Categorias
Resenha dos Jogos

Pós Jogo Palmeiras 2×1 Atlético PR: vitória cheia de símbolos

POR VICENTE CRISCIO

Meus amigos, o Palmeiras ganhou do Atlético PR por 2×1 e abriu 6 pontos de vantagem sobre o SPFC (vice líder) e 7 pontos do Internacional (3o colocado), os dois únicos que a princípio são os potenciais candidatos ao título (junto com o Verdão). Saberemos no final deste domingo se essa vantagem persistirá ou se será menor.

Mas escrevendo sobre o jogo bem depois do seu final, gostaria de explorar muito mais o que está por trás da vitória alviverde neste sábado do que propriamente o jogo em si.

Vamos tentar confrontar alguns mitos que estamos criando.

SOBRE O ADVERSÁRIO: ERA MOLEZA? 

Está em situação difícil na tabela, é verdade. Com apenas 31 pontos ganhos e 9 vitórias o Atlético luta para não cair. Mas a vinda de Antonio Lopes fez o time ganhar 19 pontos nas 10 rodadas anteriores ao jogo deste sábado.

Mais ainda: o time ganhou em casa de times como Internacional, São Paulo, Corinthians, e como visitante venceu Botafogo e Cruzeiro.

O Palmeiras empatou lá – roubado – e venceu aqui. No sufoco? Sim, no sufoco. Mas venceu sua 14a partida no Brasileiro. Só o Inter pode igualar essa marca na R26.


SOBRE O FUTEBOL JOGADO

O Palmeiras entrou desfalcado de sua principal peça de criação, Cleiton Xavier. Não tinha ainda Wendel, mas Figueroa entrou e mostrou que é melhor. Não tinha Armero e jogamos capenga do lado esquerdo. Se Marcão é lento para zagueiro, imagine para jogar de ala.

Pierre não joga mais no Brasileiro e é a maior ausência que este time pode sentir. Não há reserva a altura de Pierre no Palmeiras. Aliás, desculpem se pareço demais ufanista, não há titular no futebol brasileiro à altura de Pierre.

Tivemos ainda a perda de M. Ramos logo no início da partida por contusão.

Portanto entramos em campo hoje com apenas um jogador com a responsabilidade de criação, Diego, que estava visivelmente cansado e prendendo demasiadamente a bola, às vezes exagerando em firulas. E Lopes colocou um sujeito sobre Diego – reparei no jogo todo, o cara colado no nosso camisa 7. Provavelmente quando nosso “chapa quente” chegou em casa e foi abrir a geladeira encontrou um sujeito com a camisa do Atlético PR dentro dela. Portanto, nossa armação foi pro brejo…

Entramos com Obina ao lado de Love, pois parece que Muricy queria que este jogasse como referência na área, ao contrário de Robert, que parece ser melhor para dar velocidade. Obina é e foi esforçado. E só.

Love ainda está se adaptando ao Palmeiras e ao futebol brasileiro. E com apenas um jogador de criação e sem as subidas pela esquerda de Armero e com Diego jogando muito marcado, cansado e num dia ruim, o Palmeiras finalizou muito pouco. Apenas 11 vezes. Bem menos que o Atlético (18 vezes).

MAS E OS SÍMBOLOS?

O que mais marcou para mim não foi exatamente o jogo em si mas alguns eventos em torno da partida. Vamos a eles:

1.Danilo entrou em campo mediante o pagamento de uma multa contratual; o Palmeiras não está nadando em dinheiro – como 100% dos clubes brasileiros – mas a Diretoria deu mostras de que o time quer ser campeão; Danilo fez um gol, salvou outro e segurou a onda com Maurício após a saída de M. Ramos;
2. Marcos mostrou que parece vinho; quanto mais o tempo passa, fica melhor. Duas defesas espetaculares;
3. Figueroa finalmente estreou e fez um gol, participou do segundo e se destacou; parece que a providência divina está tomando conta do Palmeiras;
4. O treinador Muricy Ramalho saiu de campo comemorando com a torcida e batendo no peito e no braço enquanto caminhava; apesar de alguns ainda torcerem o nariz para ele (não é verdade Giba?) há uma identificação grande sendo estabelecida entre Palmeiras-torcida-Muricy;
5. Mais uma vez o Palmeiras teve sorte. Ou aquela bola que o Danilo tirou – depois de um erro da arbitragem em deixar seguir o lance – não faz o mais cético acreditar que “bruxas” e “anjos” existem?

Competência na administração, superação de jogadores, simbiose entre time, técnico e elenco, goleiro salvando o time, jogador que entra dando conta, e sorte!

Se vamos ser campeões ao final da R38 eu não sei. Mas que esse time tá com uma baita cara de campeão, ah, isso tá!

Saudações Alviverdes líderes.
Faltam 12 rodadas e 8 vitórias para soltarmos o grito.

43 respostas em “Pós Jogo Palmeiras 2×1 Atlético PR: vitória cheia de símbolos”

Valeu a pena esperarmos o Figueroa jogar hein. Danilo entao, foram os 100 mil mais bem ‘gastos’ (investidos) da historia da SEP. Tivemos sorte e COMPETENCIA de campeao !!

Prefiro ver um jogo feio e ganhar no sufoco. Cansei de ver o Palmeiras jogar bonito e perder. O time está jogando com muiiiita raça. Se o Diego não está bem e o Cleiton não joga, não temos armação, é óbvio!

Me respondam: voces esperam que o Ortigoza e o William entrem tabelando na zaga adversária? É isso mesmo?

Três zagueiros, dois volantes, um craque no meio do campo, um meia regularmente bom e um matador: 1 x 0, 3 pontos. Já está bom!

Jogar de forma competitiva é diferente de jogar sendo amplamente dominado em casa pelo Atlético-PR e sem posse de bola. Pensem amigos, todos aqui querem o melhor possível do Verdão.

Os comentários estão desativados.