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Amaral, aquele!

Por Jota Christianini

Todo mundo gosta do Amaral, o Amaralzinho , que diziam – sem nunca ter sido – foi coveiro e trocava as suas humildes roupas com as daqueles a quem competia enterrar.

O querido Amaral chegou a jogador de futebol profissional, sem perder a ternura jamais. Continuou o mesmo moleque alegre do interior paulista, com a sobrancelha caída em um dos olhos.

Meio titular, consequentemente meio reserva, Amaral entrava no time do Palmeiras em 93 quando fosse possível. Nem sempre era, mas quando entrava supria a falta de maior categoria com a raça de quem tinha que provar o seu valor a cada instante.

Campeão Paulista, Amaral resolveu que era hora de curtir seu momento herói. Foi ao shopping e parado igual a um poste esperava ser reconhecido.

Não foi! Aliás, foi, mas de maneira diferente da esperada.

Uma jovem dondoquinha queixou-se ao segurança de que aquele rapaz estava piscando para ela.

Logo a seguir, iniciado o Rio-SP e com o time desfalcado de vários jogadores, o treinador Luxemburgo declarou que só com a chegada do entrosamento as coisas voltariam a ser como no Paulistão.

Amaral correu para seu guru Veloso, com medo da possível concorrência:

– Será que esse cara, o Entrosamento, que vai chegar é médio volante?

O tempo passou e o jogo da Libertadores era na Bolívia. O avião primeiro chegou em Santa Cruz de La Sierra, altitude mais baixa que a capital paulista, e querendo ser importante Amaral logo acusou a falta de ar, ante o riso dos médicos e da comissão técnica.

Finalmente em La Paz, 3.360 metros acima do mar, o treinador Valdir Spinoza deu as instruções.

– Cuidado nos primeiro quinze minutos, ele vem para cima e como nosso problema é a altitude temos que segurar esse começo de jogo.

Amaral desinibido, não deixou a bola cair; emendou de primeira

– O resto eu não sei, mas esse Altitude deixa comigo, marco em cima, não deixo ele tocar na bola.

Reprodução autorizada mediante expressa publicação do autor
do texto e  dos créditos da foto e do blog www.3vv.com.br

Foto abaixo refere-se ao time juvenil do Palmeiras, Campeão Paulista de 1992.
Crédito para a foto: palestrinos.sites.uol.com.br (veja que além de Amaral, o
goleiro Marcos aparece na imagem)

11 respostas em “Amaral, aquele!”

Se não me engano, o primeiro e unico gol do Amaral foi o daquela partida contra o Gremio pela Libertadores.. o 5 x 1 no Palestra

Só faltou a história do Gol do Amaral. Lembra? Demorou anos para conseguir fazer o primeiro.
Gostava muito do Amaral em campo, ele vibrava junto com o time.

Carregava o piano o Amaral. !
Grande cara.. pena q. jogou nos gambás.. poderia nao ter essa mancha na carreira.. de quebra nao tomaria elastico do Romario..

Nossa, muito engraçado esse causo hahahahaha. Quando era criança, tinha medo do Amaral, mas sempre jogou com muita raça e vontade. Honrava a camisa. Mas era bem devagar, hein? hahahaha Muito legal mesmo, Jota! Parabéns!!! bjos!

O Magrão que esta na foto é este mesmo, que fez tres nos gambás e depois foi para o São Caetano, e se não me engano jogou no Japão também!!

Em várias entrevistas o Marcos citou outro causo com o Amaral. Eles estavam de folga após uma partida no Nordeste e o Amaral disse que pela janela do ônibus tinha visto um “Forró do Gerson” perto do hotel. Ele, o Marcos e outros jogadores foram de táxi procurar o tal forró e nada de encontrar o lugar, até que o Marcão encontrou um estabelecimento com a placa: “Forros de Gesso”.

Hahaha….. muito boa a história do “grande” Amaral….. Agora: O MARCÃO TINHA CABELO???? Duvido!!! Tenho a convicção que é PERUCA!!!

Jota, só uma curiosidade: o Magrão que está na foto é aquele atacante que fez três gols no SCCP e depois sumiu? Mate a minha curiosidade por favor. Abraço!

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