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Como ficará o caso do suposto suborno?

Por Emerson Prebianchi*
 
Hoje falaremos um pouco sobre o episódio que marcou a partida final em que o time do Jd. Leonor  sagrou-se campeão brasileiro com um gol claramente impedido.
 
O que realmente marcou essa partida, além do gol impedido, foi o afastamento do árbitro da partida por suposta tentativa de suborno, que prontamente foi denunciada pelo Presidente da Federação Paulista de Futebol ao Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem e ao Presidente da CBF.
 
O informativo publicado pela FPF em seu site oficial é claro em confirmar que a secretária da presidência recebeu uma ligação de uma secretária do time do Jd. Leonor solicitando que um dos vice presidentes da entidade – que já houvera sido alvo de investigações sobra a máfia do apito – entregasse um envelope ao árbitro daquela partida, sem informar o conteúdo do envelope.
 
Conhecedora da notícia a secretária informou ao presidente da entidade que tomou as providências já informadas que culminaram com o afastamento do árbitro.
 
O caso foi encaminhado para apreciação do STJD que por meio de seu presidente iniciou o trabalho para apurar a grave denúncia feita pela FPF, iniciando pela oitiva dos envolvidos e pela solicitação de fornecimento de todos os contatos telefônicos feitos tanto pela FPF quanto pelo time envolvido para que se apure se houve de fato a tal ligação.
 
Em princípio as atitudes tomadas pelo STJD são absolutamente corretas, contudo ela esbarra na limitação do STJD que é um órgão administrativo da CBF e não parte do Poder Judiciário. Nesse caso a solicitação do histórico de ligações telefônicas não pode ser uma exigência de prova já que somente o Poder Judiciário tem autonomia para solicitar a quebra do sigilo telefônico.
 
Esse suposto empecilho pode na verdade deixar claro o grau de envolvimento de cada parte pois, se de fato não houve nenhuma ligação partindo do Morumbi para a FPF não há motivos para negar a apresentação das contas detalhadas do clube. Por outro lado a eventual negativa de fornecimento cria grandes indícios de veracidade da denúncia.
 
Porém, a constatação da veracidade é relativamente fácil quando se tem envolvidas duas testemunhas como as secretárias que trocaram o telefonema, e mais uma vez esbarramos nas limitações do STJD não fazer parte do Poder Judiciário, pois a legislação brasileira prevê imputação criminal a quem presta falso testemunho. Também nesse caso o STJD nada poderá fazer no caso de depoimentos conflitantes entre as duas secretárias, senão buscar a confrontação direta de ambas para avaliação dos depoimentos e acareação das partes.

Dentro das limitações de atuação do STJD vamos aguardar que a verdade venha à tona e que os responsáveis sejam punidos de forma exemplar.

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Por hora o que se tem a ser investigado pelos imparciais Procuradores
do STJD são as denúncias e ofensas feitas pelos dirigentes do time do
Jd. Leonor ao Presidente da Federação Paulista de Futebol. Uma dessas acusações questionava os interesses do Presidente da FPF Marco Polo del Nero em promover a denúncia. Nesse caso já
se encontram ofendidos preceitos legais de respeito ao dirigente.

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Também é importante uma certa “análise do contraditório”. Wagner Tardelli não era árbitro que agradava aos dirigentes do Jd. Leonor. E convenhamos que um engano de secretárias é um erro primário. O fato é que o árbitro foi substituído e o que entrou validou um gol totalmente irregular – apesar do lance ser do bandeira.

Mais um motivo para ir até o fim com essa história e apurar todos os culpados.

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*Emerson Prebianchi escreve todas as 2as feiras
sobre os temas legais e não tão legais assim do futebol

Uma resposta em “Como ficará o caso do suposto suborno?”

Pelo visto, vai terminar em pizza, visto que nenhum meio de comunicaçao comenta sobre o caso. A se fosse com o Palmeiras….

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