OPINIÃO DO CRISCIO: detalhes versus o todo

POR VICENTE CRISCIO

Nada como um dia após o outro.

Mas neste sábado, quando aos 43 minutos o Inter de Porto Alegre descontou, me veio à mente a canção de Roberto Carlos, Detalhes.

Nossa vida – pessoal, profissional, afetiva, esportiva – é cheia de detalhes. E muitas vezes por conta de um desses detalhes nós mudamos a história. Pro bem ou pro mal. Justa ou injustamente.

Por exemplo, uma decisão precipitada no seu trabalho e você pode precipitar sua saída. Ao contrário, uma ação às vezes aparentando ser corriqueira, simples, e você ganha pontos com seu chefe e abre caminho para uma promoção.

No futebol também é assim. Aliás, acho que é assim à enésima potência. Vejam os 5 últimos jogos do Palmeiras.

Contra o Grêmio, até os 20-30 minutos do primeiro tempo, o Palmeiras poderia ter feito 2 ou 3 gols. Não os fez por um detalhe de finalização. Em seguida, em uma falta (por sinal mal marcada) Ortigoza reclamou da arbitragem e o Grêmio se aproveitou para atacar. Fez 1×1 e a história do jogo mudou ali.

Contra o Atlético MG, Cleiton Xavier, por duas vezes, teve as chances da vitória. Não marcou por um detalhe.

Contra o Botafogo? O detalhe do lance de D. Souza, livre na cara do gol. E o erro! Coritiba? Bastava Marcão chegar 1 segundo antes na frente de T. Gentil e o pênalti não seria inventado pelo árbitro.

Mas voltando ao jogo de ontem: o detalhe quase nos matou. Depois do gol colorado tivemos dois ou três lances de perigo na área palmeirense. E a bola caprichosamente não entrou. Por detalhes…

Fico imaginando os dois cenários. Qual a repercussão dos posts e comentários se um ou dois detalhes dos jogos anteriores fossem diferentes? O palmeirense ficaria tão frustrado ou crítico? Ou – no caso de ontem – ficaria tão entusiasmado?

E o que mudaria do ponto de vista de desempenho do time palmeirense na tarde-noite deste sábado se o detalhe estivesse contra nós no escanteio aos 48 do segundo tempo?

Já disseram, o diabo mora nos detalhes. E às vezes damos pouca atenção a eles, quando devíamos nos preocupar com o todo.

Ou às vezes damos atenção demais às consequências deles.
Na vitória ou na derrota.

Saudações Alviverdes!
Vamos atrás desse título, porque como diria “Coach Carter” no filme homônimo,
“não é porque merecemos essa vitória que ela será dada a nós;
teremos que arrancá-la”.

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