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Há 44 anos, o Palmeiras representava a seleção brasileira no Mineirão

Agência Palmeiras
Fábio Finelli
Colaboração: Academia de História do Palestra-Palmeiras



 Crédito: Academia de História do Palestra-Palmeiras

Uma data que o torcedor palmeirense jamais vai esquecer, mesmo
aqueles que ainda não tinham nascido, é recordada nesta segunda-
feira. Há 44 anos atrás, mais precisamente em 7 de setembro de 1965,
o Palmeiras representou a Seleção Brasileira num amistoso contra a
poderosa Celeste Olímpica do Uruguai, na inauguração do Estádio
Magalhães Pinto, o Mineirão.

Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, uma equipe de
futebol foi convidada para compor toda a delegação do Brasil, do
técnico ao massagista, do goleiro ao ponta-esquerda, incluindo os
reservas, da então Academia do Palmeiras, treinada pelo saudoso
Filpo Nuñes, único estrangeiro (era argentino de nascimento) a
dirigir -mesmo que por uma única vez, o comando da seleção
brasileira.

A partida foi organizada, na época, pela antiga CBD. E, numa época
áurea em que existia o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha, o
Palmeiras foi escolhido por se tratar da melhor equipe do futebol
brasileiro em atividade na ocasião.

Já o Uruguai acabava de obter a classificação para o Mundial de 66
de forma invicta e apresentava craques como Manicera (que depois
desfilou sua técnica no Flamengo), Cincunegui (que faria história no
Atlético-MG), além de Varela, Douksas, Esparrago…

Mas não teve jeito. Numa partida em que entrou para a história do
futebol mundial, o Palmeiras goleou por 3 a 0, gols de Rinaldo,
Tupãzinho e Germano, e cravava definitivamente uma das páginas mais
gloriosas de sua vasta trajetória de títulos e conquistas.

“Foi algo mágico, imensurável na época e nos dias atuais. Foi o dia
em que um clube de futebol representou toda uma nação. Não sei se
vai existir uma homenagem desse tipo algum dia. É algo que até hoje
sou lembrado. E que o Palmeiras vai carregar para o resto de sua
vida”, afirmou Valdir Joaquim de Moraes, atual consultor técnico do
Verdão e goleiro naquela ocasião.

O troféu, que estava em disputa na partida para o vencedor, ficou na
sede da CBD (depois CBF) por exatos 23 anos. Em 1988, decidiu-se
pelas partes que o Palmeiras deveria honrosamente ficar com a taça,
hoje brilhantemente exposta na Sala de Troféus da Sociedade
Esportiva Palmeiras.

“Até hoje fico pensando naquele jogo. Foi uma homenagem feita pela
CBD ao nosso grande time, a Academia do Palmeiras. Os mais jovens
precisam sempre saber disso e ter orgulho desse jogo. O Palmeiras um
dia foi Brasil, e isso ninguém mais vai apagar”, destacou Ademir da
Guia, camisa 10 na partida contra a Celeste.

Ficha Técnica BRASIL (PALMEIRAS) 3 x 0 URUGUAI

Brasil [Palmeiras]
Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari;
Dudu (Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio,
Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo (Dario).

Uruguai
Taibo (Fogni); Cincunegui (Brito), Manciera e Caetano; Nuñes (Lorda)
e Varela; Franco, Silva (Vingile), Salva, Dorksas e Espárrago
(Morales). Árbitro: Eunápio de Queiroz

Data: 07/09/65
Local: Estádio Magalhães Pinto, em Belo Horizonte (MG)
Público: aproximadamente 80.000 pagantes
Renda: Cr$ 49.163.125,00
Gols: Rinaldo, aos 27, e Tupãzinho, aos 35 minutos do primeiro
tempo. Germano, aos 29 da etapa final.



Crédito: Academia de História do Palestra-Palmeiras

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