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LEGA CALCIO: 14^ Giornata, Inter avança

Por Carmine Paciello*
Crédito para as imagens: Corriere della Sera

* Resultados da 14^rodada

Catania 1 1 Lecce
Juventus 4 0 Reggina
Roma 1 0 Fiorentina
Inter 2 1 Napoli
Genoa 1 1 Bologna
Cagliari 1 0 Sampdoria
Siena 1 0 Torino
Udinese 0 1 Chievo
Palermo 3 1 Milan
Atalanta 2 0 Lazio

* Classificação até a 14^rodada (leia mais em http://www.corriere.it/speciali/serie_a_2009/comphome_c19_s2009.shtml)

1. Inter – 33 pts.
2. Juve – 27
3. Milan – 27
4. Napoli – 24
5. Lazio – 23
6. Fiorentina – 23

14. Roma – 17

* A 14^ rodada nos entrega a submissão dos times de 2^ linha
– Napoli, Fiorentina, Lazio, Udinese, Genoa e Catania – pois estes não
conseguem ter o mesmo ritmo dos primeiros três times; mas vem subindo a Roma que vai evoluindo e recuperando o atraso.

*
O técnico do Napoli, Reja, afirmou que é normal ser derrotado pela da
Inter em S. Siro. Sim, é normal, claro que sim! Mas então se você
trabalha com a idéia de conseguir uma posição na “Champions League”, se
você sonha em dirigir um time com alta perspectiva você “deve” pensar
grande e portanto também deve tentar de realizar as missões impossíveis
como ganhar do Milan ou da Inter em pleno S.Siro.

* Já a
Udinese, que perdeu os últimos 4 jogos está em queda livre, enquanto à
Fiorentina falta continuidade e foi pesadamente reprovada na Champions
League. Acho que a derrota da Lazio no derby foi psicologicamente
ruinosa pois daquele momento o time de Rossi não conseguiu mais uma
vitória sequer. Considero o Genoa um bom time e penso que vai realizar
um ótimo campeonato mas não conseguem vencer fora do próprio estádio e
isso limita muito as próprias pretensões . O Catania é um time digno,
robusto mas a sua ambição é simplesmente permanecer na Série A.

* Se o caminho na Europa é bastante sofrível, a liderança na campanha nacional è incontestável: 5^ vitória consecutiva e 6 pontos de vantagem para o Milan e Juventus.
Contra o Napoli a Inter construiu o resultado nos primeiros 25 minutos
de jogo, e depois apenas administrou, permitindo que os “azzurri”
tivessem a posse de bola mas sempre sem conceder chances de gols. Entre
os nero-azzurri vale destacar o trabalho do Mc Muntari que, mesmo
alternando altos e baixos, é uma peça importante no time pois consegue
fazer um trabalho de ligação entre defesa e ataque, auxiliando Zanetti,
Cambiasso e Stankovic e aparecendo também como elemento surpresa em
ataque como aconteceu contra a Juve e contra o Napoli, marcando 2 gols.

* O Milan não sabe ser equilibrado:
como a Inter é um time compacto, substancial, o Milan deseja fazer
show. A Inter è a síntese de força e vontade; o Milan é o excesso, é
sublimação. Acha seu dever maravilhar o mundo, e que é crime de
lesa-majestade opor resistência à sua passagem; pretende ganhar com os
nomes ilustres mas esquece que no futebol existe uma regra eterna: se
ataca e se defende em 10! No jogo com o Palermo sem Kaká (que é quem
sustenta o time) e sem o troglodita Gattuso (que marca forte) o Milan
escalou um Pirlo sem condições físicas, um Seedorf que se vaporizou e
um Ronaldinho que, certo, em qualquer instante pode resolver o jogo com
uma invenção, uma cobrança de falta, mas que na prática não corre e tem
pausas embaraçantes. Enquanto isso o Palermo teve um ritmo
incandescente para 90 minutos e um limpo domínio territorial: Simplício
foi um “moto perpetuo” não errou nada e marcou um gol. Miccoli
aterrorizou toda a defesa milanista; apreciável também o goleiro Amelia
que defendeu um pênalti batido do jogador de playstation, o uruguayano
Cavani, o meio campista Bresciani e o zagueiro Carrozzieri.

O
melhor do Milan, que pateticamente a um certo punto meteu na cadeira
diretamente “from hospicio” também Emerson e Shevchenko, foi o goleiro
Abbiati, apesar que tomou 3 gols…. e isso diz tudo!

***

* Um velho ditado italiano recita que: “Não é impossível governar os italianos: é inútil”.
Parece que essa máxima bem se concilia com quanto acontece no Palestra
onde facções se contrastam ou se juntam segundo conveniências temporais
que só conseguem prejudicar o clube. Clãs de Della Monica e
mustafianos, UVB e mini clã de Paulo Nobre. Tudo isso é alienante …

* Confesso que fiquei profundamente desiludido de Luxa,
que falhou mesmo com os meios e uma boa estrutura à disposição. Mas
pergunto: é um negócio conveniente trocar mais uma vez o técnico? Essa
balança não pára mais? Sai Caio vem Luxa, sai Luxa vem fulano.

*Vamos ver: pessoalmente gosto muito de W. Mancini e de Cuca.
Bom suponhamos que venha esse último que já nos deliciou como jogador
no ano 1992. Novo técnico, novos jogadores e novos projetos, mas se os títulos não chegam… outra valsa lenta, como o tempo infame que passa inexorável.

Saudações alviverdes!