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Configuração da nossa arena

POR CLAUDIO BAPTISTA

 

Pessoal, vamos falar um pouco sobre a configuração da nossa Arena.

 

Até o momento nós sabemos o seguinte.

 

Capacidade: 42 mil lugares (FIFA) ou 45 mil lugares.

 

Desta capacidade, por volta de 300 camarotes com total aproximado 2.500 lugares e 10 mil cadeiras são destinados a serem comercializados pela WTorre, ou seja, receita do parceiro.

 

Se considerarmos a capacidade para 45 mil lugares, a S. E. Palmeiras teria a sua disposição 32.500 lugares para seu uso e comercialização.

 

Não vamos pensar em participação crescente do Palmeiras nas diversas receitas do parceiro e tal, apenas vamos focar nestes lugares disponíveis integralmente ao clube.

 

Como o clube fará uso dos mesmos?

 

Sabemos que as possibilidades de segmentação da Arena são grandes. Somente para citar alguns exemplos.

 

  • Áreas destinadas a sócios torcedores.
  • Áreas destinadas a parceiros comerciais. Ex: atual Visa.
  • Áreas destinadas aos torcedores comuns. Aqui podem ser áreas mais populares ou não.

 

Enfim, o clube terá à disposição várias possibilidades de uso e acredito que a flexibilidade nesta questão é importantíssima, tanto na configuração das áreas como na valorização e disponibilização de ingressos segundo sua demanda e necessidade do clube.

 

Um ponto deve ser observado caso o Palmeiras lance um programa para sócios torcedores com prioridade na aquisição dos ingressos. Conforme colocado acima, o Palmeiras não terá à sua disposição a capacidade integral da Arena e possivelmente configurará seus espaços levando em consideração as diversas possibilidades de segmentação. Esse pode ser um fator limitante à capacidade do programa de sócios torcedores.

 

Ficamos no aguardo de maiores detalhes a respeito.

 

Para terminar por hoje e voltando de forma singela ao assunto Copa 2014, vocês sabem por que o SPFC segue com o discurso de que o processo de abertura da Copa irá até 2011 e estão confiantes que ao final do mesmo o seu estádio seja escolhido para a abertura?

 

Simples, porque não estão nem aí para a abertura. Enquanto houver indefinição a respeito e os representantes locais continuarem abraçando o projeto do Morumbi, o cenário é perfeito para o proprietário do estádio. Isto é, garantir os investimentos através de financiamento a juros e encargos subsidiados pelo Governo mais investimentos públicos no entorno e região, segundo suas necessidades. Se a cidade quiser a abertura, então que despeje mais dinheiro público para a viabilização do projeto.

 

Até a próxima semana.

 

Abraço,

Claudio Baptista Jr. – ansioso pela aprovação da nossa Arena junto a Prefeitura.

 

 

Nota do autor do texto

“Pessoal, em relação a publicação de hoje da Série Arenas, sugerimos a leitura do comentário postado por João Carlos Mansur corrigingo a informação a respeito de receitas de propriedade (WTorre) e bilheteria no evento futebol (Palmeiras).
 
Abraço,
Claudio Baptista Jr”.

114 respostas em “Configuração da nossa arena”

valeu caras, parece que estamos mesmo bem calçados neste assunto

muito obrigado por todas essas informações mansur e cláudio
sou leigo neste assunto mais parece que tudo foi cuidadosamente pensado

parabéns pelo excelente tema e pela oportunidade

Danilo,
O modelo adotado foi baseado em um negócio imobiliário e não em uma administração por co-gestão.
O prazo de 30 anos foi estipulado, por que a SEP gostaria de receber participação nas receitas desde o primeiro dia do projeto, ou seja, sem nenhum tipo de carência.
Foi cogitado, em uma determinada fase das negociações, o prazo da parceria ser menor, mas isto implicaria em uma carência que, não faz sentido e não interessa para a SEP.
Voltando à matemática, temos uma conta simples. Quanto mais cedo o parceiro começa a participar do projeto, neste caso a SEP, maior será o prazo para retorno do investimento.
Neste quebra cabeça, chegamos na formula atual de remuneração x prazo de parceria.
Posso te garantir que foram longos meses de negociação.
Quanto ao projeto custar mais ou menos, o risco (ou benefício) será inteiro do investidor.
Você diz que o projeto pode custar menos, mas não se esqueça que pode custar mais em virtude de vários motivos de mercado.
No modelo adotado, foi “travado” este risco para a SEP.
Lembre-se que a postura da SEP na negociação foi sempre visando manter, agregar e remunerar o seu patrimônio de forma condizente e profissional.
Quanto a up grades e manutenções, fique tranqüilo, o contrato está bem seguro quanto a isto.
Não existe nenhum tipo de abertura para negociação, por que estamos falando de um contrato longo, de uma empresa privada com uma entidade que “teoricamente” não tem dono (associação esportiva sem fins lucrativos).
Qualquer abertura para revisão de contrato pode gerar a possibilidade de quebra do mesmo no futuro, o que para o investidor, que está disposto a despejar R$ 265 milhões no nosso quintal, não é nada bom.
Para minimizar o efeito do tal “desequilíbrio” é que foi desenhado o modelo de negócios baseado na RECEITA.
Com este caminho, a SEP sempre vai se beneficiar do aumento de receita que a Arena venha a apresentar, em virtude “do passar dos anos”.
A SEP não tem nada a ver com o RESULTADO ou LUCRO da Arena, isto é um problema da WTorre. Ou seja, a SEP não tem interferência nos custos e sim, deve apenas se preocupar com o faturamento (que será devidamente auditado).
Abs

Danilo,

Normalmente quando existem alterações em leis ou impostos dá o direito das partes pleitearem o realinhamento ou readequação do contrato.

Não conheço o contrato entre Palmeiras e WTorre para afirmar se existe algo explícito neste sentido, mas esse direito é praxe de mercado.

Abraço.

aliás, existe algum tipo de clausula no contrato que indica uma possível renegociação dentro de x anos destes valores porcentuais definidos?
falo isso pois sabemos que a prática é bem diferente da teoria.
se caso este modelo de negócios venha a ser muito mais rentável para uma parte do que para a outra, configurando-se um desequilíbrio e até eventualmente prejuízo, isso poderá ser revisto ou a parte deverá chorar na cama que é lugar quente?

acho que este não deve ser um projeto para um explorar o outro mas sim para os dois ganharem.

estamos falando de 30 anos não sabemos nem o que vai acontecer amanha não é? por isso esta pergunta

continuando…. concorda comigo que se o custo da obra baixar em digamos 20% os 300 milhões virarão 240….logo a wtorre recuperará este investimento muito mais rápido…….

na minha opinião, o contrato passa a ser mais vantajoso para a wtorre do que para a SEP nesta configuração…temos de pensar q 30 anos são 30 anos…é tempo de sobra, e um grande senão desta arena.
este montante deveria ser revertido para o projeto, pois como todos sabem, quanto mais tecnologia melhor.
Devia -se deixar reservado para upgrades necessário na arena quese reverteriam em benefício para os dois lados

na minha visão a wtorre estaria lucrando 60 milhões às custas do nosso patrimônio, lembrando que ela ainda fará isso por 30 anos.

não gostei desta história…..

olha mansur essa informação da isenção ir direto para o parceiro não é boa não
o modelo de negócios continua igual certo?
quando o projeto foi concebido a wtorre estipulou o prazo de 30 anos de exploração levando em conta o tempo que eles iam levar para recuperar o dinheiro investido correto?
isso inclusive, suponho eu, tenha sido usado como um argumento nas tratativas deste tempo com a SEP correto?

concorda comigo

Cláudio,

Muito obrigado pelos esclarecimentos. Acho que se realmente a nova arena possibilitar, entre os produtos oferecidos, algo como o “Matchday” ou algo similar, serão novos tempos para a torcida do Palmeiras.

Grande abraço

Andrés, vou tentar lhe responder de acordo com o que foi escrito em todo esse post.

Caso a WTorre alugue espaços para lanchonetes e resaurantes, o valor do aluguel é dela e a receita do estabelecimento do locatário. O Palmeiras ficaria com parte da receita da WTorre segundo estabelecido na sua participação no contrato.

Não sei exatamente o modelo que será adotado, mas sem dúvida permite-se algo similar ao “MatchDay”, só que de acordo com as divisões de escopo estabelecidas no contrato Palmeiras/WTorre.

Abraço.

Pessoal

Também sou um palmeirense entusiasmadíssimo com a nossa nova arena, mas além dos assuntos que foram abordados por aqui tenho outras dúvidas sobre a geração de receitas da arena. Se tomarmos como exemplo o Old Trafford (estádio do Manchester United) podemos ver que eles sabem muito bem como explorar seu estádio e ganhar dinheiro. Sei que nossa arena terá alguns aspectos em comum com um estádio moderno desses e acho que seria legal sabermos como serão distribuídas essas receitas.

Nos dias de jogos eles tem o chamado “Matchday” aonde o torcedor compra um Ticket que dá direito a local privilegiado para assistir o jogo, drink grátis no Red Café, brinde exclusivo, descontos em parceiros, estacionamento, entre outras coisas. Além disso o torcedor pode ir ao museu do clube, almoçar, visitar a loja oficial, etc. Ou seja, eles não Vêem simplesmente como um jogo de futebol, mas sim como um dia de entretenimento para a família.

Nos dias em que não há jogo no estádio eles ganham dinheiro alugando salas de reuniões, auditório para conferência, espaço externo ao lado do estádio (para circos, shows, eventos esportivos, etc).

Será que o Palmeiras ou a WTorre pensou em algo similar seguindo esse modelo? No caso da nossa arena, as receitas de lanchonetes, restaurantes e outros serviços serão da WTorre? O Palmeiras ganharia algum percentual?

Abraços

Tiago # 100 – A capacidade deve ser semelhante a que existe hoje no G1

Fernando # 101 – Provavelmente devemos ter a isenção mas, se esta isenção realmente ocorrer, quem será beneficiada é a WTorre, uma vez que o modelo de negócios elaborado entre as partes prevê que a SEP faz a cessão da superfície para a WTorre por 30 anos e em troca, recebe as melhorias no clube social, o estádio novo e a participação nas receitas ao longo da parceria.
Eventuais economias no custo de implantação do projeto serão 100% revertidas ao parceiro mas, o contrario também se aplica, eventuais aumentos de custos no projeto, serão absorvidos pelo parceiro.

Abs

Sou ciclista e gostaria de saber se em nossa futura Arena, teremos um bicicletário, ou pelo menos um lugar para estacionar as bikes!!

Fernando Talarico muito interessante o seu questionamento, porque é uma vantagem que se concedida ao gremio porque não para o Palmeiras tambem.
Pela entrevista que o nosso presidente Belluzzo deu para o Ciccone, entendi que poderemos fazer algum jogo da copa sim na nossa arena, portanto, temos direito a esse incentivo que vc citou.

valeu mansur!!
boa talarico!, uma pergunta realmente pertinente!

temos que ficar atentos com esse assunto….

Mansur,

a Nossa arena nao entraria na isen;ao fiscal da copa pq?

a arena (se nao me engano) do Gremio vai entrar nessa isenção so para ser CT de seleção..

se a diretoria diz q no minino sonha com a seleção da italia treinando por aki o minino seria nos termos as mesmas condicoes dos outros clubes.

pelos calculos da contrutora do estadio do Gremio seriam aprox. 20% de economia.

que em um projeto como o nosso 200milhoes (somente pra arena) e muita grana… que poderia ser revertida em outras melhorias na propria arena ou na area social do clube… ou ate na Academia da Barra Funda.

Abs

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