A Corneta do Cunio – Ainda vislumbrando o nariz

Por Alberto Cunio

Tsunami alviverde, antes que muita gente arranque a corneta de mim e dê com ela na minha cabeça, devo reiterar uma coisa: o objetivo maior desta coluna, que é o de representar a irriquieta e exigente massa palmeirense, teve na semana passada um exemplo de como amamos este clube. As discussões aqui desenvolvidas foram realmente muito interessantes e mostraram efetivamente que “cornetear”, na acepção de nossa torcida, nada tem a ver com “turma do amendoim”, reclamar por reclamar, ou simplesmente azucrinar a vida alheia. Tem a ver sim com discutir em prol do êxito de nosso clube.

Passada uma semana em que 100% dos objetivos foram alcançados, não importando os meios, temos a famosa situação da “faca e o queijo nas mãos”. Pois bem, quem tem medo de leão, que vá ao zoológico e não se meta a besta de fazer safari. E nós mostramos que não somos de visitar zoológico. Quando fomos incisivos nas críticas ao nosso comandante VL, o fizemos porque temos a certeza de sua competência e de que ele sabe sair de saias justas como a de quarta-feira contra o Gatinho de Madame na Ilha das Cobras. Basta que ele coloque em prática suas habilidades. Ninguém certamente mudou de opinião e passará das pedras aos confetes. Ouvi após o jogo algumas estatísticas que vão de encontro ao resultado e ao que debatemos ao longo dos últimos dias: fizemos o dobro de faltas (16 a 31), Ciro foi o mais caçado em campo (6 faltas sofridas) e nossa eficiência em finalizações foi de 80%. Pronto. Isto é Libertadores da América. Defesa chegando junto, marcação dura no melhor jogador adversário, competência na hora de concluir. Eis o resultado: festa no chiqueiro.

Fazendo um aparte, louvemos também o grande dirigente que tomou a presidência de nosso clube e se fez valer de suas prerrogativas para mostrar quando um líder deve interceder em favor do grupo. Levou um punhado de palavras para os vestiários e recebeu de volta uma vitória da raça, do crédito e da coragem.

Pois é, diante da desconfiança geral, ainda consigo ver o nariz acima da linha d’água. Respiramos e bem na Libertadores. Não tem ninguém morto aqui. Externo, porém, minha preocupação com dois jogadores que bem poderiam ter colocado uma mesa de bilhar no campo em Recife e disputado uma melhor de 5 ao longo dos 90 minutos. Ia dar na mesma. Refiro-me aos alfanuméricos K-9 e CX-10, que sinceramente, não sei em que frequência estão tocando a música. Graças ao “dentes-de-aço” DS que gosta só de músculo e coxão duro, não precisamos na ocasião de mais ninguém para abocanhar a rapadura.

Amanhã começamos uma nova etapa da escalada rumo ao bi regional, aquele torneiozinho que o pessoal do outro lado do muro insiste em dizer que não vale nada (mas se matam para ganhar). Saiamos do safari e vamos para a pesca submarina. Está com cara de barba e cabelo de sábado a sábado. E com o DS nas alturas de novo, vamos malhar o Judas Caiçara!

Darei um refresco esta semana em nossa comunidade para largar uma CORNETEADA BRABA nas duas orelhas do Sr. Guilherme Beltrão, vice de futebol do Barueri do Nordeste (este apelido roubado de nossos fantásticos colaboradores do 3VV). Quis levar a coisa para o pessoal e esqueceu-se de botar seu time para jogar bola. E vai apanhar de novo.

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