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Resenha dos Jogos

Análise da Arbitragem – Balanço Geral 2/2

Por Danilo Cersosimo*

Parte 2/2

No último Campeonato Brasileiro muito se falou sobre “deixar o jogo correr”, numa tentativa de se apitar mais ao “estilo Libertadores” – permitindo maior contato físico nas jogadas.

Inicialmente gostei muito dessa nova orientação, pois o futebol brasileiro precisa(va) perder esse vício de assinalar faltas em qualquer lance com maior contato físico. Porém, para esse tipo de iniciativa dar certo é necessário muito mais do que uma nova atitude dos árbitros – é fundamental que os jogadores e treinadores também colaborem mudando seus comportamentos.

Por parte dos árbitros o que vimos foi uma enorme disparidade nesse sentido – considerando-se somente os árbitros que mais apitaram neste último campeonato tivemos o seguinte quadro:


ÁRBITRO

JOGOS

MÉDIA DE FALTAS

FALTAS

Jailson Macedo Freitas

13

45,6

593

Sergio da Silva Carvalho

20

41,8

836

Paulo César de Oliveira

17

41,5

705

Wilson Luis Seneme

17

41,3

702

Leonardo Gaciba

22

39,3

865

Alício Pena Jr

17

38,9

662

Héber Roberto Lopes

23

38,9

895

Marcelo de Lima Henrique

16

38,4

615

Elmo Alves Resende e Cunha

12

38,1

457

Evandro Rogério Roman

17

37,9

644

Wagner Tardelli

17

37,4

636

Sálvio Spínola

18

34,2

616

Djalma José Beltrame

14

31,0

434

Leandro Vuaden

17

29,3

498

Carlos Eugênio Simon

20

28,1

561

Total

260

37,4

9.719

A média de faltas do campeonato ficou em 38,33 por partida – considerando todos os 380 jogos do certame. Analisando somente os árbitros que apitaram mais de 12 jogos temos uma segmentação clara daqueles que deixam o jogo correr mais do que outros.

Além disso: apenas 2 árbitros apitaram em média menos de 30 faltas por jogo – o decantado Leandro Vuaden e Carlos Eugênio Simon, ambos gaúchos, que apitaram em média 29,3 e 28,1 faltas por jogo respectivamente.

O caso de Leandro Vuaden é interessante: pouco conhecido no cenário nacional ele começou a se destacar exatamente no jogo Palmeiras 3×1 Fluminense no Palestra Itália, jogo este em que apitou 27 faltas (19 contra o Palmeiras e 8 contra o Fluminense). A partir daí ele inicia uma série de jogos em que começa a chamar a atenção e de certo modo estimula outros árbitros a apitarem da mesma maneira – abaixo os jogos apitados por Leandro Vuaden:

2 respostas em “Análise da Arbitragem – Balanço Geral 2/2”

A tabela com os jogos MAIS faltosos da temporada está errada. A tabela com os jogos MENOS faltosos é apresentada duas vezes.

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