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Direto da Fonte

Preparador Antonio Mello explica preparação em Atibaia

Da Assessoria de Imprensa SE Palmeiras
 
O Palmeiras parte para mais uma temporada em Atibaia, interior de São
Paulo, e um dos profissionais mais importantes nesse período é o
preparador físico Antonio Mello, responsável por comandar as
atividades iniciais com os jogadores ao lado de seus auxiliares, Omar
Feitosa e Anselmo Sbragia.
 

Mello é um dos profissionais mais experientes do mercado. Acumula
passagens destacadas por mais de 10 times do país e do mundo, e
também pela seleção brasileira. E os números não negam: são 35
títulos em mais de 30 anos de carreira, o que o transforma, até
então, no preparador físico que mais ganhou taças no país.

Neste bate-papo concedido para o site oficial do Palmeiras, Mello
contou como será o início de trabalho em Atibaia e também comentou
sobre as dificuldades de jogar em Potosí no início do mês de
fevereiro, diante do Real Potosí, pela pré-Libertadores.

Site Oficial – Como será o início dos trabalhos em Atibaia?
Antonio Mello – Teremos uma carga de quatro ou cinco dias de treinos
intensos, em dois períodos por dia, para depois iniciar as primeiras
avaliações, como o percentual de gordura e os exames de sangue. Isso
serve para medirmos a capacidade física de cada atleta. Feito isso,
temos um perfil traçado de todo o elenco, que é feito em conjunto com
o fisiologista e a nutricionista do clube.

Site Oficial – Quais as principais dificuldades que um jogador tem
quando retorna das férias?
Mello – Eles perdem força e resistência orgânica. É preciso trabalhar
por etapas, fornecendo suporte físico para que eles dêem o melhor na
pré-temporada e iniciem a competição em condições aceitáveis de jogo.

Site Oficial – É por isso que no seu método de trabalho é introduzido
o trabalho com bola desde os primeiros treinos?
Mello – É exatamente por isso. Quando fazemos os treinos com bola na
parte física, ganhamos em agilidade. A técnica fica mais apurada e a
movimentação num espaço curto do campo, como geralmente fazemos,
acelera o processo até o início do Campeonato Paulista. Na temporada
passada surtiu efeito. Só não recomendamos realizar coletivo nos
primeiros dias, pois pode provocar lesões.

Site Oficial – Além dos trabalhos de campo, o que mais é importante
para deixar os atletas em alto nível até a estréia no Paulistão?
Mello – O descanso e uma alimentação balanceada, que pode ajudar
bastante no rendimento de um jogador em campo. Por isso o motivo de
termos vindo para Atibaia. O trabalho é feito em conjunto com o
Cláudio Pavanelli [fisiologista], e a nutricionista [Patrícia
Teixeira]. Também desenvolvemos um trabalho que reúne resistência,
força e a potência muscular de cada atleta.

Site Oficial – Além de você, o clube dispõe de outros profissionais
que o auxiliam diretamente no dia-a-dia, casos do Cláudio Pavanelli
[fisiologista], a Patrícia Teixeira [nutricionista], e os auxiliares
de preparação física, Omar Feitosa e Anselmo Sbragia. Qual a
importância desse trabalho em conjunto.
Mello – Se eles não estivessem aqui, certamente o trabalho não teria
evolução. O projeto de um time vencedor também começa através desses
profissionais, que são altamente capacitados naquilo que fazem. Temos
reuniões semanais para traçar todo o planejamento da temporada.
Fazemos tudo por antecipação até o final, mas, claro, realizando
mudanças no decorrer das semanas, quando necessário.

Site Oficial – O time do Palmeiras ficou mais jovem com os atletas
contratados para esse ano. Que tipo de mudança isso pode trazer?
Mello – O time certamente vai ficar mais veloz. São atletas mais
rápidos e essa característica vem de encontro com a necessidade do
futebol moderno. Além disso, esses atletas são fortes e tem ótimo
poder de marcação. Vamos crescer muito com o decorrer da temporada e
formar um excelente grupo.

Site Oficial – No início do mês de fevereiro, o Palmeiras vai
enfrentar sua primeira decisão do ano, contra o Real Potosí, em
Potosí, na Bolívia. Como é jogar numa das altitudes mais altas do
mundo?
Mello – Vou ser bem sincero: não existe preparação para jogar na
altitude. O ideal é ficar, no mínimo, 15 dias trabalhando no local da
partida, mas isso é impossível. Não vamos fazer nenhuma invenção.
Temos uma estrutura para deixar o grupo bem condicionado. Só acho
lamentável continuarem marcando jogos nesses locais. É doping natural
e só beneficia os times que estão acostumados.

Site Oficial – Você já teve alguma experiência parecida?
Mello – Fui campeão sul-americano em 1983 com a seleção brasileira,
em Laz Paz, e depois ganhei um Mundial de juniores, na altitude do
México. Nessas duas ocasiões, chegamos poucos dias antes do jogo. É o
que pretendemos fazer agora. Vamos chegar um ou dois dias antes.