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As punições do STJD ao hexa

Por Emerson Prebianchi*
 
Neste ano que passou, o favorecido Hexa, que nunca será Hetero,  além de ajudado na última rodada que lhe garantiu o título, teve apenas 11 partidas analisadas pelos imparciais procuradores do STJD, o que representa pouco menos de 29% de suas partidas.
 
Dessas 11 partidas analisadas, apenas 5 atletas foram levados a julgamento, sendo que destes, três são reservas, quais sejam, Aislan, Richarlyson e Bosco, com os dois primeiros sendo punidos e o terceiro absolvido.
 
Entre os titulares da equipe, os seguintes jogadores foram a julgamento:
 
> Dagoberto, por duas vezes, sendo que na denúncia por agressão ao atleta da Lusa fora do lance de bola, foi absolvido, tanto em primeiro grau como no pleno do STJD; o atleta acabou sendo “punido” com a dura pena de duas partidas em um outra expulsão no mês de agosto quando o seu time ainda não brigava diretamente pelo título;
> Borges, que foi “punido” com 1 partida de suspensão automática pela partida onde foi expulso juntamente com Diego Souza do Palmeiras.

Estes números nos levam ao incrível conhecimento de uma única punição durante todo o Brasileiro, aplicada ao atleta Dagoberto que cumpriu uma partida além da suspensão automática já que Borges cumpriu suspensão independente do julgamento posterior.

E DAÍ?

Poderia perguntar o palmeirense menos atento: o que o Palmeiras tem a ver com isso? Apenas como comparativo lembramos que o Palmeiras teve mais de 68%, ou em números exatos 26 de suas 38 partidas analisadas pelo STJD e sofreu durante o torneio sete baixas por suspensão imposta pelo “tribunal”.

As conclusões são óbvias: nenhuma equipe com tantas interferências do STJD consegue tranqüilidade para desenvolver um trabalho estruturado que leve ao título. Ainda, as punições impostas à SE Palmeiras deixa claro também que: a) ou o time do Jd. Leonor é uma primazia de lealdade e não faz jus à análise de suas partidas; b) ou o STJD deixou de aplicar o seu rigor e fez vista grossa aos acontecimentos vistos e citados diversas vezes durante o Campeonato Brasileiro.

E você palmeirense que conclusão tira com base nesses dados?

Aproveito o momento para desejar um Natal de muita paz. Semana que vem tem mais.

Saudações Alviverdes!

*Emerson Prebianchi escreve todas as 2as feiras
aqui no 3VV sobre os temas legais e não tão legais
assim do futebol

3 respostas em “As punições do STJD ao hexa”

Concordo com a análise. Porém, entendo que mais grave ainda que a vista grossa do tribunal foi a dissimulada vista grossa nas arbitragens, tanto influindo no resultado das partidas (gols irregulares, gols adversários anulados,faltas estratégicas ou, na dúvida, sempre à favor) e mais sorrateiramente no desenvolvimento das jogadas. Antes da conquista, todos concordavam que o São Paulo era uma equipe muito limitada qualitativa e quantativamente, que se valia do conjunto formado em anos anteriores e acostumada a jogar na retranca e no erro dos adversários. E aí entra o outro grande diferencial: apesar da virilidade excessiva (êpa), recebeu poucos, muito poucos cartões, daí porque quase não sofreram desfalques na equipe, ao contrário do Palmeiras, por exemplo. E esses “pequenos” erros pesaram decididamente no resultado de muitas partidas e, ao final, do próprio campeonato. Como disse o Vicente várias vezes, nossa diretoria tem que passar a agir preventivamente. Feliz natal para toda a família palmeirense.

Volto a dizer que esse tribunalzinho é ridículo, deveria acabar com isso e criar algo sério, não com alguns personagens querendo beneficiar outros times.

Sempre precisamos ter um time acima dos demais para ganharmos títulos, porque, em dúvida, era sempre contra a gente. Acho que o único caneco que ganhamos com um time meia-boca foi aquela Copa dos Campeões, em 2000.
Mas não dá pra negar que o fato de ter a Parmalat, até então uma gigante investidora no futebol mundial, ao nosso lado nos dava moral.

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