Paulistão 2009 – Arbitragem Rodada 09

Por Danilo Cersosimo
 
Tomar o empate o empate no Derby com gol aos 47′ do segundo tempo nunca é bom – espero que tenha servido de aprendizado ao time do Palmeiras.

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Pênalti em Diego Souza: aos 3 minutos de jogo Diego Souza teria sofrido pênalti, mas fico com a sensação que tive na hora do lance – lembrando que o árbitro tem 1 segundo para decidir – e não marcaria a falta.

No lance seguinte, aos 4 minutos de jogo, um erro do bandeira ao assinalar mão na bola do Marcão sendo que a mesma havia batido claramente no peito – detalhe: o bandeira estava de frente para o lance!

Aos 8 minutos de jogo Marcão já havia cometido duas faltas duras… e aos 9’ ele comete outra e toma amarelo! Santa ingenuidade! Esse é o maior problema da equipe do Palmeiras na minha opinião: falta “sangue-frio”. E não me venham falar que é Derby e por isso os ânimos vaão lá em cima… o Marcão já jogou inúmeros GreNais, final de Libertadores, etc… Um zagueiro não pode cometer três faltas seguidas em 9 minutos! Ainda mais quando o atacante é o Jorge Henrique!

Aos 34’ é marcado impedimento de Capixaba num lance legal e que poderia representar algum perigo de gol – apesar da bola estar nos pés do Capixaba…

Aos 37′ falta de André Santos em Sandro Silva – idêntica à que gerou cartão amarelo ao Marcão; Cléber Abade não puniu o adversário.

Dois minutos depois Marcão comete outra falta dura para cartão, mas o Corinthians leva vantagem e o árbitro releva aquele que poderia ter sido o segundo cartão amarelo dele – e sua consequente expulsão.

Talvez fosse o calor mas o árbitro Cléber Abade estava extremamente omisso na parte disciplinar: aos 42’ Chicão dá uma cotovelada em Sandro Silva e sequer é advertido com o cartão amarelo – para Arnaldo César Coelho o culpado pelo lance da cotovelada foi o agredido Sandro Silva, por ter agarrado o jogador corinthiano…

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Aos 8’ do segundo tempo Diego Souza é derrubado com falta em contra-ataque em direção ao gol – o árbitro marca a falta mas não pune o defensor com cartão amarelo.

Aos 13’ o árbitro aplica um exagerado cartão amarelo ao Mauricio Ramos – de fato achei a arbitragem muito rigorosa com alguns jogadores do Palmeiras.

Já aos 17’ o falastrão Escudero recebe um merecidíssimo cartão amarelo por uma entrada ríspida em Capixaba.

O mesmo Capixaba foi punido com cartão amarelo aos 35’ por uma falta inexistente em Dentinho – esse cartão lhe custaria a expulsão 10 minutos depois e um lance normal de jogo – o árbitro foi muito severo com o Palmeiras nesse sentido.

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Reclamou-se exageradamente de uma suposta falta em Pablo Armero em lance que viria a originar o escanteio do gol de empate. Eu particularmente não vi falta no lance e penso que time que quer ser campeão não pode se apoiar neste tipo de lance para reclamar do resultado – jogador tem que ficar em pé nas divididas, especialmente aos 45 do segundo tempo.

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Também não achei os acréscimos do árbitro exagerados – pode parecer boa vontade com o adversário, sem dúvida, mas esse não é o maior problema de uma arbitragem – time grande tem que saber conviver com isso, oras!

Penso que o árbitro Cléber Abade não foi bem, mas o maior responsável pelo resultado é o próprio Palmeiras, por não ter o sangue frio de matar o jogo.

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Luxa: concordei inteiramente com a escalação no início do jogo mas não gostei das alterações. Achei que o Sandro Silva não deveria ter saído, a não ser que estivesse cansado. Tirar o K9 para colocar o Marquinhos para ganhar tempo, sem ritmo, frio, etc também foi desnecessário – se era pra mexer que colocasse mais um defensor para espanar a bola lá atrás.

De um modo geral achei que o time jogou bem, mais consistente e equilibrado – a vitória não veio por detalhes e pela imaturidade do time (já escancarada ante o Colo-Colo). Apesar de tudo, sinto que começamos a ganhar do Sport ontem… que é o que importa neste momento.

Mas o pior é ter que aguentar o chilique do Luxa no final do jogo, seus comentários sobre ética e mais uma vez cair matando sobre o Coronel Marinho – mesmo que ele tenha razão esse papel cabe somente à diretoria. Ao se comportar dessa maneira revela um desequilíbrio exagerado por ter tomado um empate no final do jogo e tenta encobrir os erros táticos-técnicos-emocionais do time com esse tipo de postura.

Mais trabalho e menos polêmica, esse deveria ser o lema…