As jovens e boas sementes

POR VICENTE CRISCIO

Uma parábola bobinha, sobre as boas sementes, me inspirou nesta opinião.

Há muitos anos – eu ainda era jovem – assisti um episódio da série Planeta dos Macacos chamado “as boas sementes”. Nela um humano ensinava a um macaco que plantava milho (na série os macacos dominavam o planeta e os humanos eram escravos) que a produção aumentaria se ele consumisse as piores sementes do milho e replantasse as melhores.

Nada mais natural: as melhores gerarão colheitas ainda melhores.

E aí trago essa ingênua parábola para a política palmeirense. Mais precisamente na formação de gestores dentro do clube.

Enquanto movimentos atuais na indicam um arrasto semelhante a um cabo de guerra entre situacionistas (ala que defende o Presidente Belluzzo) e oposicionistas (os outros) provoco a reflexão sobre o presente e futuro da política palestrina.

A gestão Belluzzo prometia uma revolução na administração. Talvez do ponto de vista moral isso tenha acontecido. Provavelmente do ponto de vista de novos projetos podemos também dizer que sim. Mas do ponto de vista de renovação dos quadros e oxigenação estamos vendo muito pouco.

Por quê?

Não há quadros disponíveis? Não há cabeças pensantes no Palmeiras?

Claro que há. Mas essas cabeças são jovens demais – aqui ser jovem significa ter cerca de 30 anos – e/ou não foram treinadas na gestão do clube.

Há um preconceito atávico contra os jovens na SE Palmeiras. Na época que um ex-Presidente reinava, era comum ouvirmos no antigo Bar Inglês: “esses garotos não entendem nada!”.

De certa forma essa mentalidade não mudou. Quando algum “jovem” entre os 30 e 40 anos dá uma opinião que é contra a corrente sobre os rumos de algum tema importante para o clube – futebol incluído – é comum ouvir: “vocês não entendem…”.

Reflexo disso é que as principais áreas do clube além de suas vice-presidências estão sob o comando de diretores com mais de 60 anos. Exceção feita à Diretoria Financeira, que parece sofrerá (infelizmente) uma mudança no final do mês.

Outro reflexo (causa ou consequência? já nem sei mais) é que para ser Diretor é imperativo o cargo de Conselheiro. Afinal de contas cada um vale um voto, sabe como é… e assim um conselho formado por 50% de vitalícios, e ainda em processo de rejuvenescimento, só disponibiliza ao Presidente as “sementes” que não são as melhores.

Mas qual o problema disso? Tenho algo contra quem tenha mais de 60? Óbvio que não!

O problema é que quando precisamos trocar comandos do clube – recentemente ventilou-se a hipótese da saída de Gilberto Cipullo – não há nomes disponíveis. E não há nomes porque as pessoas são jovens e/ou não foram treinadas.

Parece que uma tentativa de mudar esse status aconteceu com J. Christianini e pessoas ligadas ao Grupo Fanfulla, que propuseram à atual gestão que aproveitasse nos postos de comando pessoas jovens, que ainda não são conselheiros, mas que poderiam aprender “on the job” os ofícios e seus ossos do papel de Diretor. E serem aproveitadas como titulares nestes cargos nos momentos oportunos.

Excelente ideia não aproveitada pela atual gestão.

É uma pena. Pessoas como Junior Gottardi, José Luiz Torres Junior, Claudio Baptista, José Cyrillo Jr. (nesse caso não por ser filho de J. Cyrillo, antigo cardeal, mas por mérito próprio) e outros, poderiam assumir funções como adjuntos no projeto Arena, nas categorias de base, na Diretoria Administrativa, no Departamento Jurídico, ou em outras funções. Seriam “estagiários” de luxo para brevemente assumirem as funções que hoje giram em volta dos mesmos.

Mas claro, como “adjunto” entendam diretores que tenham algum processo de influência nas decisões e que estejam plenamente informados de tudo que acontece nas suas diretorias.

O resultado disso seria não apenas um processo estruturado de formação de gestores mas também uma oportunidade para oxigenar a gestão com novas (e quem sabe ousadas) ideias. Seriam as novas sementes gerando outras mais fortes.

Concordam. Discordam? Independente disto o importante é a opinião fluir e o debate acontecer. Então deixe seu comentário aí embaiso.

OFF TOPIC: neste fim de semana vim para a região de Bertioga, Riviera de São Lourenço. A Sky prometeu instalar minha “pay tv” na quinta-feira o que me permitiria assistir tranquilamente o jogo no PFC.

Confirmei a instalação na própria quinta-feira. Não instalaram. Na sexta-feira, depois de horas tentando falar com um atendente, me informaram que o técnico da Sky resolveria meu problema em 24 horas (ou seja até o final da tarde do sábado).

Não vieram. Durante o sábado passei horas tentando ligar no 011 4004-1001. Ficava ouvindo uma mensagem por cerca de 6 minutos até que a ligação caia. No site da empresa – www.sky.com.br – não há nenhum canal de comunicação rápido com o cliente (chat online ou coisa do tipo).

Tremendo desrespeito com o cliente. Meu conselho a vocês: se puderem fujam da Sky.

***

O jogo? assisti no excelente http://www.ustream.tv/channel/sk-0000020#flashWrapper. Peguei o sinal pelo site http://www.eugeniosvirtual.com/tevirtual/jogos_vivo.html.
Não sei até agora se a transmissão era da Eslováquia ou Hungria. Mas o áudio era melhor do que os que estou acostumado.
 

Saudações Alviverdes!

A OPINIÃO DO CRISCIO é a coluna dominical do 3VV.
Substitui a antiga série Planejo Logo Existo e tem o objetivo de trazer
sempre um tema que provoque a reflexão do amigo do 3VV principalmente
sobre futebol; mas não ficará só nisso.

Sempre assinada por V. Criscio: ex-consultor, ex-marketeiro, ex-reestruturador,
e atualmente trabalhando no comércio eletrônico e editor do 3VV. 
Mas Palmeiras SEMPRE. 

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