memória, pro coração do alviverde.

Que
ficou sabendo, mais do que nunca, que ali, embaixo das suas traves, no
comando da defesa que ninguém passa, está também uma parte da torcida.

Que canta e vibra.

Pelo alviverde inteiro.

Que sabe – e como sabe – ser brasileiro.

Marcos, sei que provavelmente você nunca vai ler isto.

Mesmo
assim, precisava agradecê-lo por me dar a certeza de que você, com esse
caráter incrível, não defendeu aquele pênalti em 2000.

Foi o Marcelinho que o perdeu.

Abraços.

De um fã corinthiano que, mesmo assim, não pode deixar de aplaudir um gênio do futebol.