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Campeonato Argentino: análise da R3

POR EMERSON PREBIANCHI 

A
terceira rodada do torneio apertura somente se encerrou nesta terça
feira com a partida entre Rosário Central e River Plate no palco da
apresentação de gala da seleção brasileira em Rosário, vencida pelos
donos da casa por 2 x 1 que coloca a equipe do River em estado de
alerta.

A Rodada
foi marcada por empates das equipes que teoricamente disputam o título,
com exceção do Vélez que venceu fora de casa o Gimnásia de La Plata e
assumiu a liderança em conjunto com o Rosário Central, ambos com 100%
de aproveitamento.

Também
marcou a rodada a primeira goleada. E foi o modesto Colón de Santa Fé,
mais de 500 km de Buenos Aires que aplicou um sonoro 5 x 1 no não menos
modesto Tigre.

E
tivemos o primeiro clássico da temporada disputado entre San Lorenzo e
Estudiantes numa emocionante partida que terminou empatada em 2×2,
depois do atual campeão da Libertadores ter aberto 2 x 0 e permitido o
empate que frustrou os torcedores.  

Os resultados dessa terceira rodada:

Arsenal                0 x 0       Racing

San Lorenzo       2 x 2       Estudiantes

Argentinos         0 x 0       Lanus

Huracán              0 x 2       Atl. Tucumán

Independiente 2 x 0       Godoy Cruz

Boca                     1 x 1       Newell’s

Banfield               1 x 0       Chacarita

Colón                    5 x 1       Tigre

Gimnásia LP       0 x 1       Vélez

Rosário                2 x 1       River

 

E a classificação após a rodada é a seguinte:

Tabla de Posiciones

 P   Clubes  Pts   J   G   E   P   GF   GC   Prom 
    Vélez  9   3   3   0   0   5   1   1.696 
    Rosario Central  9   3   3   0   0   5   2   1.139 
    Estudiantes LP  7   3   2   1   0   7   2   1.684 
    Banfield  7   3   2   1   0   4   1   1.354 
    Newell’s  7   3   2   1   0   3   1   1.456 
    Independiente  6   3   2   0   1   6   3   1.316 
    San Lorenzo  5   3   1   2   0   6   4   1.671 
    Boca Jrs.  5   3   1   2   0   5   4   1.722 
    Colón  4   3   1   1   1   6   3   1.342 
 10    Godoy Cruz A.C.  4   3   1   1   1   3   3   1.293 
 11    Lanus  4   3   1   1   1   3   3   1.709 
 12    River Plate  3   3   1   0   2   5   6   1.392 
 13    Atlético Tucumán  3   3   1   0   2   5   7   1.000 
 14    Tigre  3   3   1   0   2   4   8   1.532 
 15    Argentinos Jrs.  3   3   0   3   0   3   3   1.291 
 16    Racing Club  2   3   0   2   1   1   2   1.190 
 17    Arsenal  1   3   0   1   2   0   5   1.241 
 18    Chacarita  0   3   0   0   3   4   7   0.000 
 19    Huracán  0   3   0   0   3   1   5   1.392 
 20    Gimnasia LP  0   3   0   0   3   0   6   1.152 

PRÓXIMA RODADA

A quarta rodada trará os confrontos entre:

Racing x
Gimnasia;
Newell’s x Argentinos;
Chacarita x Rosario;
Vélez x San
Lorenzo;
Tigre x Arsenal;
Atl. Tucumán x Boca;
Lanús x Banfield;
River
x Colón;
Estudiantes x Independiente; 
Godoy Cruz x Huracán.

HISTÓRIA DOS CLUBES ARGENTINOS

CLUB ATLÉTICO BOCA JUNIORS

Hoje é
dia de Club Atlético Boca Juniors, o time que segundo dizem os
torcedores e a imprensa na argentina possui “La mitad mas uno” dos
torcedores do país.

Proprietário
da Mística “La Bombonera”, cujo nome oficial é Estádio Alberto J.
Armando inaugurado em 25/05/1940 com capacidade para aproximadamente
50.000 torcedores, o time fundado em 03 de abril de 1.905 no bairro La
Boca em Buenos Aires por jovens de origem italiana é, sem dúvidas, um
dos times mais conhecidos em todo o mundo. Também por ser “a
equipe de Maradona”.

O ponto
forte do clube é a relação com o torcedor, tendo um lindo museu
contando a história do time e a história de Maradona, além de manter um
programa de sócio torcedor que ocupa mais de 70% do estádio lotado em
todas as partidas.

E o nome
de Maradona faz sombra a grandes nomes que passaram por lá como
Riquelme e Martim Palermo (que ainda estão por lá), Tévez, Caniggia e
Batistuta entre tantos outros que por lá fizeram história.

A equipe coleciona 23 títulos nacionais, além de outros 6 da época em que o futebol argentino ainda era tido como amador;  3
título mundiais interclubes; 6 libertadores e mais 2 copas
sul-americanas; 4 recopas; 1 supercopa libertadores; 1 copa máster
super copa.

Por
ter seu estádio situado as margens do Rio Riachuelo (o Rio Tietê de
lá), onde as constantes enchentes depois das chuvas levam às ruas todo o
esgoto da região de La Boca, os torcedores que se auto denominam
“xeneizes” recebeu dos rivais a alcunha de “bosteros” como são chamados
por toda a outra metade da Argentina 

CURIOSIDADES

Uma
coisa muito pouco falada na Argentina é que o primeiro uniforme do Boca
era rosa e devido as inúmeras gozações dos adversários mudou para azul
e branco para depois passar ao tradicional azul e amarelo.

Contudo,
a maior curiosidade relacionada ao Boca diz respeito ao seu escudo que
remodelado em 1970, recebe uma nova estrela a cada torneio nacional ou
internacional vencido de modo que a cada nova conquista será mudado o
escudo e a bandeira da equipe.

O
fanatismo dos torcedores rendeu à “La Bombonera”, assim chamada por
lembrar uma caixa de bombons devido ao seu formato, a conhecida frase
de que “ La Bombonera no tiembla, late” (a bombonera não treme, pulsa).

ELENCO

Para
essa temporada a equipe do Boca Jrs. Perdeu grandes nomes e não
promoveu contratações a altura devido a uma política de reformulação
financeira implantada por Carlos Bianchi que assumiu a administração do
futebol do clube e conseguiu negociar a baixa de salários das grandes
estrelas para adequar a uma nova realidade que tende a nortear todo o
futebol argentino com a diminuição dos salários das grandes estrelas.

Sairam
Ledesma, Dátolo (que marcou o golaço inútil da última partida entre
Brasil e Argentina), Palácio, Vargas e Migliore e foram contratados
apenas Diaz, Medel, Gunino e Insua, contando ainda com o retorno de
empréstimo de Monzon, Marino, Calvo, Krupoviesa e Medran.

A equipe
que empatou em casa pela terceira rodada com o Newell’s contou com:
Pato Abbondanzieri; Ibarra, Gastón Sauro, Paletta, Monzón; Marino,
Ariel Rosada, Insúa, Riquelme; Mouche e Viatri; DT Alfio Basile.

CLÁSSICO LOCAL

Apesar
de ser odiado por todas as equipes argentinas, o Boca Jrs. rivaliza com
o River Plate, formando como já dito anteriormente um dos dez maiores
clássicos do mundo conhecido por Super clássico.

No
confronto direto entre as duas equipes o Boca leva vantagem tendo
vencido 117 das 319 partidas já disputadas entre os rivais, tendo
perdido 102 partidas e empatado 100, levando vantagem também no
confronto de gols marcados, com 430 feitos e 389 sofridos. 

10 respostas em “Campeonato Argentino: análise da R3”

# 5 – É verdade Emerson, contando só libertadores é isso mesmo, mas, eu contabilizei todos os títulos internacionais, aí os caras dominam mesmo.

O Boca, apesar de ter a maior torcida da Argentina, segundo o que eu acompanho, não tem uma presença de público nos estádios tão grande quanto o River, que teve nos ultimos torneios a melhor média de público de visitante e de local (mesmo com campanhas fracas, fora o título do Clausura08).

Mas acho o grande mérito desse clube, o de manter nomes de peso em seu elenco como Palermo, Román e Bataglia e o próprio Palácio que foi vendido este ano, mas já com 27 de idade. O River Plate, ao contrário, com seu presidente Mustafá Contursi, ops… J.M.Aguilar vendeu nomes de peso antes de se consagrarem com La Banda Roja, como o Zapata p/ Velez, Montenegro p/ Independiente e o Higuaín p/ Real Madrid… não atoa, está nessa draga danada…
ahhhh, e acreditem, a torcida do River estava revoltada há 2 semanas, pois apareceu na lista de inscritos na AFA (mas não foi apresentado) o nome de Fábio Jr, ex-Centroavante de Palmeiras, Cruzeiro e Roma. (nem sei que fim levou essa história, só sei que agora os clubes de lá pagam uma multa p/ cada jogador inscrito e que não é contratado de fato).

Leonessa, a história da bandeira é verdade. Pelo menos eu fui lá e eles contaram essa. Agora, se foi para apagar o passado bambi cor-de-rosa deles e é tudo balela, aí temos que perguntar para las gallinas do River… Eles devem saber a verdade.

Nosso Lanús começou a trilhar o caminho que lhe é peculiar: do 10o lugar para baixo. E essa Bostonera do Boca só tem o nome de bom: Alberto. :-p

3 – João Gomes Yzquierdo Neto 10/09/2009
João, o Boca ainda não é o maior vencedor na Argentina e nem na Am do Sul pois internamente perdo pro River e na America do Sul perde pro Independiente que tem uma libertadores a mais!
O que eles tem é uma excelente equipe de marketing que faz o nome cada vez mais forte e uma estrutura voltada pros torcedores que faz inveja!

O Boca é um time que eu tenho uma grande apatia. A postura do clube pra mim é parecida com a postura dos gambás, ahahaha. Mas é um clube de história e representatividade.

Detesto o Boca! Mas, é inegável sua grande história e tradição. É o clube mais vencedor da América do Sul (infelizmente).

Emerson, uma história que já escutei foi que a escolha das cores do Boca aconteceu no porto de Buenos Aires, onde a definição seria pela bandeira do primeiro navio que aportasse por lá. Acabou sendo um navio da Suécia (azul e amarelo).

Se é verdade ou mentira nao sei, mas um uniforme rosa deve ser zoado até o fim dos dias ahaha

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