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DROPS 18/06/09: desculpem o atraso; e reflexões!

POR VICENTE CRISCIO

ANTES DE MAIS NADA, O QUE NÓS PREGAMOS AQUI:

Seja
quente ou seja frio, não seja  morno que
eu te vomito.

Carta de Laudicéia da Bíblia.

PRIMEIRO LUGAR

Não há palmeirense verdadeiro que nesta noite tenha sido indiferente à desclassificação.
Mas a reação foi mais dramática do que eu imaginava.

O que podemos apreender disso tudo?

BREVE RETROSPECTIVA

No final de 2007 a SE Palmeiras anunciou Vanderlei Luxemburgo substituindo Caio Jr. A grande maioria dos palmeirenses aprovou.

Luxemburgo liderou a equipe que voltaria a dar um título para o palmeirense. Paulistinha ou Paulistão o Palmeiras foi campeão e tirou um peso enorme das costas do torcedor e do clube.

E todo mundo gostou.

MAS DEPOIS…

O Brasileiro-2008 não era uma obrigação. O time ainda estava na ressaca do Paulista. Mas a eliminação precoce da Copa do Brasil aliada à desclassificação um tanto deprimente da sulamericana – com o treinador comentando o jogo na Globo enquanto o auxiliar técnico comandava o time na Argentina – deixaram os palmeirenses mais que desconfiados: irados!

E com razão.

FIM DE CAMPEONATO MELANCÓLICO

O Palmeiras não só perdeu o título Brasileiro de 2008 – depois de assumir a ponta tirando alguns pontos de vantagem do Grêmio – mas perdeu o rumo: viu o rival de muro ser campeão, e passou para a seletiva da Libertadores com uma derrota melancólica contra o Botafogo no Palestra e contando com a ajuda de Caio Jr.

Ironia das ironias…

TIME NOVO

O time foi completamente desmantelado. A Diretoria de Futebol justifica que muitas apostas de jogadores não vingaram (tanto que são reservas em seus atuais clubes: A. Mineiro, E. Granja, Leandro, …).

Um novo time foi formado. Alguns atletas foram abordados mas não vieram.

O fato é: 10 anos depois da 1a Libertadores, com uma comissão técnica renomada, com uma parceira que trouxe as principais revelações do Brasileirão 2008, a Libertadores 2009 era a prioridade na cabeça do Palmeirense.

Talvez não fosse na cabeça da comissão técnica que informava que este time estava em formação.

E o palmeirense perguntou: mas de novo?


CONTRA-MÃO DAS EXPECTATIVAS

Mas a expectativa para 2009 era ruim. Keirrison vem ou não? Jogar com Potosí? será que vamos passar?

O Palmeiras começou o ano de forma alucinante e assim foi a expectativa palmeirense. Saímos do modo de DESCONFIANÇA para o modo EUFORIA sem escalas.

Quem bateria esse time?


CAIA NA REAL

O Palmeirense caiu na real depois de duas derrotas nas duas primeiras partidas. E a Libertadores pro palmeirense já estava perdida.

Fomos da EUFORIA à DEPRESSÃO em 180 minutos e menos de 3 meses de temporada.

PORÉM, AHHHH PORÉM….

Bastaram: uma vitória mágica em Recife; um primeiro tempo quase perfeito em Santiago do Chile com direito a gol aos 42 do 2o tempo de C. Xavier; e Marcos nos salvando nos pênaltis em Recife;

E o palmeirense voltou ao modo EUFORIA.

Só o futebol proporciona essas coisas!

17 DE JUNHO

Antes, 28 de maio, a luz amarela acendeu: empatamos com o limitadíssimo time do Nacional em pleno Palestra Itália.

Mas para quem ganhou daquele Sport de Nelsinho no inferno do Retiro e para quem mandou os chilenos catarem cobre dentro de Santiago, vencer o Nacional no pasto do Centenário era fácil.

E dava! Não fosse um juiz fraco e os velhos problemas de incapacidade de matar o jogo. Problemas que, diga-se de passagem, estiveram presentes praticamente o ano todo.

E voltamos à depressão profunda.

Convenhamos, são muitas idas e vindas para uma torcida em tão pouco tempo.

JUSTIÇA SEJA FEITA

Bem lembrou o Cunio, desta vez sem corneta: o que aconteceu nesta quarta-feira é resultado de um processo. Durante os 90 minutos os jogadores – e mesmo o técnico – fizeram a sua parte. Correram, se dedicaram, colocaram a perna nas divididas.

Tentaram superar suas limitações. Até mesmo Obina, que perdeu dois gols, mas poucos lembram que ele estava lá, tentando.

Até mesmo Marcos, que se faz o gol no final do jogo não seria mais canonizado: seria endeusado.

Mas o esforço foi em vão e o time perdeu. Isso é o que entrará para a história.

E O QUE A TORCIDA QUER?

Torcida do maior ticket médio do ano; das 66 mil camisas em um dia; do apoio incondicional nas arquibancadas; e também que xinga nas numeradas cobertas.

Essa torcida tem algo em comum: ela não é morna! Ela é quente como o sangue dos oriundi que fundaram o Palestra Itália.

Essa torcida não gosta de olhar para os olhos brilhando dos filhos depois de mais uma derrota. Já encheu o saco!

Tenho dois, graças a Deus já consolidados e mais velhos, mas que igualmente sofrem com o Verdão, mais do que eu, que já estou calejado e com o fígado blindado por sei lá o quê.

Então a torcida não quer apenas um Paulista a cada 9 anos. A torcida que um Brasileiro disputado até a última rodada. Quer ir a uma final de Libertadores e ouvir o bordão “o Palmeiras é Brasil nessa Libertadores”. Porque se chegar, uma hora vai ganhar.

O problema é não chegar…

Com meus mais de 40 anos de palestrinidade e lendo os milhares de comentários que leio todo mês aqui no 3VV tenho certeza que ganhar ou perder será apenas um detalhe. Tem que chegar e disputar prá ganhar.

Porque se assim for, algumas vamos ganhar e outras vamos perder.

Mas não é isso que estamos vendo…

E AGORA?

Agora cabe recolher os cacos: se os gestores do futebol agirem com a
emoção trocarão de técnico e elenco a cada duas partidas. E isso seguramente seria errado e não
estaria gerando valor para o clube no longo prazo.

Por outro lado, se agirem de forma autista achando que tudo está bem,
estarão errando na mesma  proporção. Até porque o tempo é implacável. Este fim de semana teremos a R07 e quase 20% do Campeonato Brasileiro terá ido para o ralo.

Não é uma ciência exata. Mas se o profissionalismo no negócio futebol chegou, modelos e planejamentos têm que ser revistos, principalmente se os “acionistas” ou principais interessados nesta cadeia de valor não estão satisfeitos ou não enxergam um futuro próximo promissor.

Você está satisfeito? Está otimista com um futuro próximo?

Com a palavra quem decide!

Saudações Alviverdes!

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