Adversários! Jamais inimigos.

Por Jota Christianini e José Ezequiel 
Imagens de palestrinos.sites.uol.com.br

 
Pode parecer impossível, mas Palmeiras e Corinthians, protagonistas do maior e mais tradicional clássico do futebol brasileiro, uniram-se em pelo menos quatro vezes, quando juntaram a tradição, a força e a história dos dois numa só camisa – camisa verde e calções preto.

No mais importante destes jogos o combinado representando o Brasil goleou a forte equipe argentina de Tucuman, jogo realizado no Estádio Palestra Itália.

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1º Jogo – 1917

Palestra Itália-Corinthians 2 x 0 Paulistano

O surgimento do Palestra vinha dividir o apoio e torcida dos mais
humildes, criou um certo ciúme no Corinthians um time quatro anos mais
velho e já com dois títulos paulista. O amistoso foi marcado para o
campo da Floresta, onde o Paulistano mandava suas partidas. O amistoso
teve cunho beneficente.

Data: 12 de outubro de 1917.
Local: Campo da Floresta.
Juiz: Odilon Penteado.
Gols: Américo 20 e Apparício 35 do primeiro tempo.

Palestra-Corinthians: Fiosi (PI), Grimaldi (PI) e Casimiro Gonzalez (C), Ciasca (C), Bianco (PI) e Luiz Fabbi (PI), Américo (C), Ministro (PI), Heitor (PI), Apparício (C) e Severino (PI).

Paulistano: Cunha Bueno, Carlito e Orlando, Sérgio, Gullo e Madureira, Agnello, Mário Seixas, Friedenreich, Mariano e Ulbrich.

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2º Jogo – 1929

Palestra Itália-Corinthians 5 x 0 Sírio

Quase 12 anos depois palestrinos e corintianos voltaram a se unir. Formavam a base da seleção paulista e este jogo serviu para treinar a
equipe que representaria o estado no campeonato brasileiro de seleções.

Data: 17 de fevereiro de 1929
Local: Parque Antártica
Juiz: Loschiavo

Gols: Rato, Petronilho, Rato e Heitor no 1º tempo; De Maria no 2º tempo.

Palestra-Corinthians: Rabelo (PI), Grané (C) e Del Debbio (C), Nerino (C), Gogliardo (PI) e Serafini (PI), Ministrinho (PI), Heitor (PI), Petronilho (convidado Sírio), Rato (C) e De Maria (C).

Sírio: Canhoto (Nascimento), Raphael e Padula, Arthur, Argentino e Feliciano, Caetano, Sancho, Alberto, Chiquinho e Farat.

3o. jogo 1930

Palestra Itália-Corinthians 5 x 2 Tucuman (Argentina)

Amistoso mais importante contra a Liga Tucuman da Argentina, numa tarde
chuvosa. Neste jogo Friedenreich atuou pelo combinado. O extroadinário
jogador atuaria pelo Palestra em amistosos no final de sua carreira.

Data: 30 de janeiro de 1930.
Local: Estádio Palestra Itália.
Juiz: Luiz “Feitiço” Mattoso.

Gols: Heitor 12′ e Martinez contra 20′ do 1º tempo; Heitor 5′, Jara 8′, Ministrinho 9′, Maidana 18′ e Heitor 40′ do 2º tempo.

Palestra-Corinthians: Tuffy (C), Grané (C) e Del Debbio (C), Pepe (PI), Gogliardo (PI) e Serafini (PI), Ministrinho (PI), Heitor (PI), Friedenreich (convidado São Paulo da Floresta), Rato (C) e De Maria (C).

Tucuman: Sanchez, Albert e Martinez, Ibañez, Ferreyra e Pacco, Jara, Rivarola, Maidana, Albernoz e Ruiz.

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4º Jogo – 1992
Palmeiras-Corinthians 2 x 1 Vasco-Flamengo

O Combinado só ressuscitou 62 anos depois, quando o Palestra já era
Palmeiras havia meio século. Os rivais se uniram para o amistoso no
Maracanã, promovido pela cervejaria Brahma e com renda revertida para
quatro entidades beneficentes.

O evento foi tratado como “O Jogo da Paz”. O combinado usou a camisa dos dois times, uma em cada tempo.

Data: 23 de janeiro de 1992.
Local: Maracanã.
Juiz: José Aparecido de Oliveira.

Gols: Paulo Sérgio 34′, do 1º tempo; Tupãzinho 14′, Bebeto 40′ do 2º tempo.

Palmeiras-Corinthians: Carlos (P) Ronaldo (C), Giba (C), Marcelo (C), Guinei (C) e Dida (P) Odair (P), César Sampaio (P), Wilson Mano (C) Erasmo (P), Neto (C) Tupãzino (C), Edu Marangon (P), Evair (P) e Paulo Sérgio (C). – Técnico Carlos Alberto Parreira

Vasco-Flamengo: Gilmar, Luiz Carlos Winck, Gottardo, Alexandre Torres e Eduardo (Piá), Charles Guerreiro e Júnior, Willian, Zinho Bebeto e Gaúcho.

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