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A tradição do basquete na SE Palmeiras

A SE Palmeiras prepara o lançamento de seu time de basquete para disputar a liga e procura patrocinadores para isso.

Uma empresa está em negociação.

Pedi a Fernando Galuppo, que está colaborando nessa iniciativa, para falar um pouco mais do basquete palmeirense. Apreciem sem moderação.

Saudações Alviverdes!

HISTÓRICO DO BASQUETE DA S. E. PALMEIRAS
Por Fernando Galuppo

Uma das maiores tradições da Sociedade Esportiva Palmeiras é, sem dúvida alguma, o seu Departamento de Basquete. Atualmente, o clube de Palestra Itália participa de todas as competições organizadas pela Federação Paulista de Basquete nas seguintes categorias:

Pré-mini (12 anos)
Mini (13 anos)
Mirim (14 anos)
Infantil (15 anos)
Infanto-Juvenil (16 anos)
Cadete (17 anos)

O Verdão é um celeiro de grandes craques e se destaca nas quadras brasileiras pela sua excelência na formação de novos talentos para o esporte em nível nacional e internacional, graças a política de qualidade, valorização do talento e o exaustivo trabalho dos profissionais.

Em 2008, a equipe Infantil do Palmeiras sagrou-se Campeã da Copa Italva de Basquete, realizada em Italva no Rio de Janeiro, Campeão Paulista e Campeã Estadual. Além disso, a equipe Mini do Verdão sagrou-se Campeã Paulista – série Bronze.

A meta é, em pouco tempo, o Palmeiras já ter a base para uma equipe adulta formada em casa, para voltar às principais competições do basquete, estadual, nacional e sul-americano.

O departamento de “bola ao cesto” da S.E. Palmeiras foi fundado em 1923, pelos associados Nicolino Spina e Estevam J. Stratta, os quais foram grandes pioneiros e mentores no desenvolvimento deste esporte, não apenas no seio do clube, mas em todo o país no início dos anos 20.

Este foi o segundo esporte coletivo a ser introduzido no clube, atrás apenas do futebol que já militava com grande prestígio no cenário esportivo.

No dia 24 de abril de 1924, a S.E. Palmeiras – que chamava-se Palestra Itália – junto com C.A. Paulistano, Esperia, Associação Cristã de Moços e Associação Atlética São Paulo fundaram a Federação Paulista de Basquete, a fim de organizar as primeiras competições interclubes.

Nestes primeiros tempos, o Palmeiras firmou-se como a primeira grande dinastia do basquete, ao vencer sete títulos paulista em apenas oito anos de atividades deste esporte, possibilitando grande impulso e desenvolvimento para o esporte na década de 20 e 30.

Este feito fez com que em 1934 a equipe principal de basquete masculino do Palmeiras representasse o Brasil no campeonato sul-americano de seleções disputado em Buenos Aires, na Argentina, onde obteve a honrosa terceira colocação.

Em 1935 o Verdão tornou a representar a seleção brasileira no sul-americano de seleções disputado no Rio de Janeiro, possibilitando ao Palmeiras ser um dos únicos clubes no país a conseguir tal feito, ou seja, representar o país em competições internacionais.

Neste período, criou-se uma expressão popular entre os torcedores palmeirenses: “É com o pé, é com a mão, o Palestra é Campeão!!!”, em alusão aos feitos gloriosos das equipes de futebol e basquete que reinaram absolutas nas competições esportivas das quais tomavam parte.

Em função da Segunda Guerra Mundial na década de 40, a diretoria do Palmeiras, pressionada pelas forças governamentais e seus regulamentos e leis, se viu obrigada a adequar-se a uma nova realidade, relegando muitos esportes amadores que já gozavam de tradição e glórias, entre os quais o basquete. Isto atrasou o progresso do esporte no clube, mas não apagou a chama de seus adeptos.
Sua retomada ao primeiro escalão do basquete nacional, ocorreu no fim da década de 50 início da década de 60, fruto de um trabalho árduo das diversas diretorias, perdurando num patamar de excelência esportiva até o início dos anos 80. Durante este período, venceu os principais títulos que disputou e revelou inúmeros atletas de destaque nacional.

Da década de 80 em diante, devido as transformações econômicas do país que afetaram diretamente a esfera esportiva, somado ao apoio restrito do setor privado, houve uma mudança de mentalidade na gestão do Basquete da S.E. Palmeiras, focando-se suas atenções num trabalho intensivo nas categorias de base do clube, a fim de formar novos talentos para o esporte.

No ranking das melhores equipes de basquete em todos os tempos divulgado no ano de 2002 pela Federação Paulista de Basquete em conjunto com a Confederação Brasileira de Basquete, a Sociedade Esportiva Palmeiras está entre os dez primeiros colocados.


ÍDOLOS

Grandes atletas nacionais e internacionais foram formados ou atuaram pelo Palmeiras nestes mais de 80 anos de atividades do basquete verde e branco. A seguir, uma breve relação destes grandes ídolos:

  • Oscar Américo Paolillo – década de 30 – foi o primeiro grande ídolo do Basquete Palmeirense que alcançou projeção nacional. Era o espelho de todo garoto que pensava em um dia ser jogador de basquete nos idos tempos. Sua contribuição e de sua família para o desenvolvimento deste esporte no Brasil é de um valor inestimável.

  • Claudio Mortari
    – década de 60 – foi outra ilustre personalidade que iniciou sua carreira como jogador no Palmeiras em 1961. Em 1969 tornou-se técnico das categorias Mini e Mirim do Verdão. Mortari está entre os maiores técnicos da história do esporte, bem como da Sociedade Esportiva Palmeiras.
  • Oscar Daniel Bezerra Schmidt – década de 70 – uma das maiores revelações da história do basquete da S.E. Palmeiras e do esporte nacional, o “mão santa” Oscar é reconhecido pelo “Hall of Fame” do basquete internacional nos Estados Unidos como o melhor jogador sul-americano e por todos os brasileiros como um dos principais ídolos da modalidade. Ingressou na categoria infantil do Palmeiras em 1974 quando tinha apenas 16 anos. Entre tantos feitos, sagrou-se Campeão Brasileiro em 1977 pelo clube.
  • Leandro Barbosa – década de 90 – Leandrinho, jogador da equipe norte-americana do Phoenix Suns e que hoje faz sucesso na NBA, principal liga de basquete no mundo, iniciou a sua carreira atuando nas fileiras do Palmeiras em 1999.

  • Carioquinha, Mosquito, Rosa Branca, Vitor, Ubiratan, Peninha, Renzo, Edson Bispo, Paulinho Vilas Boas, Zé Geraldo, Edvar Simões, Walter de Souza, Jathyr, Menon, Guido, Haddad, Paulinho, Chuí, Cadum, Marcel, Álvaro
    são outros tantos grandes nomes do esporte, que defenderam a equipe da Sociedade Esportiva Palmeiras ao longo dos tempos.

O atual técnico da seleção brasileira Aloiso “Lula” Ferreira trabalhou durante mais de uma década como treinador do Palmeiras revelando inúmeros talentos para o esporte brasileiro.

Moacir Biondi Daiuto, João Francisco Braz, Mario Amâncio, Wlamir Marques, Kanela
são outros grandes treinadores que trabalharam no Palmeiras e que deixaram legados preciosos para o basquete nacional.

TÍTULOS

O Departamento de Basquete do Palmeiras possui mais de 400 conquistas entre campeonatos, torneios e taças, nas mais diversas categorias desenvolvidas pelo clube nestes mais de 80 anos de atividade. Eis uma breve relação contendo as Principais Conquistas da S.E. Palmeiras na Categoria Masculina Adulta ao longo de sua existência:

Copa Interamericana de Basquete
1974

Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino
1977

Campeão do Torneio Rio São Paulo
1933, 1958, 1959, 1962 (invicto)

Campeonato Paulista de Basquete Masculino
1928, 1929, 1931, 1932, 1933, 1934 (invicto), 1935, 1958, 1972, 1974 (invicto), 1975, 1976

Campeonato Estadual de Basquete Masculino
1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1958, 1961, 1963, 1972, 1974

Torneio Início do Campeonato Paulista de Basquete Masculino
1930, 1931, 1933, 1934, 1935

Torneio de Preparação da FPB
1943, 1958, 1960, 1963, 1964, 1968, 1972, 1973, 1976, 1977

Campeonato Popular de Basquete da Gazeta Esportiva
1935

Torneio Jubileu de Prata de Londrina
1958

Torneio Eficiência Delfino Facchina
1960

Torneio Internacional Argentina-Uruguai
1966

Torneio Afonso Paulino
1967

Torneio de Aniversário da FPB
1976

GALERIA DE FOTOS

 
 

10 respostas em “A tradição do basquete na SE Palmeiras”

Gostaria muito se caso consiga foto do time de basket 1964/65 junto com categoria de cadete do mesmo do mesmo ano pois participei meu apelido pichulé

Sim Vicente, o Yader foi um grande jogador na sua época. Aliás toda a família Torlay sempre esteve presente no Hóquei/Patinação do Palmeiras, desde o Comendador Hiada que era tio do meu pai até meus primos que tem minha idade ou pouco mais velhos. O mesmo pode-se dizer dos Stinchi, meu avô jogou junto com o Comendador, meu pai jogou com o Yader e o Renato Torlay e eu joguei com o Yader jr. Ou seja 3 gerações patinando com a verde no peito. Sem falar na minha mãe que era patinadora do Periquitos em Revista nos anos 60/70 e a esposa do Yader que também era uma grande estrala dos Periquitos.

Infelizmente o Hóquei esta definhando em São Paulo, não tivemos renovação dos atletas, os mandatos desastrosos da Federação Paulista de Hóquei e Patinação + a chegada do Hoquei in Line praticamente acabaram com o Hóquei Tradicional.

Mas quem sabe, se voltarmos no Palmeiras, abrir uma escolinha pra molecada patinar, quem sabe…

Vicente, entra em contato por email comigo, gostaria de participar dessa conversa com o Belluzo se possível, aproveitaria e levaria o Yader (meu primo) e também o Karan (não sei se você conhece ele).

Caramba Giba e Luciano, eu aqui enrolando para tentar responder ao Giba já que minha ignorância no assunto me constrangia.

Quer dizer que Yader Torlay era um ídolo do hóquei? QUando encontrar o Belluzzo vou falar sobre esse esporte. Acho uma excelente ideia também turbiná-lo.

Gilberto Giangiulio Junior , eu como ex-praticante de Hóquei no Palmeiras, tenho que lhe informar que infelizmente o Yader Torlay ja faleceu a alguns anos. Ele era primo do meu pai.

Realmente , o Palmeiras precisa voltar a dar apoio aos esportes amadores. Nossa grandeza nunca foi somente o futebol. Lembro de minha vó comentando sobre o time de futebol de salão da década de 60 que era imbatível, além do basquete que minha família também está diretamente ligada( Mosquito é meu tio).

E o Hóquei, o que dizer? Meu avô jogou pelo Palmeiras, meu pai, meu tio, eu e meus primos.

Precisamos de nova mentalidade no esporte amador do Palmeiras. Parece que as coisas estão voltando ao eixo.

A questão do ovo da galinha: O Palmeiras abandonou o Bola ao Cesto porque este esporte entrou em decadência no Brasil ou este esporte entrou em decadência no Brasil porque o Palmeiras o abandonou?
O fato é que o Palmeiras era um dos sustentáculos desse esporte no Brasil, juntamente com Sirio, Francana e Monte-Líbano.
Para quem é aficcionado pelo Bola ao Cesto como eu, não poderia haver melhor notícia.
E já que é para resgatar tradições, que tal resgatar o futebol de salão (o primeiro grande esquadrão do Brasil neste esporte) e o hóquei sobre patins que deu entre outros dois dos maiores jogadores brasileiros na categoria: Teco, um grande ala e seu irmão Haroldo que precocemente nos deixou, um verdadeiro artista dos patins.
Vicente, Yader Torlay ainda circula pelas alamedas do Parque?

Lembrei de um fato importante. Há um atleta das categorias de base do clube, não vou me recordar a categoria ou o nome do mesmo, que foi por dois anos consecutivos o melhor jogador da categoria, sendo também o melhor jogador e cestinha da seleção brasileira da sua categoria. Sei disso pois o irmão dele joga comigo pela faculdade.
Depois eu descubro o nome dele e mando pra vocês.

O Palmeiras antes de mais nada é um clube de esportes. É uma Sociedade Esportiva. Não temos futebol no nome, apesar de ser a modalidade infinitamente mais conhecida e importante. A “ressurreição” de nosso basquete é simplesmente uma obrigação com a nossa história, já que o histórico apresentado acima dispensa comentários. Sempre fomos fortes além do basquete, no judô, vôlei, futsal, esgrima, atletismo e até no futebol de mesa. O Palmeiras é grande demais e merece ser forte em tudo.

Fico muito contente que o Palmeiras tenha times em outros esportes… É evidente que a maioria de nós torce e ama o Verdão pelo futebol, mas tenho ceretza que o nosso amor é pelo Palmeiras num todo e tudo que possamos ter destaque é ótimo ..
Na semana passada eu ví com muito destaque o caso da ginasta Jade Barbosa, jogada as traças no Flamengo, precisando vender camisetas para custear um tratamento médico.. porque o Palmeiras num ato de grandeza digno de nossa história não ”adota” essa garota ?? Não pelo fato de ser uma jogada de marketing, mas para ajudarmos uma atleta, no mundo do futebol onde os gastos são de milhões, o custo de tratamento desta atleta é irrisório e quem sabe ela recuperada não possa fazer do palemiras uma potencial na Ginastica Olimpica ?
Espero que alguém pense nisso, antes que ”aqueles lá” façam isso e joguem na nossa cara que o Departamento médico deles curou a ginasta…
Abraço

Valeu Bruno, corrigi o Esperia.

Quanto ao Leandrinho deixo para o Galuppo corrigir ok?

Abraços,

Vicente,
Gostei muito da matéria, sendo eu jogador de basquete.
Tenho duas correções a fazer. Esperia não tem acento, e o Leandrinho não começou a jogar pelo Palmeiras, ele já jogava antes pelo Esperia, seu primeiro clube. Depois foi para a SEP e posteriormente Bauro e P. Suns.

Fiquei sabendo que o Verdão terá um time da categoria adulto a partir do meio do ano.

Um abraço a todos

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