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Direto da Fonte

Marcos comemora 17 anos de estreia

O último treino do Palmeiras na manhã deste sábado (16), antes da
viagem para Porto Alegre, foi marcado pela descontração. O goleiro
Marcos, que comemora 17 anos de sua estreia como profissional no
clube, recebeu um bolo para comemorar a data.

O primeiro jogo de Marcos aconteceu num amistoso contra a Esportiva
de Guaratinguetá, em Guaratiguetá. Naquela tarde de 16 de maio de
1992, Marcos, ainda com cabelo, atuou os 90 minutos na vitória de
4×0.

“Sinceramente, não lembro de muita coisa daquele jogo (risos). Mas
foi uma emoção diferente. O Nelsinho [Baptista, treinador da época],
me deu muita moral e disse que queria me avaliar, pois eu estava
treinando bem. Eu era o quarto goleiro, e só de estar treinando no
time profissional já era motivo de orgulho e responsabilidade.”

Na época, Marcos era conhecido como Marcos Roberto. Tinha 19 anos e
mal sabia a trajetória que teria no gol do Palmeiras.

“Eu era um goleiro cheio de sonhos, como qualquer atleta em início
de carreira. Quando saí de Oriente, já era palmeirense e tinha o
Velloso como ídolo. Minhas pernas balançavam quando vi ele pela
primeira vez.”

O gerente de futebol do Verdão, Toninho Cecílio, estava no primeiro
jogo de Marcos. Fez inclusive um dos gols do jogo. E destaca que
Marcos, então com 19 anos, não mudou de postura 17 anos depois.

“Ele perdeu cabelo e ganhou muita experiência (risos). Mas uma coisa
eu posso dizer com bastante sinceridade. O Marcos sempre foi essa
pessoa simples, mas com personalidade. Um jogador e uma pessoa de
caráter, responsabilidade e muita dedicação dentro e fora de campo.
Por isso ele conquistou as coisas que sempre almejou.”

O técnico Vanderlei Luxemburgo, que colocou Marcos para jogar em
1996, e depois acreditou no retorno do goleiro em 2008, afirmou que
não é responsável pelo status de ídolo que o camisa 12 carrega até
hoje.

“O Marcos tem identidade e estrela própria. Eu não tenho
participação nenhuma, apenas acreditei no potencial dele”, disse,
após ser perguntado pelos repórteres. “Ele é uma pessoa que não dá
para medir palavras. É um gigante, que cresce em decisões. Um líder
natural e merecedor de tudo o que já conquistou.”

Já o consultor técnico Valdir Joaquim de Moraes, preparador de
goleiros de Marcos em 1993 e 1994, e depois em 1996, conta que
Marcos venceu no Verdão porque sempre acreditou no seu potencial.

“O Palmeiras tem uma escola de goleiros. É uma tradição que vem de
décadas, e só quem assume essa posição sabe o quanto é difícil jogar
anos e anos como titular. O Marcos se sobresaiu, não apenas por ser
diferenciado debaixo da trave, mas pelo caráter e pelo
comprometimento que sempre teve na vida profissional.”

Para Marcos, o jogo de domingo, contra o Inter, é tão importante
quanto o primeiro e os outros 431 que já fez com a camisa do
Palmeiras.

“O próximo jogo é sempre o mais importante. Enquanto eu estiver
atuando, preciso sempre mostrar um algo a mais e fazer o meu dever.
Enquanto existir motivação, vou lutar e dar a vida em campo. Pelo
Palmeiras, pelos meus familiares e por mim.”

Marcos é o 15o. atleta a vestir mais vezes a camisa do clube [Ademir
da Guia é o primeiro, com 901 jogos], e o 4o. goleiro que mais vezes
defendeu o Verdão [está atrás de Leão, com 671; Valdir, com 482, e
Velloso, com 455].

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