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Elenco repudia vandalismo e concentra forças apenas no Botafogo

Agência Palmeiras
Fábio Finelli
Os jogadores palmeirenses que concederam entrevista coletiva nesta quarta-feira (03) não esconderam a decepção com a agressão sofrida pelo atacante Vagner Love nesta última terça-feira, no estacionamento de uma agência bancária na região de Perdizes, zona oeste de São Paulo.
“A gente entende o papel do torcedor e até elogia o que foi feito pelo nosso time neste ano, mas não dá para aceitar cenas de vandalismo e violência. Quando a gente ganha, está tudo bem. Quando perdemos, somos tratamos piores do que bandidos. Não é por aí que vão resolver as coisas”, apontou o volante Edmílson, que independente do ocorrido, deixou claro que a concentração do grupo está toda voltada para a partida contra o Botafogo.
“Não acho que esse assunto vai atrapalhar. Já conversamos com o Vagner e estamos todos do lado dele. É um parceiro nosso de trabalho e são injustas as críticas contra ele. Isso certamente não vai interferir no nosso objetivo, que é fazer uma grande partida no Rio de Janeiro”, explicou.
O lateral-direito Wendel, que teve uma boa atuação atuando improvisado na ala esquerda na partida do último domingo, contra o Atlético-MG, também afirmou que os atletas precisam estar preparados para qualquer tipo de pressão, mas também repudiu o que aconteceu com o atacante palmeirense.
“Eu já estou no Palmeiras há algum tempo e vivi algumas situações de pressão, principalmente em 2006, quando quase fomos rebaixados. Acho que qualquer atleta precisa entender o nível das cobranças quando está num clube grande, mas a partir do instante que parte para a violência, perde a razão”, comentou.
Assim como o restante do grupo, Wendel entende que o episódio não vai atrapalhar o rendimento do time contra o Botafogo. “Acho que tudo o que aconteceu precisa continuar sendo investigado, mas a partir de agora, só vamos falar do jogo aqui dentro. Será uma partida duríssima e, dependendo do que acontecer, podemos até ficar com o título. Não podemos bobear nem perder a concentração um minuto sequer.”