Cenários políticos para 2011 em diante

POR VICENTE CRISCIO

A semana ficou marcada pela vitória política de Luiz Gonzaga Belluzzo e seus partidários. A aprovação das contas de 2009 era um teste para saber qual o tamanho do cacife político do Presidente, depois das últimas frustrações do futebol e – por que não dizer – dos vacilos do Professor.

Mas os partidários de Mustafá Contursi devem ter se assustado. A aprovação das contas por 56 votos de vantagem demonstrou uma articulação mais forte do que podia imaginar a vã filosofia daqueles que se esforçaram por mais de uma década para apequenar o clube.

Mas nem de longe ainda dá para o torcedor comemorar a morte política do antigo mandatário. Como zumbis do épico Thriller eles se esforçam em se levantar da terra e aterrorizar os palmeirenses de boa fé. Mas mesmo assim a vitória do professor nesta aprovação de contas ainda está longe de tranquilizar o palmeirense.

POR QUÊ?

Daqui a um ano vamos para o pleito que definirá o mandatário por mais dois anos. Enquanto corre no clube o abaixo assinado que pede o voto para presidente pelo associado – veja post sobre o Movimento Vota Palmeiras – existem muitas e incontroláveis possibilidades para sabermos quem mandará no Palmeiras em 2011.

Belluzzo é a peça chave desse tabuleiro! O Professor se desgastou demais no último ano. Desgastou-se com conselheiros oposicionistas de má fé; desgastou-se por apoiar a atual estrutura de futebol – leia o vice Gilberto Cipullo e seu Gerente de futebol Toninho Cecílio; desgastou-se com os imbróglios Simon e Mancha.

Enfim, Belluzzo sofreu com os ataques dos inimigos políticos e se frustrou com as críticas – na maioria das vezes construtiva – dos aliados próximos, em alguns casos a ponto de se afastar completamente deles. Exatamente aqueles que ajudavam-no a refletir não como mandatário político mas como transformador de uma instituição do porte do Palmeiras.

Águas passadas.

Entretanto a necessidade de sobrevivência política fez com que Belluzzo se aproximasse novamente de antigas “oligarquias”. E por mais que o professor negue hoje é obrigado a se compor com muitos que estavam dando as cartas na política alviverde na década de 90, ao lado do antigo e inominável ex-Presidente.

Lula diria que isso faz parte da sociologia política. Fazer o quê?

Nesse cenário o Professor garante que não sairá candidato. Eu tenho cá minhas dúvidas, pois acho que ele pode tentar a reeleição com algum esforço dos “aliados” de plantão. 
 
Na paralela oposicionistas se posicionam. Frizzo continua em campanha. Como um Lula, vai insistir na candidatura na esperança que em algum momento emplaca. Mustafá procura aquele para dar continuidade ao seu projeto (qual? não me atrevo a dizer). O ex-Presidente Affonso Della Monica está trabalhando em silêncio. Na votação das contas, seu filho apoiou Belluzzo, mas Della Monica de forma muito inteligente não votou no COF. Vem coisa por aí.

Temos ainda o vice-presidente Salvador Hugo Palaia e correndo por fora (e bota por fora nisso) o outro vice, Clemente Pereira.

Mas há um nome que internamente assusta a muitos daqueles que cheiram a naftalina: Paulo Nobre. Talvez aí esteja o único nome (além de Belluzzo) que traga uma grande tranquilidade para o palmeirense e uma enorme intranquilidade a todos os outros.

Nobre tem alguns seguidores mas não possui (ainda) o mesmo cacife político de um Della Monica ou Mustafá. Mas pode definir a favor de gregos ou troianos. Então neste momento, se não tem cacife para se eleger, tem cacife para NÃO eleger alguém, em benefício de outro.

E isto na política vale muito.

Assim me atrevo a projetar 2011. E temos 4 cenários:

Muito cedo para projetar? Pode ser… muito pessimismo? talvez… muita coisa errada pela minha ausência (proposital) do clube? provável…

Mas o fato é que na largada o palmeirense já perde pelas composições que Belluzzo foi obrigado a fazer nos últimos tempos. Mas – em minha opinião, claro – pode se reverter se e somente se conseguir uma aliança vencedora com Paulo Nobre e preparar o sucessor para 2013-2014. Biênio do centenário!

E pelas possibilidades, esse cenário não é tão fácil de se realizar.

Enquanto isso, deixe seu comentário concordando, discordando ou completando minha opinião de hoje: nosso cenário político é positivo? em qual circunstância?

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