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9a. Giornata: uma rodada morna

POR CARMINE PACIELLO

          *    Basicamente, a 9a. rodada do Campeonato Italiano foi uma rodada morna. O fato mais importante foi a “ressurreição”  do Milan, que se projeta ao 4° lugar do
campeonato.

 

        
*   Roma, Real, Chievo:
com 3 vitórias em 7 dias e sempre de virada, um Milan enfim caído das nuvens da
presunção e mais “operaio” mostrou uma determinação e uma força mental até
agora desconhecida. Contra o time de Verona os rossoneri tiveram a habitual
partida a handicap; isso complicou bastante considerando que o Chievo
continuava pressionando com o ótimo Pellissier que perdeu  2 oportunidades para marcar mas no 2°
tempo o Milan foi realmente “galactico”: 
domínio  total do campo,
superioridade técnica e personalidade que se concreterizaram nos 2 gols de
Nesta, o destaque do jogo (junto com Dida que fez uma defesa sensacional  pouco antes do gol da vitória e do
outro goleiro,  Sorrentino, que
salvou o gol veronese pelo menos  4
vezes), perfeito na marcação quanto determinante pela vitória. Uma vitória
ainda pessoal e lindíssima que tem o gosto de desforra para ele que voltou após
um longo calvario feito de intervenções cirurgicas e de terapias de recuperação
e não obstante as duvidas de muitos que já indicavam ele como um ex atleta.

 

        
*   Um Napoli tambem
“galvanizado” depois de ter expugnado o campo (até agora inviolado) de Florença
será o próximo adversário do Milan: um jogo que se preanuncia muito
interessante e espetacular 
considerando o momento brilhante que os 2 times vivem atualmente. Um Napoli
(que apos um ano exacto de jejum em jogos externos voltou a ganhar) que
Mazzarri escalou com um 3/4/2/1 atípico mas equilibrado e concreto; por fim uma
formula onde o talento de Hamsick e de Lavezzi, verdadeiros espinhos  nos lados da Fiorentina,  foram exaltados. Pena que o  “nazionale” Quagliarella continua  em péssima fase e ainda perdeu um
penalty defendido do ótimo Frey. Interessante  também lembrar que, assim como com o Bologna, o gol da
vitória foi marcado no final e, ainda uma vez, do ala Maggio, outro  jogador (como Cassano e Mannini da Sampdoria
ou Mesto do Genoa)  que  merece uma consideração maior por parte
do “cego” Lippi.

 

        
*   Mesmo sem os
argentinos Samuel, Cambiasso e Milito, mais Stankovic e Thiago Motta  a Inter venceu (2 x 1) contra o Catania
no jogo n° 476 (e também a 139a. presença consecutiva, ou seja 3 anos sem mais
faltar um jogo entre campeonato italiano e Champions) do “homem bionico”  Zanetti (36 anos)  que apanhou a lenda Giacinto Facchetti,
o “gigante bom”.  Mas foi uma
vitória amarga pois o meia holandes Snejider, uma peça importante  do time, se machucou. Ele vai desfalcar
o time pelos próximos 15 dias.

 

      *   Contra o lanterna Siena, a
Juventus  fez uma partida cinza
como a  camisa que adotou mas foi
prática: fez o gol ( o 2° consecutivo de Amauri, jogador que voltou a ser
decisivo) e  administrou o
resultado com tranquilidade.  3
pontos  importantes  para não deixar escapar a Inter, líder
isolada com 22 pontos, mas o jogo, repito,  foi nojento. A única nota positiva foi Jajalo, jovem meia
croata que apresentou um futebol excelente: visão de jogo, dribles, chute, uma
técnica brasileira, enfim uma verdadeira surpresa. Então, na próxima
quarta-feira em Turim a Juve pode assumir a vice-liderança ao ganhar  a Sampdoria de Cassano.

 

        
*    Sampdoria que
como um rolo compressor asfaltou 
(4 x 1) o pobre Bologna (que apresentava Colombo como novo tecnico)  evidenciando  condição atlética, cinismo e um show de bola do trio de
ataque, Mannini, Pazzini e Cassano.

 

        
*    Desagregação
completa das equipes de Roma que juntos fizeram só 21 pontos. A Lazio, que não
vence desde 30 de agosto e está a apenas 4 pontos da zona de rebaixamento foi
humiliada da “turma Ventura” (o decano entre os treianadores da serie A) um
time bem organizado, rápido, compacto que deu muito trabalho ao Inter na 1a.
rodada e que merecia ganhar contro o Milan amplamente: o placar de 2 x 0 não
faz justiça da idéia da superioridade do Bari onde se destacaram
particularmente o mc Donati (ex Celtic), o brasileiro Barreto, o jovem zg. Ranocchia  e o ala Alvarez . Já a Roma desperdiçou
a oportunidade  de avançar na
classificação ao ser derrotada, em pleno Olímpico de um  Livorno (com um novo técnico, Serse
Cosmi)  com 10, mas capaz de  bloquear  as ofensivas romanas. Um time, aquela da Roma, feio,
com  jogadores “ cozidos” como o ex
palestrino Taddei, como Tonetto  e
também Mexes.  Vaias para a
diretoria e em particular para um apático e horroroso Vucinic enquanto Ranieri
reconheceu que sem o líder Totti, o time não mostra  “espírito” e força nenhuma.

Ciao, Carmine.