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Revolução à moda napolitana !

POR CARMINE PACIELO

  *   Defenestrado o diretor geral Marino há poucos dias, hoje foi a vez de Donadoni. O técnico paga pelo início claudicante do Napoli, 7 pontos em 7 rodadas. Ele  foi incapaz de dar eficiência  a um time que joga sem alma e tem (junto com a Roma) a pior defesa do torneio nacional. Um time deprimido, em pleno estado de confusão mental. Walter Mazzarri  é o novo técnico do Napoli. Trata-se de um homem de forte personalidade, que (importante) conhece o vulcânico ambiente de Napoli porque, anos atrás, foi auxiliar de Ulivieri, então técnico dos “azzurri”. Também conhece alguns jogadores, casos do ótimo zagueiro Campagnaro e do ala Maggio, que com ele, na Sampdoria, viveu o seu melhor momento profissional ao marcar 9 gols e merecer a convocação à seleção nacional. Por enquanto não se sabe se ele vai manter o esquema  3/5/2 de Donadoni, pois ele também é adepto deste esquema, ou vai fazer o time atuar no mais prático 4/4/2 ou, então, considerando a característica técnica de Hamsik, no 4/3/1/2. E o elenco? Vai chegar alguém? O técnico ainda não se pronunciou: provável que alguém irá “limpar a área”, que outros jogadores que tiveram com ele um espaço maior que não tenham com o precedente técnico, caso do lateral esquerdo Rullo, do ala Zuniga, do zagueiro Santacroce e do atacantes Denis e Hofer  e, ainda mais, que qualquer outro vai chegar. Toni, que atualmente está no banco no Bayern, é o nome mais pronunciado, assim como Appiah, ex-Udinese, Juve e Fenerhbaçe.    
 
         *   Contra a Roma se exibiu o Napoli habitual: um time opaco, infeliz,  que conseguiu ser derrotado por uma Roma dizimada pelos infortúnios (não puderam jogar Doni e Cicinho, Juan e Mexes, Taddei e Menez, Brighi e Julio Baptista e durante o jogo se machucaram o goleiro Julio Sergio e o lateral Motta),  mas conduzidos por um Totti inexorável, que marcou os 2 gols e que jogou em uma condição física precária.
 
         *   No jogo entre Sampdoria e Parma deu empate (1 x 1). Entretanto  foi um jogo de forte intensidade e qualidade. Com Cassano pouco inspirado, a Samp apostou na pressão e rapidez na execução das jogadas, enquanto o Parma se defendia com ordem e com a ação bem coordenada dos meio-campistas (Galloppa e Mariga, sobretudo) em auxílio dos atacantes.  Com tudo a Sampdoria mantém o primado, apesar que em coabitação com a Inter, 16 pontos, 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota, um caminho de líder, sem dúvida.   
 
         *    Após a prestigiosa vitória contra o Liverpool, com Prandelli que entrou no Olimpo por ser o técnico com mais vitórias (foi a n° 101 em 200 jogos), a Fiorentina disputou outra boa partida contra uma horrível Lazio. O empate prejudica a Fiorentina, que jogou bem apesar que o jovem montenegrino  Jovetic, destaque contra os ingleses, desta vez não foi brilhante. Mostrou uma defesa sólida e um meio-campo dinâmico, sobretudo com o peruano Vargas que, na ala esquerda, atormentou os rivais. A Lazio escapou da derrota graças a um presente do juiz que não validou um gol regular de Gilardino, e que foi motivo de muita confusão na tribuna vip entre o presidente Lotito, da Lazio, e alguns torcedores violas entre os quais o representante de Florença. Na retomada do torneio, Prandelli vai enfrentar a sua história, aquela Juventus onde jogou vários anos junto com Tardelli, Boniek, Platini, Zoff  e o carrasco do Brasil em 1982, Paolo Rossi.
 
         *    Juve foi demolida pelo nosso “cumpadre” Zenga: uma derrota ruidosa, com o placar final de 2 x 0, mas que poderia tranquilamente ser 5 x 0 tamanha foi a superioridade do Palermo. Foi uma Juve que jogou “como o Milan”,  ou seja, lenta demais, desalinhada, enquanto os “rosa-nero” sicilianos foram perfeitos ao ter o total controle do campo e um ataque devastador. Os destaques foram o  pequeno atacante Miccoli e Fabio Simplicio, hábil tanto no desarme quanto no apoio ofensivo.
 
         *   Esse é um sinal que Ferrara deve analisar com atenção: nos jogos anteriores  os bianconeri  venceram  sem convencer (Chievo, Lazio) ou empataram com sorte (Bologna e Bordeaux  na Champions). Todavia a Inter, em 3 jogos, recuperou 4 pontos superando a Juve, que tem um time pouco equilibrado e dois casos a resolver rapidamente: Diego, que a meu ver Ferrara insiste em fazer jogar distante do gol adversário, enquanto ele é determinante se joga mais avançado. Pode ser que tudo irá se resolver com a utilização de Sissoko, que está próximo de voltar, mas por enquanto ele foi uma decepção. Por fim, existe o problema Amauri que marcou o seu último gol em fevereiro, há 7 meses: um período extremamente longo para um atacante.
 
         *    9° gol de Di Natale em 7 jogos: uma média de “chuteira de Ouro”. Mas não foi suficiente para a Udinese, que foi derrotada por uma enérgica Inter a 70 segundos do fim graças a um chute de Sneijder, em um jogo de extraordinária intensidade no qual os 2 times atuaram para ganhar, nunca aceitando a idéia pré-concebida de ficar com um ponto.
 
        *    Faltando 7 minutos, Ronaldinho salvou Leonardo da demissão. O Milan continua sendo confuso, precário, um time que ainda denuncia a falta de Kaká, que com a sua extrema qualidade disfarçava os defeitos  dos companheiros. Foi  até cômico assistir aos festejos dos rossoneri ao empatar: um entusiasmo exagerado, parecia  tratar-se do gol da vitória do título nacional em vez  do gol que deu o empate contra a lanterna do campeonato (e que ainda jogava em 10). Isso é sintomático da precariedade que atualmente vive o Milan, um time mais perto da zona de rebaixamento do que dos bairros nobres da Champion League.

Abraços, Carmine.

Uma resposta em “Revolução à moda napolitana !”

Ronaldinho Gaúcho salvou o emprego do Leonardo hein… Mas se no proximo jogo o Milan não vencer vai começar a mesma historinha… Acho uma pena o Ronaldinho não estar jogando bem… pq jogar ele sabe !!

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