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Marcos lamenta violência e afirma: ‘Não quero ser tratado como bandido’

Agência Palmeiras
Fábio Finelli
09/12/2009 10h02

O goleiro Marcos foi uma das principais atrações na premiação do Troféu
Mesa Redonda, da TV Gazeta, que acontece anualmente e premia os
melhores atletas do Campeonato Brasileiro. Eleito o melhor da posição
durante evento realizado na noite desta terça-feira (08), o principal
ídolo do clube desabafou. Apesar de não se mostrar contrário em
dialogar com os torcedores, o camisa 12 repudiou os últimos
acontecimentos e lamentou ter sido obrigado a sair sob escolta policial
após a partida contra o Botafogo, realizada neste último domingo (06).

“Eu não quero ser tratado como bandido, mas é isso o que está
acontecendo. Já estou há muitos anos no Palmeiras, mas neste domingo
(dia 06) vivi uma situação constrangedora. Saímos escondidos tanto no
Aeroporto do Rio de Janeiro quanto em São Paulo por receio que
acontecesse alguma coisa. Acho que independente de qualquer coisa, nada
justifica a agressão física. Somos pais de família, temos caráter acima
de tudo. Não perdemos porque queremos. E também não ganhamos o que
ganhamos porque queremos. A torcida do Palmeiras apoiou o time durante
toda a temporada, mas partir para agressão física é demais para
qualquer profissional”, disse, destacando a agressão que o atacante
Vagner Love sofreu na última semana.

“Aconteceu da gente ter se reunido com torcedores este ano e não acho
errado isso, desde que seja de forma saudável. O torcedor sofre para
ver o time e merece algum tipo de satisfação. Mas sob nenhuma hipótese
posso concordar com agressão. Acho que cobrar, exigir e até xingar é
válido, mas não sou bandido para viver escondido ou ter que sair
escoltado após um jogo de futebol”, completou.

O capitão palmeirense lembrou que outros times também ficaram devendo
na competição e até sugeriu um ato mais radical caso o futebol não seja
visto mais pacificamente pelos torcedores, lembrando também a batalha
campal envolvendo torcedores do Coritiba e a Polícia Militar, neste
último domingo.

´”Nós realmente vacilamos, mas não foi de propósito. Ninguém queria
ganhar esse título mais do que esse grupo. Muitos clubes vacilaram. Mas
não pode acontecer essas coisas. É preciso mais união de nós jogadores
e até paralisar um campeonato caso as condições não sejam boas na
questão da segurança. O futebol precisa ser analisado de outra maneira.
Estão falando que será preciso morrer alguém para que alguma atitude
seja tomada, mas não pode chegar a esse ponto, como quase aconteceu no
jogo do Coritiba (contra o Fluminense). Está ficando cada vez mais
complicado, pois daqui a pouco pode acontecer alguma coisa, uma
agressão, um tiro, uma facada. Não estou pensando só em mim, mas em
toda a classe de atletas. Precisa mudar tudo isso.”