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O volante Souza

Por Vicente Criscio

     

Elierce Barbosa de Souza, 21 anos, nasceu em Posse, Goiás, em 8 de março de 1988.
Mas pode chamar de Souza. 

Filho do “seo” Diomauro (vascaíno e palmeirense, de acordo com o jogador) e da Dona Marli, está há um ano no Palmeiras. Souza fez sua estreia no jogo Palmeiras 3×2 Ponte Preta desse ano.  Falei 5 minutos com o jogador. Foi uma entrevista rápida, parte dela acompanhado de outros jornalistas.

A primeira impressão é de estar conversando com um pós adolescente. Aparelho (verde) nos dentes, olhar meio desconfiado, Souza é um garoto muito simples. E como a maioria dos garotos que saem do interiorzão do Brasil para os grandes centros, teve uma infância difícil, ajudando o pai na lavoura. Depois foi tentar a vida como jogador, passou dificuldades na mão de empresários mas chegou ao Palmeiras através da indicação de um treinador de categorias de base que trabalhava em Brasília.

E apesar do histórico e da pouca idade, respondeu as perguntas de forma direta, sem rodeios, sem procurar palavras difíceis. Não se deslumbra com a notoriedade relâmpago – hoje era o mais procurado para as entrevistas – e manteve sempre o jeito simples de encarar as coisas da vida, assim como encarou o Colo Colo.

Acompanhe aqui os principais trechos da entrevista:

Quando começou a jogar

Souza: Jogava em Posse, no interior de Goiás. Não tinha time profissional. Eu jogava em times amadores. Isso aos 17 anos de idade. Depois fui prá Brasília. E lá joguei em vários clubes em categorias de base.

Da infância pobre
S: era uma época difícil. Cheguei a jogar para um empresário que prometia casa, comida. Cheguei lá e não tinha dinheiro prá nada. Às vezes passava o dia só com um café.

Preferência para jogar

S: Joguei como meia, mas como eu sabia marcar bem o treinador na época me afastou para ficar de volante. Mas prefiro atuar como segundo volante.

Como veio para o Verdão
S: Fui indicado pelo Weber de Brasília. Aí vim para cá, fiz um teste e o pessoal gostou.
Fiz um contrato de 4 anos (até maio de 2012).
Quem é o empresário?
S: Gilmar Rinaldi.

Como foi o primeiro contato com o Vanderlei?
S: Primeiro contato foi um treino dos juniores contra os profissionais.
Foi elogiado pelo técnico?
S: Não falou nada… depois os jogadores comentaram que ele gostou.
Mas teve uma história dos jogadores te indicarem?
S: Falaram na preleção, do jogo do Colo Colo. O “seo” Vanderlei falou que o grupo confiava em mim, que eles tinham me indicado para entrar no elenco. Falaram prá ele: “aproveita o garoto que é bom!”.  E o “seo” Vanderlei deu uma força, disse que o grupo e ele confivam em mim.
E aí?
S: Aí tive que entrar em campo e jogar (rsrsrs)…

Sobre jogar contra o Colo Colo
Deu um frio na barriga entrar em campo contra o Colo Colo?
S: Difícil quem não tem um frio na barriga. Mas eu joguei tranquilo. A gente tinha treinado. Eu já esperava que podia entrar.
Mas ficou sabendo prá valer na preleção.
S: Foi, foi na preleção.
E quando o time ficou com um a menos e sem o Pierre. Você teve que correr mais?
S: Todo mundo teve que correr mais, o time todo. Mesmo quando o Marcão foi expulso o time não caiu, a gente não se abateu.
Vocês ainda acreditavam na vitória?
S: A gente entrou confiante. A gente sabia que não podia tomar gol e que o Keirrison, o Cleiton Xavier iam fazer. A gente sabia que poderia conseguir a vitória.

Quem preocupa mais para o jogo com o Sport
S: Ciro, é perigoso, é mais rápido. Mas na minha função tenho que pegar mais o P. Baier.

O que projeta para a carreira
S: Tenho contrato até 2012. Quero muito jogar um campeonato brasileiro, quero ser titular. Então primeiro tenho que conseguir o objetivo de ser titular. Prá isso tenho sempre que estar preparado.

É isso aí. Se o garoto encarar os Ciros e os Riquelmes da mesma forma que encarou Barríos e um bando de jornalistas e figurantes (o figurante era eu), podemos ficar mais tranquilos no meio-campo.

Boa sorte ao garoto… e muito juízo porque a jornada é tortuosa e longa.

Saudações Alviverdes!

Crédito para as fotos: www.terceiraviaverdao.com.br

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