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Como você comemora?

O futebol nos leva a fazer coisas que nem nós acreditamos. Principalmente nos momentos de celebração.
 
Por exemplo, lembro de uma, ano passado, no jogo Palmeiras 1×0 Corinthians no Campeonato Paulista (não jogamos com eles no Brasileiro porque estavam na Série B; não sei porque mas tenho um certo prazer em escrever isso).
 
Mas voltando ao tema. O jogo coincidiu com a data de aniversário do meu filho mais novo, Renan. Fizemos um churrasco num sítio na casa do sogrão e colocamos a TV do lado de fora para vermos o jogo. Muitas pessoas estavam lá, inclusive [ poucos e prudentemente quietos ] torcedores do rival.
 
No gol de Valdívia deu um branco e a reação impensada foi dar um chute na mesa de plástico na minha frente. Mesa de um lado, picanha do outro, celular e máquina fotográfica ao chão. Ouvi lá no fundo uma voz feminina (será que era minha esposa?) dizendo: “Vicente, você é louco…”.
 
Bem, acho que todos nós temos várias histórias dessas.
 
Na eleição da 2a feira passada não foi diferente. Quando ouvimos o grito de gol vindo do salão principal sabíamos que Belluzzo havia ganho. E as reações foram as mais diversas possíveis!

Mas em seguida, enquanto postava a vitória sentado num dos bancos das alamedas do Palestra, ouvi um grito anônimo: “Cipullo também!”.

E nova comemoração, talvez menos entusiasmada, porque a vice-presidência ainda é um cargo simbólico no Palmeiras, mas pelo motivo principal da vitória do atual responsável pelo futebol palmeirense sobre um rival que era a aposta de Mustafá Contursi para continuar dizendo que estava lá, presente. Até porque quem acompanha o trabalho de Cipullo na vice-presidência de futebol do Palmeiras pode ter críticas – aconteceram erros e acertos, na minha opinião mais acertos do que erros – mas sabe do trabalho abnegado do dirigente.

Mas o mais legal foi ver a alegria do “Doutor Cipullo”. Parecendo um menino veio caminhando até a torcida, carregado pelo Jota Christianini. E quando parou em frente aos torcedores no portão cantou o hino.

Ok, ok, não está tão afinado assim. Mas poderia se juntar aos “três tenores” Marcão, Valdívia e Edmundo, naquele CD gravado dois anos atrás. Que não ia fazer mais feio; também nem mais bonito.

Ouça abaixo a gravação impagável de Cipullo cantando o hino, enviada para mim por Carlinhos Lia, da Líbero. E nela, o jornalista Alex Muller da rádio Bandeirantes – alias, uma figuraça – faz a voz de fundo dessa comemoração.

E você, qual foi a sua comemoração digamos mais exótica?

Saudações Alviverdes!

*[ nota do autor ] OFF TOPIC: Alex Muller é jornalista da Rádio Bandeirantes e trabalha como comentarista em programas esportivos. Atualmente está no programa de Roberto Avallone. Alex tem  seis filhos, o mais novo nasceu no início desse ano. E um dos seis filhos chama-se Marcos Evair. Alguém aí adivinha porque desse nome?

12 respostas em “Como você comemora?”

Em se tratando de comemorações, poderia fazer uma crônica. Melhor, um livro. Posso dizer que as mais marcantes para mim foram 1993, quando fiquei ao lado de um amigo nosso chamado Sandrão que ficou os 120 min do jogo ajoelhado com 2 velas acesas (acreditem, eu vi isso); Libertadores 1999, deitei em cima de uma bandeira gigante do Palmeiras no meio da Av. Paulista (isso era um sonho mesmo!). Depois, roubaram minha bandeira! Mas duas comemorações que não foram de título mostraram minha explosão: contra os gambás em 1999, Libertadores, após o Zinho marcar o último gol, corri até a divisa e fui contido pelos PM’s. Acho que queria esganar cada Gavião choraão. E no GOLAÇO de Alex contra as meninas, que fiquei correndo pela arquibancada lotada, gritando que nem um louco, até uns 10 minutos depois do gol. Nessa, até os demais palmeirenses riam de mim, achando que eu estava louco mesmo… Mas cá entre nós, assistir ao vivo, na Gaiola das Loucas, um gol daqueles, contra as meninas? É de pirar mesmo…

E NO FINAL AINDA TINHA UM ‘O MUSTAFA… VAI SE F… O MEU PALMEIRAS NAO PRECISA DE VOCE’

huashusahuashuashuahsu

uhauhauhauh um chute na mesa foi foda!!
Meu avô italiano palestrino doente, cuspia no radio e não satisfeito o jogava na parede quando o palmeiras sofria gol, mas qndo o Palmeiras fazia era só o clássico grito na janela” CHUUUPA CUIRINTIA”. Abraços

As minhas 3 principais comemorações foram:
1 – 1993, aos 6 anos queimei minha camisa do curintia, amarrada a um cabo de vassoura e sai pra rua com ela queimando. Nesse dia me decidi, disse pro meu pai que ia torcer pra quem fosse campeão! Acho que me dei bem!

2 – 1999, quando o Marcos defendeu o penalti pulei no meu pai que estava em pé pra abraça-lo, quase quebrei o maxilar dele heheheheh

3 – 2008, dessa vez as lágrimas escorreram, foi minha primeira vez no Palestra Itália, e vi meu time ser campeão!

Putz Vicente, quando comemoro vitórias do palmeiras fico insandecido! Minha esposa fica p. da vida, meus filhos vão na onda e vira uma tremenda bagunça. Moro em condomínio acho que os vizinhos ficam doidos. Mas é na casa do meu pai que o sangue ferve, em jogos importantes conseguimos reunir mais de 10 palmeirenses. Detalhe: todos da famíla (eu, meus filhos, meu pai, meus três irmãos, primos, sobrinhos, tios, etc, etc…). Nas derrotas a intensidade não é menor, já quebrei uma mesa de centro que ficava na sala do meu pai, estava gravando um jogo no video K-7, no final estraçalhei a fita e quase que o vídeo K-7 vai junto, enfim…Nosso verdão já foi estopim para várias reações de alegria, fúria, extase, tristeza, resignação…o importante é que emoções eu vivi…espero viver muitas até o final da minha vida com nostro Palestra!

Comemorações, Vibrações, etc. Foram várias. Tenho 41 anos, ia aos estádios com frequencia, dos 9 até os 23 anos. Fui da TUI (Do Ipiranga), fui da TUP e da Mancha, hj após o casamento aos 24 aninhos, assisto mais da TV, mas a vontade é de estar no estádio o tempo todo. Sem dúvida, tenho duas comemorações inesquecíveis. 1) 1993. Grito sufocado por tanto tempo de jejum…Uns oito meses de casado. Pulei, gritei, soquei o vento, cama quebrada, etc… Acho que naquele dia minha esposa descobriu que casou com um “louco” pelo Palmeiras; 2) Copa Libertadores, penalty do Marcelinho. Eu ajoelhado em frente a TV (rezando, pedindo, fazendo promessas…sei lá o que se passou na minha cabeça naquele momento…) São Marcos (Etá nome bonito) fez uma bela defesa…que maravilha…o coração parecia que ia sair pela boca…Foram dois momentos lindos que não irão se apagar nunca…
Abraços Verdes à todos

Bom, aqui no Rio TODAS as minhas comemorações são exóticas… Pros outros, claro!

Geralmente vejo os jogos sozinho, e só vou ao estádio quando o Palestra vem ao Rio. Mas depende do apelo do jogo também.

Fora isso, o que tem de nego me chamando de doido aqui não é pouco. rs

Tenho que dar um jeito de ver os jogos com o pessoal de Copacabana, quando a grana der.

Olha Vicente, falar em comemorações exóticas é complicado…rs… falo em particular por mim, são momentos únicos e um fala mais alto o coração que o outro, mas todos são sumamente inesquecíveis!
Porém, a que mais me marcou, foi neste último ano, contra as bibas do jardim leonor, quando empatamos o fatídico jogo (que por sinal, mais dois minutinhos virávamos o maledeto placar…) olha, estava eu e meu amigo no Visa, eu sei que ao mesmo tempo que abracei ele, saí correndo em direção a “mureta”, levei uma senhora de uma cotovelada não sei de quem, só sei que meu olho ficou roxo, mas, só fui notar isso quando chegamos no shopping, para pegar o carro no estacionamento!…rs…

Foi um mixto de “CHUPA BICHARADA” com, VAMOS MEU PALMEIRAS! EU SEI QUE VOCÊ É MUITO MAIOR QUE ESSA RAÇA AÍ!

Já desloquei o braço dando soco no sofá, subi no teto do meu carro e no estádio abraçando os amigos ao lado. Mas, em 93, estava em casa, a base de água com açucar, no primeiro gol do Zinho, sai gritando pela rua, cai num buraco e machuquei o pé. Mesmo assim não atrapalhou a comemoração do tão esperado titulo para um menino de 13 anos.

do ponto de vista técnico, Cippullo canta mal. Do posto de vista sócio-economico, que bom que ele pode fazer uma boa faculdade e se formar em direito, pois como cantor nao ia dar. Do ponto de vista do coração, mas vale Cippulo cantando do que um tenor alinhado ao Mustafá. E do ponto de vista geral, que coisa linda a torcida conseguir ver um diretor do Palmeiras cantando o hino do clube com felicidade. E lembrar que há alguns anos nao se tocava o hino nos aniversários por causa de presidentes rivais na festa. Abraços a todos.

Ótimo post Vicente!

De arrepiar ouvir o Cipullo cantando o hino, e nao errou nada da letra como muitos palmeirenses fazem por ai…rsrs.

Uma comemoraçao que nao esqueço foi em 1993 na final contra o Curintias, eu tinha 15 anos e tava assistindo na casa de um amigo Palmeirense da mesma idade. Quando o Evair fez o gol de penalti saí correndo subindo minha rua feito um louco pra encontrar minha avó (filha de italiano), unica Palmeirense da familia. Cheguei em casa e ela tava na frente esperando e gritando tb.

Nessa subida cruzei com uns 3 curintianos e ja naquela época rolou uns CHUPAAA….rsrs

Nada muito exotico como detonar a mesa do churrasco….hahaha….mas nao sai da minha cabeça esse dia!

Abraçao Vicente

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