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Super homens ou super normais?

POR JOTA CHRISTIANINI

Li, escrito pelo Manoel Gomes, da comunidade palmeirense do
Orkut, um texto que considero mais que um causo, uma reflexão sobre nossos herói. 

Manoel inspirou-se no livro Contos de Batman, de vários
autores, onde até Isaac Asimov escreveu lá.

Leiamos:

Numa caverna super protegida aqueles que conheciam tudo dos
super heróis modernos – Bruce Wayne, Clarck Kent e outros – discutiam;

Eram super-homens ou heróis super normais?

Exemplificavam:

Sempre houve personagens como Hércules, Aquiles Gilgamesh, Tristão
(…) Há cerca de meio século vimos o surgimento de Conan, de Robert Howard, na
forma de uma lenda moderna. Todos esses heróis são incomparavelmente mais
fortes do que qualquer um de nós, pobres mortais. Mas não são divinos. Eles
podem ser feridos, e até mesmo mortos. E é o que normalmente acaba acontecendo.

Discordavam:

Mas na Ilíada os deuses podiam ser feridos. Ares e Afrodite
foram feridos por Diomedes …

Replicavam: Não podemos negar a Homero algumas liberdades.
Mas compare, digamos, Hércules com Super-Homem. O Super-Homem tem olhar de
raio-x, voa no espaço sem qualquer protecão, consegue mover-se mais rápido que
a luz. Nada disso acontece a Hércules. Mas com os poderes do Super-Homem, onde
fica a emoção? Onde fica o suspense? Aliás,  onde fica a justiça? Ele luta contra insetos
humanos que são menos para ele do que um besourinho é para mim. Como posso ter
orgulho de tirar um besourinho do meu pulso com um peteleco?



E daí?

E daí? E o nosso Palmeiras, o que tem com tudo isso?

Daí que nossa história não tem homens sobrenaturais. Tem homens super normais
que lutaram, que foram feridos, que venceram e 
que efetivamente construíram a grandeza deste clube.

Daí que foram homens que não tinham super poderes.

Que machucavam as mãos, como Oberdan; que choravam ou exalavam
garra como Jair Rosa Pinto; que gladiavam como Dudu ou Waldemar Carabina.

 

Que eram vaiados, xingados e depois aplaudidos como Julinho Botelho.  

Que eram perseguidos e xingados, como Galeano, que nunca
desistiu!

Que choram no vestiário antes dos jogos, dizendo que
quebrariam a própria perna se fosse necessário, como nosso santo São Marcos.

Amigos, quando estiverem no estádio lembrem-se que ali
teremos 11 guerreiros de verde, mas são pessoas normais. Sofrem, sentem dor,
sentem fome, ficam depressivos, precisam de apoio.

E se superam, como aquele rapaz filho do vento, Euler. Ou
como Cleiton Xavier no Chile; ou como Diego Souza em Recife, ou como São Marcos
nos pênaltis. Ou como Pierre que sofre com problemas particulares mas está lá,
com a segunda pele.



Olhem para os olhos de cada jogador. Verão em quase todos a
vontade de vencer! A vontade de honrar a história da Sociedade Esportiva
Palmeiras.

E não esqueçam daqueles que já pararam. Nunca! Respeitem a história, conheçam a
história, recontem a mesma história, como faz brilhantemente nossos amigos
historiadores. Criem a aura mística mas nunca esqueçam que todos eram humanos.

Aqui, hoje e sempre, somos Palmeiras.

Amigos, até nisso o Palmeiras é diferente.

Porque é o único clube  deste planeta, quiçá do Universo, a ter um
jogador humano mas chamado de divino.


Jota Christianini é Diretor do Departamento de
Acervo e História da SE Palmeiras e – agora – escreve
todas as 5as feiras no 3VV.

15 respostas em “Super homens ou super normais?”

Jota.. parabéns por ter postado esse texto maravilhoso do Manuel…

Seus causos são fantásticos, mas você, ao ter a sensibilidade de postar um texto que não é seu devido à beleza nele contida, só me faz mais sua fã ainda…

Tive a honra de conhecê-lo pessoalmente, assim como ao Manuel, e vejo em vocês pessoas apaixonadíssimas pelo Palmeiras.. e isso me deixa mais orgulhosa ao dizer que sou Palestrina, uma vez que nós, Palmeirenses, somos maravilhosamente representados por pessoas fantásticas como vocês!!!

Parabéns e muito sucesso sempre!!! =)

Belo texto mais uma vez Jota! E parabéns a você e a todos os envolvidos na exposição sobre o Julinho Botelho.

O texto é maravilhoso. Seria bom se todos os torcedores que vão ao estádio lessem e assimilassem a mensagem.

É por isto que eu falo temos que apoiar sempre e vamos nos unir pois acredito na classificação do verdão

Adoro o K9,vejo nele muito potencial,mas é meu direito achar que alguns não merecem a alcunha da fama.

QUE TESTO FOI ESSE.
DEVE-SE PASSAR AOS JOGADORES.
NÃO CRITICAREI MAIS NENHUM JOGADOR…

Por isso que digo e repito. O k9 não merece as vaias e sim compreensão. Nosso time não tem esquema graças ao professor aloprado. Não vamos queimar o menino. Mano Menezes já. Abraços.

Sou suspeita para falar do Manuel. É uma pessoa que admiro profundamente, infinitamente. Quem acompanha a comunidade do Palmeiras no orkut, a 15532, sabe quem ele é e como escreve com a alma, com paixão.

Ele é um exemplo pra mim. Alguém que nos ajuda sempre a resgatar nosso passado de glórias, incentivar os jovens a conhecê-lo, mas também não menospreza o nosso presente.

Quando leio o trecho do Oberdan, me lembro do dia que o encontrei no Palestra e ele me mostrou as mãos calejadas e fraturadas. Os ossos fora do lugar…

Enfim, é um belíssimo texto para refletirmos sobre nossa postura enquanto torcedores. Acho que todos entendem do que estou falando.

Obrigado,Jota…..isso mesmo me lembro que o jogo foi de manhã….se não me engano o Miral jogava no Palmeiras……………Futebol de Salão…bola menor….era gostoso jogar com aquela bola.

voce quase acertou; era a seleção brasileira – todos os titulares eram jogadores do Palmeiras – que venceu a seleção paraguaia por 1×0 e conquistou o primeiro sulamericano oficial da categoria. Jogo no Ibirapuera lotado, domingo de manhã, transmissão da Globo. A TV Gazeta transmitiu todo o torneio e a Globo fez só a final. Ganhamos de goleadas inacreditaveis todos jogos anteriores, creio que da Argentina foi 18 x 0.
O nome do jogo na epoca era futebol de salão…………JOTA

Jota, me ajuda a tirar uma dúvida da infancia acho que foi entre 79 a 81,lembro de ter visto um jogo de futsal entre Palmeiras e Olimpia do Paraguai …eu era muito pequeno e estava vendo esse jogo na casa de uma tia no Ipiranga….o ginásio estava lotado me parecia o Ibirapuera e o verdão parece que ganhou de 1×0 e o campeonato era uma espécie de mundial,pois Br e Pr eram os melhores Países desse esporte…Sinceramente nem sei se isso é verdade ou imaginação de garoto tinha entre 6 e 8 anos….Será essa história verdadeira!!!!!!!!!!!!!!!

Lindo,mas futebol não é teatro,jogo de xadrez…..ali o cara descarrega a adrenalina,se vê em campo com aquela camisa,jogando para aquela torcida…e as vezes quando a bola rola se vê apenas pierre,marcos,wendel,souza,se entregarem………….ver jogadores pífios e ter que pagar ingresso é duro………….vejo as vezes discussões que não levam a nada…..contestando pressão em alguns jogadores…..contrata o Nilmar pra ver se vai ter vaia.

Esse texto foi fantástico, Jota!
Quando vejo/leio na Midia Palestrina textos desse tipo eu imagino se o profexô e sua comissão técnica não repassam a todos os jogadores como forma de elogio e incentivo.
não é possível que algum atleta que leia um texto como este não se emocione e tente dar aqueles 110% que sempre existiu na fase do Felipão.
Por falar em lembrança boa, alguém viu o segundo tempo do jogo Chile x Bolívia? Viram o que o Valdívia fez em menos de 30 minutos em campo? Ai, que saudade!!!!!!!
Abraços

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