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Ainda sobre os direitos de imagem

Por Emerson Prebianchi

Continuamos hoje a discutir por aqui sobre o contrato de
cessão de direito de imagem firmado entre o atleta e o clube de futebol.

No post da semana passada pudemos chegar ao consenso de que
o contrato de concessão de direito de imagem é uma forma de parcelar o salário
do atleta e todos concordamos que este tipo de contratação não passa de uma
espécie de planejamento tributário acordado entre o pagador e o beneficiário do
pagamento.

O fato é que uma vez
instituído o contrato de utilização da imagem do atleta, esta imagem deve estar
sempre ligada ao clube pagador, pelo menos enquanto o contrato estiver vigente.
Ou alguém discorda disto?!

Pois bem: a partir desta premissa surge uma nova questão: EXISTINDO
O DIREITO DE USO DE IMAGEM POR QUE O JOGADOR DE FUTEBOL SEMPRE APARECE NOS
PROGRAMAS DE ESPORTE COM CAMISAS E BONÉS DE PATROCINADORES PESSOAIS?

Parece evidente que o contrato firmado vincula a imagem do
atleta à marca do clube e por isso deveríamos ver nos programas esportivos os
atletas pelo menos com alguma peça do seu vestuário relacionado ao clube e seus
patrocinadores. O problema é que na prática poucas vezes vemos isto.

O raro exemplo positivo dessa utilização é o Santo goleiro
palmeirense, pois é comum assistirmos Marcos em programas de televisão com a
camisa do Palmeiras e/ou com o boné oficial do clube.

Mas exceto por Marcos e alguns raros atletas de futebol, a
exposição das marcas dos patrocinadores e do fornecedor de material esportivo
deixa de ser feita nos momentos em que o atleta representa seu clube em
programas esportivos. No mundo do futebol com gestão profissional isso é no
mínimo constrangedor.

Em tempo: em esportes considerados “amadores” (atletismo,
natação), ou mesmo no ultra-profissionalizado automobilismo do “Schummi” (na foto) essa regra do atleta expor a marca de seus patrocinadores é mais do
que respeitada.

Gostaríamos muito de saber o que pensa o amigo do 3VV sobre este
tema.

***

Enfim parece que a imprensa entendeu o que já pregamos por
aqui há algum tempo.

É certo que precisou acontecer um dos absurdos dos tribunais
com o time situado na Marginal s/ número para que começassem a divulgar o
assunto, mas depois da punição aplicada a Dentinho e da ameaça de punição a
Ronaldo com base em imagem de televisão em lance acompanhado pela arbitragem,
parece que vai haver uma maior cobrança sobre esse tipo de denúncia e
julgamento.

Quem lembra o quanto pedimos esse tipo de matéria na
imprensa aberta a respeito das injustiças cometidas contra Diego Souza e Kleber
que cansaram de ser punidos dessa mesma forma no ano passado!?

Vamos ver qual vai ser a postura de agora por diante….

Saudações alviverdes!

9 respostas em “Ainda sobre os direitos de imagem”

Eu acho que, como muitas coisas que acontecem no futebol, o problema é de assessoria ou contratos mal assinados.

Vou dar um exemplo: É difícil separar se um jogador que está em um programa esportivo, é chamado para participar sendo o jogador fulano ou o jogador fulano do Palmeiras.

Vamos supor que o Wendel vá no programa do Milton Neves. Obviamente ele seria convidado por ser um jogador que vem desempenhando papel fundamental no Palmeiras, etc. Jamais chamariam o Wendel por si só. Já no caso de atletas como Ronaldo, por exemplo, é diferente. Se o Ronaldo é convidado para ir no Debate Bola, obviamente foi convidado por ser um craque, astro do futebol, que por sinal está passando por um bom momento no Corinthians.

Utilizando estes dois exemplos, é muito mais normal o Wendel ir com alguma roupa do Palmeiras, e o Ronaldo ir “comum”. Mas, assim como é normal, os dois são profissionais sob contrato de um clube.

Acredito que estes pequenos detalhes pesam e muito no valor dos contratos profissionais dos clubes. Tenho certeza que, com uma maior presença da assessoria de imprensa do clube, exigindo que os jogadores “vistam a camisa” em qualquer tipo de aparição em imprensa, conseguiriamos um valor maior da Adidas.

Este mesmo exemplo pode ser visto em clubes europeus, nos quais fazem suas viagens internacionais (por ex: Champions League) uniformizados de terno. Aposto que por trás de clubes como Milan, Barcelona, Real, Man Utd, existam empresas como Armani, Hugo Boss, etc.

Com certeza o clube deveria aproveitar este fato, mas explora muito pouco

Caros,

Não concordo com essa questão. Marcos tem patrocínio da Kappa e eu já o vi com bonés da Rat Boy, empresa que costuma vestir jogadores de futebol ou que, pelo menos, representa o gosto de muitos deles.

O Atleta recebe direito de imagem pois aparece constantemente em programas de Tv e durante transmissão de jogos. Essa é a natureza do pagamento de direitos de imagem. Se um aluno puder filmar um professor dentro de sala de aula, o professor tem direito a receber direitos de imagem. O Aluno pode circular com a imagem e compartilhar com quem quiser, contanto que não a denigra nem transforme-a em objeto de chacota, pois isso gera ação civil.

Se os clubes estiverem interessados no fato de seus jogadores mostrarem a marca Palmeiras, ou Bambis, ou Gambás, ou qualquer que seja o tipo, terão pagar o jogador como se este fosse uma placa de publicidade. É muita degradação do ser humano. Todos tem o direito de se vestirem como bem entenderem quando estiverem fora de suas profissões. Quando se obriga um jogador de futebol a utilizar uma camisa pólo, um boné, um calcão, ou qualquer artigo vestuário, estamos cerceando a liberdade do atleta. Já não basta que este fique longe de sua família e sacrifique seu convívio social por causa de seu trabalho? Muitos podem dizer que o salário compensa essa perda, mas eu digo que o salário também é motivo de não se pagar direitos de imagem a um atleta para que este use a marca do clube. Vejam, por exemplo, o caso de Edmílson. Ganha 200 mil reais por mês mais luvas milionárias. Pagar valores adicionais para a realização de tal tarefa, é pedir para que os clubes quebrem de vez. A propaganda e a divulgação não são matérias que dão retorno certo e imediato a um clube. O que gera retorno certo e imediato é a conquista de títulos!

Os clubes tem mesmo que exigir e FORNECER material para os jogadores se apresentarem nos programas de TV. O problema eh que os mesa-redonda da vida, são em horarios considerados “de folga”, o que poe em duvida a obrigatoriedade dessa pratica.

Mas o PALMEIRAS tem que fazer sempre o que acabou de fazer. Tem que fazer mais desses videos promocionais. Tanto para promover patrocinador, qt para promover ideias do clube, convocar torcida. Pelo menos 1 comercial por semestre deve ser feito.

Somatória de vários fatores…

– Mau uso do direito de imagem…. o foco é apenas na redução da carga tributária.

– Pouca imposição de quem paga… ou seja, o clube.

– Ignorância ou falta de respeito dos jogadores.

Como já foi exposto, o tal contrato de imagem é só uma maneira do clube pagar menos imposto ao contratar o atleta. O Palmeiras, por exemplo, poderia aproveitar muito mais o Marcos, o Diego Souza e o Pierre para promover o clube.

Assisti varias vezes o Marcos em programas de televisão com a camisa do Palmeiras e/ou com o boné oficial do clube, mas ele tambem tem um contrato com a TOPPER e já foi a programas esportivos com esta marca. Em tempo, a TOPPER fará uma camiseta comemorativa com o vínculo do número 12 com São Marcos, a assinatura do santo estará a altura do peito no lado direito e trará escrito todos os títulos que o sua santidade conquistou para o Palmeiras. .

Assisti varias vezes o Marcos em programas de televisão com a camisa do Palmeiras e/ou com o boné oficial do clube, mas ele tambem tem um contrato com a TOPPER e já foi a programas esportivos com esta marca. Em tempo, a TOPPER fará uma camiseta comemorativa com o vínculo do número 12 com São Marcos, a assinatura do santo estará a altura do peito no lado direito e trará escrito todos os títulos que o sua santidade conquistou para o Palmeiras. .

Mas exceto por Marcos e alguns raros atletas de futebol, a exposição das marcas dos patrocinadores e do fornecedor de material esportivo deixa de ser feita nos momentos em que o atleta representa seu clube em programas esportivos. No mundo do futebol com gestão profissional isso é no mínimo constrangedor.

Concordo plenamente, como disse no tópico anterior sobre o tema, os clubes devem fazer valer os contratos e aumentar a exposição da sua marca quando os jogadores vão a programas esportivos, por exemplo.

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