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A parceria como fermento para crescer o bolo; e um predador na indústria

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Vicente Criscio
 

Esta série ficou suspensa por um bom tempo. Passou de uma publicação quinzenal a uma publicação “esporádica”. De certa forma por culpa de Luis Fernando Tredinnick que está publicando na coluna Futebol com Números muitos artigos sobre planejamento. O último deles é uma interessante série sobre como o Barcelona trata os temas da sua gestão (Desvendando o Barcelona).
 
Mas hoje não poderia deixar de escrever um rápido comentário sobre a parceria estabelecida entre SE Palmeiras e SC Corinthians Paulista nesta última sexta-feira.
 

O CONTEXTO
 
Já há algum tempo o Diretor de Marketing do Palmeiras Rogério Dezembro vem buscando maneiras de viabilizar uma aproximação dessa natureza. O motivo é simples: a rivalidade entre Palmeiras e Corinthians é reconhecidamente uma das mais importantes do Brasil e do Mundo. Equipara-se por aqui a Fla-Flu (para os mais jovens, Fla-Vasco cresceu em importância por conta da decadência do FLuminense na década de 80-90), Grenal, Atlético e Cruzeiro, Bahia e Vitória. Lá fora as referências são Boca e River, Inter e Milan, Juve e Torino, Real e Barça.
 
Ciente da importância desse confronto Dezembro foi um defensor sempre ativo da parceria que poderia envolver desde a promoção do jogo com troféu e logomarca – caso atual – até levar o clássico para outros mercados, atraindo admiradores do futebol e fãs dessas marcas.

Com a eleição do Professor Belluzzo como Presidente, que também era um defensor da ideia de aproximação dos dois clubes, e sua relação com Luis Paulo Rosemberg, VP de Marketing do Corinthians, ficou mais fácil a viabilização dessa parceria.

A formalização desse projeto nessa última sexta-feira veio premiar esse esforço. 

MIOPIA DA IMPRENSA

Para a imprensa – geralmente pouco profunda na análise desses empreendimentos – duas coisas chamaram atenção nessa parceria: uma suposta “luta” contra a violência nos estádios e o fato do queridinho de quase todos, o SPFC, ter sido barrado no baile.
 
Miopia!
 
O primeiro tema – demonstrar que dois clubes rivais podem ser parceiros e com isso passar uma mensagem de paz nos estádios – é válido mas não é o motor principal dessa parceria. É um benefício, sem dúvida, porque a torcida passa a entender melhor que rivalidade em campo não significa violência nas arquibancadas.

Mas cá entre nós: não é necessário um projeto dessa natureza para se entender uma questão tão básica como essa.

O segundo tema – o fato do SPFC ter ficado de fora – gerou uma saia justa na imprensa pouco esclarecida e mal informada. Depois da 2a ou 3a pergunta de algum jornalista sobre o por que do SPFC estar fora daquele evento, Luiz Gonzaga Belluzzo foi curto e grosso:

“Eu gostaria de pedir aos jornalistas aqui presente um pouco de respeito aos dois clubes que estão aqui na mesa. Não estamos aqui para falar de outros times de futebol. Estamos para falar de Palmeiras e Corinthians.”

No fígado.

O QUE REPRESENTA?
 
A imprensa não percebe: o Projeto Derby representa uma inteligente forma de dois clubes rivais procurarem “crescer” o bolo de investimentos e recursos financeiros em volta do futebol.
 
Ao invés de uma atitude de desvalorização do clube A em relação ao clube B, quando dois clubes da magnitude de Palmeiras e Corinthians se juntam, a soma de 1+1 deixa de ser igual a 2 e passa a dar um resultado maior.

O futebol é um negócio que vive da rivalidade e da emoção para gerar receita. Se tivermos um conjunto de times fortes disputando campeonatos, mais gente estará interessada em ver esses jogos na TV ou no campo. Mais “tráfego” gerará maior valorização de verbas publicitárias e de receita de ingressos. Essa maior receita poderá depois ser compartilhada pelos clubes com a maior valorização das cotas de televisão, ou do patrocínio que vai na camisa dos clubes.

Isso sem falar em outras propriedades e merchandising que pode ser criado.
 
Isso é inteligente!
 
Basta pegar o exemplo das ligas americanas de basquete. Lá os times tão obrigados pela Liga a manter um certo equilíbrio de orçamento de salários de jogadores. E praticamente há uma distribuição dos melhores jogadores por todos os clubes da Liga.

O anti-exemplo? Michael Schumacher no automobilismo. Nos anos que o alemão reinou absoluto nas pistas da Fórmula 1 pelo mundo a audiência despencava em vários centros – o Brasil é exemplo disso.

Quer um resultado prático disso? Hoje o Corinthians terá estampado em seu peito a marca VISA. Se não me engano será a primeira vez no Brasil que a VISA estará estampada no peito da camisa de um time de futebol no Brasil.

E isso não é pouco!

E POR QUE NÃO O SPFC?

Sim, poderia perguntar o leitor menos atento às picuinhas do futebol: e por que não o SPFC? Afinal mais um time nessa disputa aumentaria mais ainda o interesse!

Acontece que os amigos do Jardim Leonor têm uma visão diferente do que foi exposto acima. São predadores de mercado. Seu comportamento nos últimos anos – vencer a qualquer preço, culpar (ou ameaçar) arbitragem a qualquer derrota, buscar suspender jogadores de outros times no tapetão, ou mesmo “roubar” jogadores de outros centros não pagando direitos federativos (remember Dagoberto) – é um comportamento de um player na indústria que acredita que apenas um deve ter sucesso, enquanto outros têm que ser coadjuvantes.

Estúpido! Pensamento de uma combinação de Predador com Pinky e Cérebro. Eles não têm noção da realidade que passa além da Giovanni Gronchi, fora das fronteiras do Jardim Leonor e da Vila Sônia. É por isso que de norte a sul eles podem até ter crescido – um pouco – sua torcida (apesar das pesquisas não refletirem isso) mas ganharam uma antipatia generalizada dos grandes clubes brasileiros.

Pergunte a um torcedor do Inter ou do Grêmio de Porto Alegre; pergunte o que pensa um torcedor do Botafogo ou do Flamengo, no Rio de Janeiro. Pergunte a um palmeirense ou a um corintiano.

Não se trata de rivalidade amplificada porque eles ganharam mais títulos nos últimos anos. Isso é besteira: trata-se de uma perfeita antipatia de torcida e dirigentes que não aceitam que outros players desta indústria do futebol também ganhem – e garantam um equilíbrio saudável na competição.

Na verdade a miopia nas mentes liliputianas de alguns dirigentes tricolores é a busca da “soma zero” da indústria, ou seja, para eles ganharem (no sentido amplo) alguém tem que perder.

Dentro de campo, alguém tem que ganhar e para isso o outro tem que perder. Mas fora de campo, nas lojas, nas cotas de tv, na receita publicitária e de merchandising, todos têm que ganhar. Senão não haverá outros players. E sem outros players não haverá audiência, receita e bla bla bla.

O futebol mudou e os dirigentes de Palmeiras e Corinthians demonstraram isso nesta última sexta-feira: só não perceberam isso no Jardim Leonor e em alguns estúdios de rádio e televisão.

Saudações Alviverdes!
 

Se tiver curiosidade leia um post escrito no antigo 3VV:
Um predador nessa indústria.

17 respostas em “A parceria como fermento para crescer o bolo; e um predador na indústria”

Do Cruz de Savóia:

http://cruzdesavoia.wordpress.com/2009/03/09/ronaldo-e-a-claque-de-mussolini/

Ronaldo e a claque de Mussolini

Março 9, 2009 por cruzdesavoia

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É até lugar-comum afirmar que o brasileiro tem o péssimo costume de esquecer ou desprezar seus ídolos, principalmente aqueles que elevaram o nome do Brasil através do esporte. Mas hoje, esse péssimo costume vai caindo em desuso para dar lugar a sentimentos ainda mais repugnantes: o ódio e o preconceito.

Na era do Big Brother, alguns se vêem no direito de julgar a vida pessoal de qualquer pessoa pública como se assistissem ao programa forjado de uma vida de plástico, esperando a hora certa de mandar fulano ou ciclano para o ‘paredão’. Se esquecem, simplesmente, que se dirigem de maneira tão ofensiva a um ser humano de carne e osso, e diminuem a si próprios.

Não me canso de rever as imagens de Ronaldo dependurado no alambrado, em especial a foto que ilustrou a capa do Estadão de hoje. Não há como não se emocionar com a expressão do Fenômeno: ali, após decretar o resultado de um dos maiores clássicos do mundo, ele soube que estava de volta. Soube que venceu novamente toda essa gente medíocre que apontava sua morte; Ronaldo venceu a si mesmo e às pessoas que passaram meses zombando dele, de sua barriga, de seus deslizes.

Muitos corinthianos, inclusive, embarcaram nessa – e não deveriam ter o direito de comemorar esse gol.

Olhando a foto, vendo a emoção incontida de um astro que poderia estar onde quisesse nesse mundo, de boa (mas estava lá, se emocionando com o povo, sob o calor desumano de uma cidade do interior do Brasil), não há como deixar de sentir orgulho: no meio de tanta merda, fico feliz por ser brasileiro.

Vejo esperança quando constato que o cidadão mais sacaneado do mundo, o pobre tupiniquim, tem um exemplo desse tamanho para se espelhar: deram Ronaldo como morto por três vezes, e por três vezes ele ressucitou de maneira inconteste; invadiram sua vida particular de uma forma canibalesca; tentaram associar os piores vícios e maldades ao seu nome – mas Ronaldo não desiste.

E, se um ídolo desse quilate não desiste, depois de tudo que passou, ninguém pode desistir.

Após o gol, quase quebrei uma mesa do Isidoro com a testa, de tanto ódio. Saí da linha e perdi a compostura. Mas não sou burro. Nem ingrato com quem já me deu tanta alegria na vida, e confesso que estou muito feliz por Ronaldo, mas muito feliz mesmo: ele merece, e isso não tem nada a ver com Palmeiras x Corinthians.

Não me canso de rever as fotos do alambrado, e todas as vezes que o faço abstraio imediatamente a camisa que ele veste (não é a amarelinha). E consigo abstrair o mito, o ídolo, o fenômeno: só vejo um brasileiro que sofreu muito, um menino que todos adoram e que não abre mão de seu sonho; ao contrário, luta por ele até que se torne realidade – e ele sempre consegue.

O que não dá para abstrair é o ódio, as imitações de macaco, as piadas baixas que tentam ridicularizar a alegria de uma torcida por sua condição social, o despeito de quem o chama de travesti. O que me deixa triste e desiludido com o futebol é fazer parte de uma torcida que se esqueceu de sua história de imigrante.

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A impren$inha se mordeu de inveja, juntamente com os “Gênios” do marketing mundial que todos pensam ser os bambis. Essa união dos rivais deve ser fortalecida e o primeiro passo deve ser nunca mais jogar o derby no Morumbi. Vamos secar a fonte de renda delas! Chega de alimentar os cofres rosa com o dinheiro dos dois únicos times de São Paulo que tem torcida: Palmeiras e Gambás. É disso que elas tem medo! Afinal todo mundo sabe que o time leonor mesmo ganhando 500 libertadores com os rivais ficando séculos na fila, NUNCA conseguem levar mais torcida no estádio do que os dois! Morram de inveja SPFW ao contrário dos seus títulos, carisma não se compra!

Vicente, concordo plenamente com suas colocações. Porém,se o player SPFW alicia outros jogadores e contrata a custo zero,é porque outros Players foram incompetentes e deixaram acontecer essa situação, dentro da lei, vide caso Ilsinho.
Mas o que me da um certo nojo,como um legitimo oriundi,é ver nosso presidente levantando um trofeu com um típico gambá nojento.
Mas fazer oque?? Isso irá render frutos

excelente post.. e excelente LInk da espn, o cara matou a pau…

Vicente, temos que ficar de olho pq um diretor de qq coisa dos Bambis fala isso.. mas o J.J. por outro lado ta elogiando d+ o Belluzzo..

eles batem de um lado e assopram do outro… CUIDADO..

Pareceria com rivais tudo bem.. com INIMIGO jamais… espero que nosso presidente não sente a mesa com aqueles lá..

Apesar do resultado da partida,o jogo como um todo foi um sucesso! Antes, durante, e depois ( verdade, seja dita).

Pelo o que eu acompanhei, o clima pré jogo era outro, era de festa. Todos apreensivos pelo ESPETÁCULO que foi se formando graças a essa ação conjunta, a massiva cobertura da mídia sobre Ronaldo, as torcidas se respeitando dentro do estádio, um grande 2º tempo e aquele gol histórico pro torcedor corinthiano e tão amargo pra nós. Assim, completando uma boa tarde de futebol.

Ainda não ouvi sobre as “T.Os”. Espero que nada tenha ocorrido. Se ocorrer, creio que será num volume bem menor devido ao bom clima criado antes.

Agora, sobre elas. Além das excelentes frases citadas acima tem uma outra que se encaixa. A comum história do salto. E o salto rosa tá tão alto, mas tão alto, pois quando quebrar eu quero estar por perto pra dar muita risada da cara da Lady Of Arrogance.

Abraços

Junte-se a isso a arrogância dos torcedores ao irem na onda de seus diretores e está feita a merda: ninguém gosta do SP e ninguém gosta da maioria dos são paulinos!

Pedro tem razão. E gostei da frase “tentando furar os olhos alheios”. Vou usar hein, com a devida permissão e todos os créditos.

Abs

Olá Vicente,

Entrei nos comentários para postar algo que já disse outras vezes, mas cabe aqui de novo. E vai um pouco na linha do blogueiro da ESPN.

São Paulinos acreditaram na estória de que em terra de cego quem tem um olho é rei, tão difundida em nossa imprensa. E com isso eles vivem tentando furar os olhos alheios… para manter o seu reinado.

Abraços,
Pedro.

Marco não sei se veio daí a inspiração. No mundo nada se cria, tudo se transforma, não é verdade? Então não me surpreenderia que a ideia tivesse nascido de uma leitura dessas ou da experiência do Dezembro em outras áreas ou temas.

Julio, excelente texto do blogueiro da ESPN. Segue abaixo.


União entre Corinthians e Palmeiras gera reação lamentável do São Paulo
por Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

“Em pouco tempo só existirão cinco grandes no Brasil. Pensei que Palmeiras e Corinthians anunciariam fusão para ficarem entre eles”.

A frase, publicada na coluna Painel F.C. da Folha de S. Paulo, é atribuída a Adalberto Baptista, diretor de marketing são-paulino. O motivo? A reunião na qual palmeirenses e corintianos apresentaram suas ações conjuntas para o derby deste domingo em Presidente Prudente.

Provocação típica de torcedor, nada além disso. E ainda dizem que os dirigentes do São Paulo são diferentes dos demais, melhores, superiores… Talvez até sejam, afinal, a referência, em geral, é pífia, o parâmetro está sempre bem lá embaixo mesmo…

Também pode ser que tal frase esconda o receio de que os dois maiores rivais estejam começando a acordar. O Palmeiras tem na presidência um homem inteligente e de bom senso. O Corinthians nem tanto, mas a simples aproximação dos clubes é bom sinal.

Claro que a convivência pacífica entre cartolas não irá tornar amáveis as relações entre as torcidas organizadas dos times, tampouco reduzirá a violência associada a tais grupos. Mas é um movimento saudável, capaz de gerar dividendos, como transformar um jogo que pouco vale em grande evento.

E o são-paulino, integrante de uma equipe que recebe elogios até pelas mais tolas ações ditas de marketing, como a venda de pedaços do gramado e o tal batismo tricolor, parece acusar o golpe. Se forem tão evoluídos como tentam nos convencer, os dirigentes do São Paulo se aproximarão de alvinegros e alviverdes para formar ações sob o rótulo “Trio de Ferro”.

Corinthians e Palmeiras não precisam se fundir para aumentar suas chances de superar o dono da hegemonia do futebol nacional. Basta que tenham pelo menos um olho nessa terra de cegos que é a cartolagem brasileira. Como faz a turma do Morumbi, que deve manter o dela bem aberto, afinal, unidos os dois podem, com um par de olhos, enxergar melhor do que os visionários tricolores.

Valdir, o futebol brasileiro já tem esse jogo, mas é o famigerado jogo de fim de ano da CBF. Ano passado nem sei se teve, pois ‘desliguei’ do futebol depois do episódio da Madonna e da míopia da imprensa geral.

A parceria é interessante, a idéia de levar o Derby para outras praças também, só que eu tô muito afim de ver os gambás sofrerem, e muito, no PALESTRA.

Caro Vicente

Você saberia nos informar se essa iniciativa para promover o Derby foi inspirada na “Rivalry Week” do futebol americano universitário?

A temporada do futebol americano universitário dura 15 semanas e em uma delas há os “Rivalry Games” onde as universidades mais tradicionais enfrentam seus maiores adversários. Em cada um desses confrontos históricos (Notre Dame vs USC, Florida vs Florida State, Texas vs Texas A&M etc…) há um troféu em jogo, assim como está sendo feito com o Derby. Outra coisa que os gringos fazem há décadas com esses confrontos é a venda para a televisão do pacote desses jogos.

Como a gente sabe que a roda foi inventada há muito tempo, devemos suspeitar que a inspiração (mais do que correta) veio do exemplo americano?

Abraços e parabéns pelo 3VV !

Fantástico ter uma pessoa como o Belluzzo.
Chama na moral os “capachos” das moças e põe eles no devido lugar.

Podem dar a camisa 10 pro Belluzzo, o homem não brinca em serviço!

Alguem aqui viu a metéria do All Star games da NBA no esporte espetacular? que locura aquilo. Seria muito bom se tivessemos algo parecido com isso entre os clubes brasileiros.

Ótimo texto!

Mais um texto excelente, ajuda inclusive a tratar a ansiedade pré-derby.
Ótima iniciativa dos 2 maiores clubes de SP.
Algum dia, com muito esforço ou com a entrada de gente nova, a imprensa esportiva paulista vai começar a entender melhor o futebol… quem sabe…
Sobre o SPFW, a avaliação deste texto e do primeiro são perfeitas. É o pensamento “vamos dominar o mundo” de pessoas alheias a realidade.

Valter, de 94 até 2004, o SPFW voltou a ser figurante dos principais campeonatos(ganhou um Paulista “estranho” e um Rio-SP), caiu sim no esquecimento enquanto Palmeiras, SCCP, Gremio e Cruzeiro se revezavam no cenário Brasileiro. Mas aprenderam com isso… e agora para que o esquecimento não volte a acontecer(mesmo sem títulos), bombardeiam a mídia com seus dogmas e mantras “clube melhor organizado, estilo europeu, vanguardista, marketeiro, etc”.
Abraço,
FC

Caros amigos, é notório que os bambis dependem dessa ação predatória pois sua torcida vive de oportunidade, só se declaram quando há conquistas e assim consomem produtos licenciados gerando receita e só vão ao estádio quando chegam às fases decisivas das competições que disputam, e o grande medo dos dirigentes do clube que hoje está de pé por causa das esmolas recebidas no passado. Minha afirmação é que se o SPFW ficar por 10 anos sem nenhuma conquista de títulos e bons desempenhos sua torcida se esvaziará e o clubinho voltará a ser um mero coadjuvante com pouca representatividade. Todo esse egocentrismo e cultura predatória é por medo de voltar a ser o que sempre foi: a quarta ou quinta força do futebol paulista. A luta das meninas é pra se manterem à todo custo em destaque, seja como conquistador de títulos ou como o clube mais prejudicado; não importa como pois sempre obtem destaque através da imprensa cor de rosa.
Saudações Palestrinas

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