Entrevista de Belluzzo no site da Carta Capital

Os leitores e comentaristas do 3VV, Bruno Bocchini e Bruno Yukio Duarte enviaram o link da entrevista que o Presidente da SEP Luiz Gonzaga Belluzzo fez no site da Revista Carta Capital.

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Daniel Pinheiro e Rodrigo Martins. Veja o início dela abaixo. Destaco a última pergunta daqui. Quando provocado para falar do São Paulo, veja a resposta do Professor.

CartaCapital: O senhor recusou um convite para assumir o Banco Central, mas quis a presidência do Palmeiras. Por quê? 
Luiz Gonzaga Belluzzo:

Foi um conjunto de circunstâncias muito especiais e também uma
tentativa de unir três tendências distintas que havia no clube e
estavam em atrito. Partimos para uma estratégia de recomposição. De
fato, eu não tinha a menor intenção de ser presidente, não era meu
projeto principal, nunca foi. Mas senti que tinha quase uma obrigação.
Você não pode ficar se poupando indefinidamente, chega uma hora em que
você precisa aceitar as coisas porque faz parte do seu dever de
cidadão. Quanto à minha ambição de ser presidente do Banco Central, ela
era próxima de zero. Eu diria até menos um. (risos

CC:
Mesmo sendo o candidato da situação, muitos palmeirenses encaram a
eleição do senhor como uma grande esperança de mudanças no clube. 
LGB:

Uma figura com as minhas características, sejam elas boas ou ruins, é
estranha no meio do futebol. Essa peculiaridade é verdadeira. Mas a
expectativa de mudança é o contrário. Eles não a têm porque eu
represento a mudança, é porque eles encarnaram a mudança em mim. Muitos
querem que o clube mude, então jogaram a expectativa em cima de uma
pessoa que acham que encarne isso. Uma dimensão dessas expectativas é a
dos que acham que o Palmeiras vai ganhar todos os títulos daqui para a
frente, o que é um desejo irrealizável e utópico, no mau sentido. 

CC:
A falta de uma gestão mais profissional dos clubes é apontada como um
dos principais problemas do futebol brasileiro. O senhor concorda? Qual
é a sua avaliação da situação do Palmeiras nesta questão? 
LGB:

Nesse aspecto, o Palmeiras está devendo muito. O trabalho que precisa
ser feito vai desde a informatização do clube até a profissionalização
de algumas funções, porque o clube não tem mais como ser administrado
apenas por diretores amadores, ainda que o trabalho deles continue
sendo imprescindível. No geral, há falta de compreensão sobre o papel
desses diretores. 

CC: Esse é um problema disseminado em todos os clubes? Existe algum que conseguiu seguir um caminho mais virtuoso? 
LGB:

Vocês querem que eu diga o São Paulo, não é? Eu sempre digo que o
Palmeiras é o clube mais moderno dentro das condições de atraso do
futebol brasileiro. O Palmeiras faz e renova parcerias. Tem um modelo
descentralizado e a experiência de cogestão mais bem-sucedida do
futebol brasileiro. O São Paulo é muito mais avesso a fazer essas
relações.

A íntegra da entrevista está no link http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=3248.

Saudações Alviverdes!