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La Prima Volta: Cinquina, a história das 5 coroas (parte 5)

POR JOTA CHRISTIANINI

Conquistar quatro coroas já era muito bom, mas ai companheiros, apareceu a dama mais bonita do baile.

Trazida pela FIFA que mandou os árbitros, vistoriou os estádios, fez a tabela e mandou a Taça iniciou-se na metade de 1951 o PRIMEIRO MUNDIAL DE CLUBES em DISPUTA DA COPA RIO.

O Brasil foi representado por dois times, os campeões paulista – PALMEIRAS  – e carioca – Vasco da Gama.

A chave do Palmeiras, disputada no Pacaembu foi tecnicamente melhor que a chave carioca. O Palmeiras atropelou os europeus, Estrela Vermelha e Olimpique, campeões em seus países e já classificado para a fase final comemorou com o também classificado Juventus, após uma suculenta macarronada, em jogo que prevaleceu a melhor disposição dos italianos.

Fase final e o Verdão teria que enfrentar o Vasco, o Expresso da Vitória que contava com oito jogadores que haviam disputado o mundial de seleções no ano anterior com camisa brasileira.

A disputa entre os dois era mais antiga. Dois anos antes houvera um tira teima para definir quem representaria o Brasil no sul-americano de clubes em Santiago. Jogaram três partidas o Palmeiras venceu duas e quem viajou foi o Vasco. Nota-se que esta história do Vasco tomar o lugar do Palmeiras não seria a única, mas enfim.

Foram dois jogos sensacionais, curiosamente ambos no Maracanã,

No primeiro estreando o goleiro Fábio o Palmeiras venceu 2×1 e n segundo com outra atuação magnífica de seu jovem goleiro o Palmeiras classificou-se as finais no empate de 0x0.

Contra quem seria decisão?  Justamente contra Juventus de Turim que havia nos derrotado na última partida classificatória.

Foi uma batalha; 1×0 para o Palmeiras gol de Rodrigues. Faltava apenas um jogo, um empate e vingaríamos a derrota brasileira um ano antes naquele mesmo Maracanã para os uruguaios, na Copa do Mundo. E, mais importante, colocaríamos a 5ª coroa na cabeça do periquito, símbolo oficial do Palmeiras.

Rodrigues fez um dos gols, os italianos, marcaram dois, mas no fim do jogo Liminha driblou a defesa italiana, o goleiro italiano, driblou a trave, quem sabe algum fotógrafo próximo e entrou com bola e tudo nas redes da Juventus. 2×2!

Era o título, mundial era a quinta coroa.

Por isso amigos num tempo que quem conquista três títulos manda mudar distintivo, ai esta como foi que o Palmeiras tornou-se o campeão das 5 Coroas. E notem que título incontestado já que nenhuma das decisões permitiu uma única reclamação. Todas ganhas no campo e com arbitragem correta.

Assim sempre foi e será o PALMEIRAS.

5 respostas em “La Prima Volta: Cinquina, a história das 5 coroas (parte 5)”

Isso é PALMERAIS!!
1951 – PRIMEIRO CAMPEAO MUNDIAL!!

Jota,
Parabens pela série. Estava ansiosamente aguardando a história da última coroa. O primeiro, que jamais pode ser esquecido, mundial de clubes.

Ainda bem que não teve macarronada no jogo final, eheheheh.

Jota, parabéns por toda a série. Ficou excelente, e as ilustrações não ficam atrás.

JOTA, cresci ouvindo meu avô e seus irmãos cantando aos quatro cantos da Vila Romana que somos os únicos a conseguir as CINCO COROAS e sempre que surgia alguma discussão com os rivais ou com os inimigos eles logo lembravam desse feito e todos se calavam porque os mais velhos sabem respeitar a história e aceitar a superioridade.
Infelizmente hoje eles e elas cantam vitória por muito menos e quando lembro das CINCO COROAS escuto que isso é coisa de museu….. é uma pena que poucos saibam reconhecer a superioridade de uma época!
Valeu por mais essa!
MAGNÍFICO!

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